Indústria Naval

Líder de governo no Senado prevê nova era

<P>Depois do sucateamento que vigorou entre o final dos anos 80 e o início dos anos 2000, a indústria naval brasileira retoma suas atividades com grande impulso em razão, principalmente, das encomendas da Petrobras. Foi o que disse, Ontem (4), a líder do bloco de apoio ao governo no Senado, Idel...

Agência Senado
04/06/2008 21:00
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Depois do sucateamento que vigorou entre o final dos anos 80 e o início dos anos 2000, a indústria naval brasileira retoma suas atividades com grande impulso em razão, principalmente, das encomendas da Petrobras. Foi o que disse, Ontem (4), a líder do bloco de apoio ao governo no Senado, Ideli Salvatti (PT-SC).

Para ela, as decisões de investimento no setor tomadas pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva e a determinação do presidente de nacionalizar as encomendas da Petrobras levarão a uma nova época áurea para os estaleiros.

A senadora disse acreditar que a nova era de ouro poderá ser ainda mais benéfica ao setor e ao país. Um indicador é a previsão de que o número de trabalhadores na construção de navios chegue a 76 mil, quase o dobro dos 40 mil empregados nos anos 80.

Segundo Ideli, a Petrobras assinou, por meio da Transpetro, contratos para a construção de nove petroleiros com o consórcio Rio Naval, dando continuidade ao seu programa de modernização da frota. Antes haviam sido encomendados outros dez petroleiros ao estaleiro Atlântico Sul, a serem construídos em Suape, Pernambuco. Esses 19 navios, mais sete ainda previstos, são os primeiros de 42 que serão construídos para a Petrobras, inclusive em estaleiros de Santa Catarina.

- É a maior encomenda de navios que o país já viu em décadas, talvez a maior de todas - afirmou Ideli, lembrando, em seguida, que os investimentos fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A líder do bloco governista observou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem desempenhado um papel muito importante nessa retomada ao utilizar recursos do Fundo Nacional de Marinha Mercante (FNMM). Em 2006, foram aprovados projetos da ordem de R$ 5,7 bilhões, e, entre 2007 e 2011, outros R$ 7,2 bilhões serão alocados. Em 1996, os desembolsos do banco para o setor naval haviam sido da ordem de R$ 100 milhões, crescendo para R$ 550 milhões em 2006.

Ideli mencionou ainda investimentos de R$ 32 milhões em pesquisa destinados ao Programa de Capacitação Tecnológica para Apoio à Indústria Naval Brasileira.

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