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<P>As vendas da indústria fluminense tiveram, em fevereiro, a maior queda da série histórica iniciada em 2003, atingindo um resultado negativo de 15,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. Também na comparação com janeiro deste ano, houve retração, de 2,3%, após realizado o ajuste saz...
Agência BrasilAs vendas da indústria fluminense tiveram, em fevereiro, a maior queda da série histórica iniciada em 2003, atingindo um resultado negativo de 15,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. Também na comparação com janeiro deste ano, houve retração, de 2,3%, após realizado o ajuste sazonal. Os números foram divulgados ontem pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Dos 16 setores pesquisados, 12 mostraram queda nas vendas reais em fevereiro.
O chefe da Divisão de Estudos Econômicos da entidade, Patrick Carvalho, disse que o desempenho das vendas industriais decorreu da redução do nível de atividade como consequência da crise econômica mundial, que acaba afetando a demanda por encomendas industriais e, por sua vez, afeta a produção e o mercado de trabalho.
As horas trabalhadas na produção caíram 1,9% em fevereiro na comparação com janeiro e 7,3% em relação a fevereiro de 2008. O pessoal ocupado também sofreu os efeitos da redução da atividade, com queda de 0,2% em relação ao mês anterior. O resultado representou a perda de 745 postos de trabalho. Já em comparação a fevereiro do ano passado, o indicador revelou aumento das contratações de 1,29%.
O economista da Firjan afirmou que há uma perspectiva de menor produção na indústria fluminense por causa da crise internacional, pelo menos no primeiro semestre de 2009. O primeiro trimestre deverá apresentar uma redução significativa da produção. Para Patrick Carvalho, o que vai acontecer nos terceiro e quarto trimestres vai depender de uma série de políticas internas e globais.
No plano doméstico, a continuidade da redução das taxas de juros e a liberação de crédito por meio do mercado bancário podem aliviar os efeitos da crise, disse. Mas, segundo ele, a intensidade dos efeitos da crise e o tempo de recuperação vão depender de como as medidas serão tomadas e com que rapidez.
Os setores que apresentaram maior retração nas vendas reais em fevereiro foram os de material eletrônico e comunicação (-26,94%), máquinas e equipamentos (-18,15%), máquinas, aparelhos e material elétrico (-16,52%), minerais não-metálicos (-13,65%), edição e impressão (-13,63%), equipamentos de transporte (-13,45%) e refino, combustível nuclear e álcool (- 13,13%).
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