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Investimentos efetuados pela Eletrobras devem atingir R$ 11 bilhões

Este é o maior investimento da história da estatal.

Agência Brasil
17/12/2013 09:43
Investimentos efetuados pela Eletrobras devem atingir R$ 11 bilhões Imagem: Deposit Photos Visualizações: 1116

 

A Eletrobras deve encerrar 2013 com investimentos executados de R$ 11 bilhões, o que equivale a 82% do orçamento inicial previsto em torno de R$ 13,4 bilhões, disse ontem (16), no Rio, o presidente da holding do setor elétrico, José da Costa. Esse é, segundo ele, “o maior investimento da história” da estatal.
Costa explicou que até outubro, os investimentos feitos, incluindo recursos corporativos (efetuados apenas pelas empresas do grupo Eletrobras) e os implementados em parceria com o setor privado, somaram R$ 7,6 bilhões, ou o equivalente a 57% do orçamento total. Costa estimou que até dezembro serão aplicados mais R$ 3 bilhões. “Pode ser um pouco mais ou um pouco menos”.
Dos R$ 11 bilhões em investimentos que serão executados este ano, R$ 6 bilhões envolverão projetos corporativos e R$ 5 bilhões resultarão de parcerias com a iniciativa privada. Dentro do setor corporativo, R$ 600 milhões serão aplicados em infraestrutura, R$ 1,4 bilhão em distribuição de energia, R$ 6,5 bilhões para geração e o restante para transmissão.
Para 2014, a expectativa é que os investimentos repitam o valor projetado para 2013, de R$ 13 bilhões, sendo divididos 60% para projetos corporativos e 40% em parceria. Do valor corporativo, a maior parcela (R$ 6,5 bilhões) deverá ser aplicados no segmento de geração.
Em relação ao prejuízo líquido consolidado de R$ 915 milhões, apurado no terceiro trimestre deste ano, contra um lucro de R$ 1 bilhão observado no mesmo período do ano passado, o presidente da Eletrobras indicou que esse déficit deverá ser revertido no próximo ano. Segundo a empresa, o prejuízo foi influenciado pela renovação antecipada das concessões, que diminuiu as tarifas de geração e transmissão da estatal.
O Plano Diretor de Negócios e Gestão da empresa prevê investimentos, de 2013 até 2017, de R$ 52,4 bilhões, ou cerca de R$ 11 bilhões por ano. José da Costa informou que desse montante, R$ 32,1 bilhões já estão contratados e a parcela restante (R$ 20,3 bilhões) está por contratar nos novos leilões.
A Eletrobras registrou em 2013 um desempenho considerado positivo em termos de redução de custos, a partir da implementação do plano de negócios. A expectativa é que mais de 5 mil empregados adiram ao Programa de Incentivo ao Desligamento, ou o correspondente a quase 20% do total de funcionários do sistema. Até o momento, 4,4 mil pessoas se inscreveram no programa. Costa avaliou que essa redução de custos acaba refletindo também em redução de gastos com serviços.
Acrescentou que o compartilhamento dos serviços e de toda a infraestrutura das empresas ligadas à holding terá um papel importante a cumprir nesse processo. Nesse sentido, a Eletrobras está estudando a possibilidade de reunir todas as empresas do grupo e a parte administrativa do Centro de Pesquisas (Cepel) em um único endereço. Serão unificados todos os escritórios situados no Rio de Janeiro e em Brasília, o que trará redução ainda maior de custos, além de aumento da receita, segurança e desenvolvimento tecnológico.
Costa admitiu que um projeto viável envolve a construção de um novo prédio no local onde já funciona Furnas, em Botafogo, na zona sul do Rio, para viabilizar a transferência de todo o pessoal do grupo. Deixou claro, porém, que a obra não será feita pela Eletrobras, mas por uma das fundações ligadas à estatal (Fundação Real Grandeza ou Fundação Eletrobras de Segurança Social-Eletros). “É um projeto de sinergia, de interação e compartilhamento”, disse.
No primeiro ano após a vigência da Lei 12.783, que prorrogou as concessões e reduziu as tarifas de energia, o Brasil está atingindo em torno de 125 mil megawatts (MW) de geração de energia, dos quais a Eletrobras participa com cerca de 43 mil MW em operação, ou 35% do total. “No caso da estatal, [são] mais de 90% dessa participação com fontes limpas”, destacou Costa. Mais 23 mil MW se referem a novas usinas, em construção, dos quais 12 mil MW englobam projetos da própria empresa. Os demais são feitos em parceria com o setor privado.
Costa defendeu a manutenção desse modelo, no qual a Eletrobras é sócia minoritária, porque tem menos amarras, aumenta o investimento e dá mais velocidade ao projeto. Com os novos 12 mil MW em usinas pertencentes à estatal, a Eletrobras vai atingir, entre 2016 e 2017, 55 mil MW. “Esse número é maior do que a potência de todos os países da América do Sul, da América Central, do Caribe e da África”.
Em transmissão, o Brasil está alcançando 111 mil quilômetros de linhas, dos quais 57 mil quilômetros pertencem à Eletrobras. “Nós estamos envolvidos na construção de mais de 10 mil quilômetros de linhas”. Isso resulta em uma participação superior a 55% ao existente no Brasil. Em distribuição de energia, a perspectiva é ligar160 mil novos consumidores nas seis distribuidoras do grupo.

