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Indústria perde mais de R$ 66 bilhões com feriados nacionais durante 2017, diz Firjan

Redação/Agência Brasil/Firjan
04/01/2017 13:29
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A indústria brasileira poderá perder R$ 66,8 bilhões com os nove feriados nacionais e três pontos facultativos deste ano. O valor representa 4,4% do PIB ( soma dos bens e riquezas produzidos no país) industrial do país, o maior percentual registrado desde 2008. É o que aponta o estudo “O Custo Econômico dos Feriados Federais para a Indústria”, divulgado hoje (4), pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

O levantamento tem como base a relação de feriados e pontos facultativos divulgada pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. O estudo não contabiliza a Quarta-feira de Cinzas, por ser ponto facultativo até as 14h, e o Dia do Servidor Público. A Federação das Indústrias ressalta que o país ainda convive com mais de 40 feriados estaduais e outros municipais.

Dos 12 dias não trabalhados no país, apenas um será num fim de semana. Dos outros 11, cinco caem na terça ou na quinta-feira, o que facilita o “enforcamento” de um dia. Mesmo que não sejam contabilizados como feriados, esses “enforcamentos” certamente desestimulam a atividade produtiva, resultando em perda de produtividade.

A federação lembra, que as perdas não se restringem às empresas. As paralisações na atividade industrial provocam uma grande queda de arrecadação tributária para o governo. A Firjan estima que esta perda pode chegar a R$ 27,6 bilhões este ano, o equivalente a R$ 2,5 bilhões a cada feriado nacional, considerando os tributos federais, estaduais e municipais.

Entre as propostas da federação está a de que os feriados que caem no meio de semana sejam deslocados para segunda ou sexta-feira. De acordo com a Firjan, a medida contribuiria para a redução do “custo Brasil” e para o aumento da competitividade da indústria. Além disso, que em meses com a ocorrência de dois ou mais feriados, estes ocorram no mesmo dia, de forma a preservar o número de dias úteis. A federação informa, ainda, “que em vista da urgente necessidade de estimular a atividade produtiva e, ao mesmo tempo, ajustar as contas públicas, a mudança seria extremamente oportuna”.

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