Biodiesel

Indústria do biodiesel prevê vendas 16% maiores no próximo leilão

Mistura de biodiesel no diesel de 5% para 7%.

Valor Online
04/09/2014 10:04
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A indústria de biodiesel tem expectativas de que no próximo leilão do biocombustível a ser realizado em outubro pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) seja comercializado um volume pelo menos 16% maior do que no leilão passado. O crescimento será resultado do aumento da mistura de biodiesel no diesel, de 5% para 7% (B7), aprovado na terça-feira pelo Congresso Nacional. Para a medida se tornar lei, no entanto, a presidente Dilma Rousseff ainda precisa sancionar a Medida Provisória 647.
A União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) estima que serão comercializados pelo menos 730 milhões de litros de biodiesel no próximo leilão, que já será para compor a nova mistura de 7%. Na última oferta pública, em agosto, foram vendidos 625 milhões de litros do produto.
A ANP já emitiu autorizações para que a indústria fabricante desse biocombustível produza 8 bilhões de litros anuais, mas, devido à demanda ainda restrita à mistura de 5%, até então se previa que a produção total neste ano não deveria superar 3,5 bilhões de litros.
No entanto, com o início da obrigatoriedade pelas distribuidoras de venderem diesel com, no mínimo, 7% de biodiesel, a partir de 1º de novembro, o mercado já faz projeções que apontam para uma produção de 4 bilhões de litros ainda em 2014.
“Melhor seria que fosse aprovado o B10, mas o mais importante para as indústrias de biodiesel é que haja previsibilidade de demanda”, afirma o diretor-superintendente da Ubrabio, Donizete Tokarski. Durante a tramitação da MP, entidades e empresas do setor pleitearam a mistura de 10%, mas o governo resolveu adiar a negociação.
Mas mesmo a mistura ainda em 7% já tende a trazer mais ânimo a essa indústria. A Fiagril, processadora de soja localizada em Mato Grosso, projeta para o curto prazo o crescimento dos negócios com biodiesel, um dos produtos agroindustriais do seu portfólio. O gerente de negócios da empresa, Francisco Flores, explica que, até agora, vem comercializando cerca de 50% de sua capacidade de produção anual de 202 milhões de litros. “Agora, nossa expectativa é aumentar esse patamar para entre 70% e 80%”, afirma Flores.
Júlio Minelli, da Aprobio, outra entidade do setor, calcula que, com a mistura de 7%, as usinas de biodiesel do país, concentradas nas regiões Centro-Oeste e Sul, devem reduzir a 42% sua ociosidade industrial, atualmente na casa dos 60%. Atualmente, cerca de 70% do biodiesel produzido no Brasil tem a soja como matéria-prima, mas também são usados sebo bovino e óleos de girassol e algodão.

A indústria de biodiesel tem expectativas de que no próximo leilão do biocombustível a ser realizado em outubro pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) seja comercializado um volume pelo menos 16% maior do que no leilão passado.

O crescimento será resultado do aumento da mistura de biodiesel no diesel, de 5% para 7% (B7), aprovado na terça-feira pelo Congresso Nacional.

Para a medida se tornar lei, no entanto, a presidente Dilma Rousseff ainda precisa sancionar a Medida Provisória 647.

A União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) estima que serão comercializados pelo menos 730 milhões de litros de biodiesel no próximo leilão, que já será para compor a nova mistura de 7%. Na última oferta pública, em agosto, foram vendidos 625 milhões de litros do produto.

A ANP já emitiu autorizações para que a indústria fabricante desse biocombustível produza 8 bilhões de litros anuais, mas, devido à demanda ainda restrita à mistura de 5%, até então se previa que a produção total neste ano não deveria superar 3,5 bilhões de litros.

No entanto, com o início da obrigatoriedade pelas distribuidoras de venderem diesel com, no mínimo, 7% de biodiesel, a partir de 1º de novembro, o mercado já faz projeções que apontam para uma produção de 4 bilhões de litros ainda em 2014.

“Melhor seria que fosse aprovado o B10, mas o mais importante para as indústrias de biodiesel é que haja previsibilidade de demanda”, afirma o diretor-superintendente da Ubrabio, Donizete Tokarski.

Durante a tramitação da MP, entidades e empresas do setor pleitearam a mistura de 10%, mas o governo resolveu adiar a negociação.

Mas mesmo a mistura ainda em 7% já tende a trazer mais ânimo a essa indústria.

A Fiagril, processadora de soja localizada em Mato Grosso, projeta para o curto prazo o crescimento dos negócios com biodiesel, um dos produtos agroindustriais do seu portfólio.

O gerente de negócios da empresa, Francisco Flores, explica que, até agora, vem comercializando cerca de 50% de sua capacidade de produção anual de 202 milhões de litros. “Agora, nossa expectativa é aumentar esse patamar para entre 70% e 80%”, afirma Flores.

Júlio Minelli, da Aprobio, outra entidade do setor, calcula que, com a mistura de 7%, as usinas de biodiesel do país, concentradas nas regiões Centro-Oeste e Sul, devem reduzir a 42% sua ociosidade industrial, atualmente na casa dos 60%.

Atualmente, cerca de 70% do biodiesel produzido no Brasil tem a soja como matéria-prima, mas também são usados sebo bovino e óleos de girassol e algodão.

 

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