Meio ambiente

Japão começa a despejo de água radioativa de Fukushima no Oceano: Especialista analisa possíveis impactos

De acordo com o Pós PhD em neurociências e Biólogo, Dr. Fabiano de Abreu Agrela, o processo pode ser perigoso tanto para a vida marinha, quanto para a contaminação de alimentos


25/08/2023 06:10
Japão começa a despejo de água radioativa de Fukushima no Oceano: Especialista analisa possíveis impactos Visualizações: 3026

Mesmo após críticas de organizações do meio ambiente e mobilizações de países vizinhos contrários à medida, o Japão iniciou projeto de despejo de água radioativa da usina nuclear de Fukushima no Oceano Pacífico.

 

De acordo com autoridades japonesas e com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o planejamento está em conformidade com os padrões internacionais de segurança ambiental. A medida é considerada necessária para desmantelar a usina que sofreu um derretimento em 2011, após um devastador terremoto e tsunami. Segundo o plano, a água contaminada será altamente diluída e liberada gradualmente no Oceano Pacífico ao longo de muitos anos.

 

Apesar das garantias das autoridades japonesas, preocupações têm sido levantadas desde seu anúncio por nações vizinhas, como a Coreia do Sul e a China. Pescadores sul-coreanos temem pela perda de seus meios de subsistência e os residentes estão estocando alimentos por medo de contaminação. A China foi além e proibiu a importação de alimentos de algumas regiões do Japão.

 

Quais os impactos do despejo de águas radioativas no oceano?

De acordo com o Pós PhD em neurociências e Biólogo membro da Royal Society for Biology no Reino Unido, Dr. Fabiano de Abreu Agrela, o despejo de material contaminado no oceano pode ser muito perigoso se não for feito com as devidas precauções.

 

"A radioatividade é muito perigosa e deve ser manejada com bastante cuidado, caso contrário, se a contaminação sair do controle e ultrapassar os limites 'aceitáveis' podem haver graves consequências para o ecossistema marinho do local, o que irá gerar um efeito em cadeia".

 

"Se os animais marinhos, as algas ou o sal do oceano forem contaminados, os níveis de radioatividade podem aumentar a cada nível da cadeia alimentar, fazendo com que quando o ser humano os consuma eles já estejam bastante contaminados".

 

"O contato direto com radioatividade acima dos limites de um gray, quantidade máxima que o corpo pode absorver, pode gerar uma série de doenças, náuseas, vômitos, febre, dores de cabeça, mutações genéticas hereditárias nas células reprodutivas, danos irremediáveis nos órgãos internos, podendo causar câncer".

 

"No entanto, ainda não há consenso sobre o impacto do consumo de pequenas quantidades de conteúdo contaminado a longo prazo, e também seria necessário identificar se haveria e qual seria a intensidade dessa contaminação, então fica a pergunta, vale mesmo a pena usar essa técnica para dar um fim na água contaminada?" Questiona o Dr. Fabiano de Abreu Agrela.

 

 

 

 

Sobre Dr. Fabiano de Abreu Agrela

 

Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues MRSB é Pós PhD em Neurociências eleito membro da Sigma Xi, membro da Society for Neuroscience nos Estados Unidos , membro da Royal Society of Biology no Reino Unido e da APA - American Philosophical Association também nos Estados Unidos. Mestre em Psicologia, Licenciado em Biologia e História; também Tecnólogo em Antropologia e filosofia com várias formações nacionais e internacionais em Neurociências e Neuropsicologia. Membro das sociedades de alto QI Mensa, Intertel, ISPE High IQ Society, Triple Nine Society, ISI-Society e  HELLIQ Society High IQ. Autor de mais de 200 artigos científicos e 15 livros.

Fonte: Redação com assessoria

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Cana Summit
Diesel sob pressão no campo acelera corrida por novas fo...
14/04/26
Segurança Cibernética
Fraudes em infraestruturas críticas acendem alerta globa...
13/04/26
Energia Renovável
Crise energética global impulsiona protagonismo do Brasi...
09/04/26
Evento
Fórum nacional debate expansão do biogás e do biometano ...
08/04/26
Cana Summit
Juros elevados e crédito mais restrito colocam fluxo de ...
07/04/26
Combustíveis
ETANOL/CEPEA: Preço médio da safra 25/26 supera o da tem...
07/04/26
Hidrogênio Verde
Estudo no RCGI mapeia regiões com maior potencial para p...
06/04/26
Comunicação e Cultura
Livro reunirá 55 autores para contar a história do movim...
02/04/26
Etanol
Produtor de cana avança com novas estratégias para reduz...
31/03/26
IBEM26
Encontro internacional de energia vai abrir calendário m...
30/03/26
Energia Elétrica
USP desenvolve modelos para reduzir curtailment e amplia...
29/03/26
IBEM26
Bahia apresenta potencial da bioenergia e reforça protag...
27/03/26
IBEM26
Goldwind avança na Bahia com fábrica em Camaçari e proje...
27/03/26
IBEM26
Jerônimo Rodrigues destaca potencial da Bahia na transiç...
26/03/26
IBEM26
Bahia Gás aposta em gás natural e biometano para impulsi...
25/03/26
IBEM26
iBEM 2026 começa em Salvador com debates sobre segurança...
25/03/26
ESG
O "Selo Verde" e as Exigências ESG no Acordo UE-Mercosul
24/03/26
IBEM26
iBEM 2026 reúne especialistas e discute futuro da energia
23/03/26
Energia Solar
Newave Energia e Gerdau inauguram Complexo Solar de Barr...
19/03/26
Etanol
Geopolítica e energia redesenham o papel do etanol no ce...
19/03/26
Energia Elétrica
Copel vence leilão federal e vai aumentar em 33% a capac...
19/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23