A Eletrobras deve encerrar 2013 com investimentos executados de R$ 11 bilhões, o que equivale a 82% do orçamento inicial previsto em torno de R$ 13,4 bilhões, disse ontem (16), no Rio, o presidente da holding do setor elétrico, José da Costa. Esse é, segundo ele, “o maior investimento da história” da estatal.

Costa explicou que até outubro, os investimentos feitos, incluindo recursos corporativos (efetuados apenas pelas empresas do grupo Eletrobras) e os implementados em parceria com o setor privado, somaram R$ 7,6 bilhões, ou o equivalente a 57% do orçamento total. Costa estimou que até dezembro serão aplicados mais R$ 3 bilhões. “Pode ser um pouco mais ou um pouco menos”.

Dos R$ 11 bilhões em investimentos que serão executados este ano, R$ 6 bilhões envolverão projetos corporativos e R$ 5 bilhões resultarão de parcerias com a iniciativa privada. Dentro do setor corporativo, R$ 600 milhões serão aplicados em infraestrutura, R$ 1,4 bilhão em distribuição de energia, R$ 6,5 bilhões para geração e o restante para transmissão.

Para 2014, a expectativa é que os investimentos repitam o valor projetado para 2013, de R$ 13 bilhões, sendo divididos 60% para projetos corporativos e 40% em parceria. Do valor corporativo, a maior parcela (R$ 6,5 bilhões) deverá ser aplicados no segmento de geração.

Em relação ao prejuízo líquido consolidado de R$ 915 milhões, apurado no terceiro trimestre deste ano, contra um lucro de R$ 1 bilhão observado no mesmo período do ano passado, o presidente da Eletrobras indicou que esse déficit deverá ser revertido no próximo ano. Segundo a empresa, o prejuízo foi influenciado pela renovação antecipada das concessões, que diminuiu as tarifas de geração e transmissão da estatal.

O Plano Diretor de Negócios e Gestão da empresa prevê investimentos, de 2013 até 2017, de R$ 52,4 bilhões, ou cerca de R$ 11 bilhões por ano. José da Costa informou que desse montante, R$ 32,1 bilhões já estão contratados e a parcela restante (R$ 20,3 bilhões) está por contratar nos novos leilões.

A Eletrobras registrou em 2013 um desempenho considerado positivo em termos de redução de custos, a partir da implementação do plano de negócios. A expectativa é que mais de 5 mil empregados adiram ao Programa de Incentivo ao Desligamento, ou o correspondente a quase 20% do total de funcionários do sistema. Até o momento, 4,4 mil pessoas se inscreveram no programa. Costa avaliou que essa redução de custos acaba refletindo também em redução de gastos com serviços.

Acrescentou que o compartilhamento dos serviços e de toda a infraestrutura das empresas ligadas à holding terá um papel importante a cumprir nesse processo. Nesse sentido, a Eletrobras está estudando a possibilidade de reunir todas as empresas do grupo e a parte administrativa do Centro de Pesquisas (Cepel) em um único endereço. Serão unificados todos os escritórios situados no Rio de Janeiro e em Brasília, o que trará redução ainda maior de custos, além de aumento da receita, segurança e desenvolvimento tecnológico.

Costa admitiu que um projeto viável envolve a construção de um novo prédio no local onde já funciona Furnas, em Botafogo, na zona sul do Rio, para viabilizar a transferência de todo o pessoal do grupo. Deixou claro, porém, que a obra não será feita pela Eletrobras, mas por uma das fundações ligadas à estatal (Fundação Real Grandeza ou Fundação Eletrobras de Segurança Social-Eletros). “É um projeto de sinergia, de interação e compartilhamento”, disse.

No primeiro ano após a vigência da Lei 12.783, que prorrogou as concessões e reduziu as tarifas de energia, o Brasil está atingindo em torno de 125 mil megawatts (MW) de geração de energia, dos quais a Eletrobras participa com cerca de 43 mil MW em operação, ou 35% do total. “No caso da estatal, [são] mais de 90% dessa participação com fontes limpas”, destacou Costa. Mais 23 mil MW se referem a novas usinas, em construção, dos quais 12 mil MW englobam projetos da própria empresa. Os demais são feitos em parceria com o setor privado.

Costa defendeu a manutenção desse modelo, no qual a Eletrobras é sócia minoritária, porque tem menos amarras, aumenta o investimento e dá mais velocidade ao projeto. Com os novos 12 mil MW em usinas pertencentes à estatal, a Eletrobras vai atingir, entre 2016 e 2017, 55 mil MW. “Esse número é maior do que a potência de todos os países da América do Sul, da América Central, do Caribe e da África”.

Em transmissão, o Brasil está alcançando 111 mil quilômetros de linhas, dos quais 57 mil quilômetros pertencem à Eletrobras. “Nós estamos envolvidos na construção de mais de 10 mil quilômetros de linhas”. Isso resulta em uma participação superior a 55% ao existente no Brasil. Em distribuição de energia, a perspectiva é ligar160 mil novos consumidores nas seis distribuidoras do grupo.

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