Economia

Indústria deve reduzir custo da energia em 35% para ser competitiva

Para alcançar o nível dos Brics, teria que reduzir 55%.

G1
02/08/2012 16:21
Visualizações: 545

 

Para entrar na zona de competitividade industrial global, o Brasil tem que reduzir seu custo de energia na indústria em pelo menos 35%, segundo cálculo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), em estudo divulgado nesta quinta-feira (2).
Mesmo essa redução ainda deixaria o país longe do patamar de competitividade dos Brics ou do Mercosul. Para chegar ao nível de competitividade dos Brics, o Brasil teria que reduzir o custo de energia da indústria em 55%; e mais ainda para se equiparar ao Mercosul: teria de haver uma redução de 63%.
Segundo a pesquisa da Firjan, a tarifa de energia na indústria brasileira é 53% superior à média do mundo. O Brasil está no quarto lugar entre os países com custo de energia mais caro na indústria, perdendo apenas para a Itália, a Turquia e a República Tcheca. Na média mundial, a indústria paga R$ 215 por mega watts horas; no Brasil, o megawatt/hora custa R$ 329.
Metade dos custos é de geração e distribuição e metade de encargos e tributos, diz a pesquisa. “Com a matriz energética que temos, não tem explicação para isso”, disse o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira.
A Firjan elaborou um simulador que pode calcular o deve ser reduzido em custos de geração distribuição e transmissão (GTD), o que pode ser discutido no processo de renovação das concessões, e em custos de encargos e tributos para que o custo total de energia na indústria brasileira chegue a patamares competitivos.
“A indústria nacional não pode pagar esses encargos, tem que ficar com o Tesouro. Não tem jeito. Precisamos ter custos equivalentes à média mundial ou voltaremos a ser uma ilha no mundo. Temos que ousar para sermos competitivos. O que Dilma fez com os bancos, em relação aos juros, deu certo porque ela ousou, passou por cima da choradeira dos agentes econômicos”, disse Gouvêa Vieira.
A conclusão do estudo é que reduções no custo da energia para a indústria entre 10% e 20% não colocam o Brasil na zona de produtividade. A redução necessária de 35% só acontecerá se a queda de encargos e do custo de geração e de transmissão for grande e complementada com a queda nos tributos. Para cada ponto percentual na queda no PIS/Cofins ou no ICMS há uma redução de 1,3% na tarifa final de energia, segundo o levantamento.

Para entrar na zona de competitividade industrial global, o Brasil tem que reduzir seu custo de energia na indústria em pelo menos 35%, segundo cálculo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), em estudo divulgado nesta quinta-feira (2).


Mesmo essa redução ainda deixaria o país longe do patamar de competitividade dos Brics ou do Mercosul. Para chegar ao nível de competitividade dos Brics, o Brasil teria que reduzir o custo de energia da indústria em 55%; e mais ainda para se equiparar ao Mercosul: teria de haver uma redução de 63%.


Segundo a pesquisa da Firjan, a tarifa de energia na indústria brasileira é 53% superior à média do mundo. O Brasil está no quarto lugar entre os países com custo de energia mais caro na indústria, perdendo apenas para a Itália, a Turquia e a República Tcheca. Na média mundial, a indústria paga R$ 215 por mega watts horas; no Brasil, o megawatt/hora custa R$ 329.


Metade dos custos é de geração e distribuição e metade de encargos e tributos, diz a pesquisa. “Com a matriz energética que temos, não tem explicação para isso”, disse o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira.


A Firjan elaborou um simulador que pode calcular o deve ser reduzido em custos de geração distribuição e transmissão (GTD), o que pode ser discutido no processo de renovação das concessões, e em custos de encargos e tributos para que o custo total de energia na indústria brasileira chegue a patamares competitivos.


“A indústria nacional não pode pagar esses encargos, tem que ficar com o Tesouro. Não tem jeito. Precisamos ter custos equivalentes à média mundial ou voltaremos a ser uma ilha no mundo. Temos que ousar para sermos competitivos. O que Dilma fez com os bancos, em relação aos juros, deu certo porque ela ousou, passou por cima da choradeira dos agentes econômicos”, disse Gouvêa Vieira.


A conclusão do estudo é que reduções no custo da energia para a indústria entre 10% e 20% não colocam o Brasil na zona de produtividade. A redução necessária de 35% só acontecerá se a queda de encargos e do custo de geração e de transmissão for grande e complementada com a queda nos tributos. Para cada ponto percentual na queda no PIS/Cofins ou no ICMS há uma redução de 1,3% na tarifa final de energia, segundo o levantamento.

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