Redação TN Petróleo/Assessoria KPMG
As empresas de petróleo e gás realizaram 16 operações de fusões e aquisições, de janeiro a setembro de 2025. Desse total, apenas uma envolveu fundos de investimentos de private equity e venture capital. Trata-se de uma queda de quase 30% em comparação com o mesmo período de 2024, quando foram fechados 14 negócios. O estudo é feito trimestralmente pela KPMG com 43 setores da economia.
Com relação ao tipo de transação concretizada de janeiro a setembro, das 16, oito envolveram empresas estrangeiras adquirindo capital de outra estabelecida no Brasil (tipo CB1). Outras seis foram do tipo doméstica, ou seja, realizada entre organizações do país e duas foram feitas por brasileiros adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no exterior (tipo CB2)
Brasil: 3º trimestre teve o melhor desempenho do ano
No terceiro trimestre, foram fechadas no Brasil 425 operações de fusões e aquisições (sendo 203 de private equity e venture capital). Este foi o melhor trimestre de 2025, já que nos períodos anteriores foram concretizados 330 (primeiro) e 409 (segundo) negócios.
Já no acumulado de nove meses, foram finalizadas 1.164 operações de fusões e aquisições, uma leve queda de 2,6% em relação aos mesmos meses de 2024, quando houve 1.196 transações, indicando um cenário de estabilidade. Se consideramos apenas os negócios envolvendo fundos de investimentos de private equity e venture capital, foram 566 (48,6% do total) contra 497 (41,6%), no acumulado dos respectivos períodos, um aumento de mais de 13%.
"A queda no número de fusões foi pequena e podemos considerar um cenário estável. Isso se deve ao contexto macroeconômico brasileiro que não está favorável, principalmente, relacionado à parte fiscal, assim como as taxas de juros brasileiras e mundiais. Por isso, não houve uma recuperação significativa em relação ao ano passado, apesar de o ticket médio por transação estar crescendo. Por outro lado, aumentou a participação de fundos de investimentos no total de operações concretizadas", analisa o sócio da KPMG, Paulo Guilherme Coimbra.
Legenda:
Transações Domésticas: entre empresas de capital brasileiro.
CB1: Empresa de capital majoritário estrangeiro adquirindo, de brasileiros, capital de empresa estabelecida no Brasil.
CB2: Empresa de capital majoritário brasileiro adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no exterior.
CB3: Empresa de capital majoritário brasileiro adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no Brasil.
CB4: Empresa de capital majoritário estrangeiro adquirindo, de estrangeiros, capital de empresa estabelecida no Brasil.
CB5: Empresa de capital majoritário estrangeiro adquirindo, de brasileiros, capital de empresa estabelecida no exterior.
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