Indústria Naval

Governo não abrirá mão do conteúdo nacional nos projetos de petróleo e gás, diz Dilma

De acordo com a presidenta, a indústria do petróleo é um dos grandes alavancadores do desenvolvimento nacional e constitui um setor importante, em especial, para o Rio de Janeiro, porque significa a oportunidade de criação de uma cadeia de fornecedores que vai des

Agência Brasil
14/06/2012 08:02
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O conteúdo nacional nos projetos do setor de petróleo e gás é uma meta perseguida pelo governo que não vai ser mudada, disse na quarta-feira (13) a presidenta da República, Dilma Rousseff, ao participar, no Palácio Guanabrara, sede do goverrno fluminense, da solenidade de assinatura do contrato de financiamento, entre o Banco do Brasil e o governo do estado do Rio de Janeiro, no valor de R$ 3,645 bilhões. “Todos aqueles que pensam que por meio de uma pressãozinha vão impedir que o governo continue a perseguir conteúdo nacional estão equivocados”, ressaltou.

De acordo com a presidenta, a indústria do petróleo é um dos grandes alavancadores do desenvolvimento nacional e constitui um setor importante, em especial, para o Rio de Janeiro, porque significa a oportunidade de criação de uma cadeia de fornecedores que vai desde o estaleiro e a construção de navios até equipamentos necessários à produção de petróleo e gás.

Em relação às críticas que tem ouvido, referentes ao conteúdo nacional para os projetos de produção de petróleo e gás no Brasil, Dilma explicou que os atrasos observados na produção da Petrobras não decorrem da exigência feita pelo governo federal de dar prioridade a equipamentos produzidos no país. “Isso, de fato, não é uma verdade”, ressaltou.

De acordo com a presidenta, os brasileiros têm condições de produzir tecnologia de alta qualidade no país. “E nós não mediremos esforços para isso”. Nesse sentido, segundo ela, o Programa Ciência sem Fronteiras, do governo federal, prevê que até 2014 cerca de 100 mil brasileiros terão acesso a conhecimento e tecnologia mais avançada em universidades modernas, em todo o mundo.

Dilma também falou sobre a aquisição de sondas de exploração de petróleo e gás contratadas no exterior e que foram entregues fora do prazo, atrasando alguns investimentos da Petrobras. A presidenta disse que a importação dessas sondas foi necessária em um primeiro momento. “Os estaleiros não estão prontos, porque nós sucateamos a nossa indústria naval e tivemos que reconstruí-la. Enquanto se reconstrói, você não consegue produzir sondas”.

Dilma acredita que a partir de 2015 ou 2016, o fornecimento desses materiais já poderá ser iniciado por meio de uma produção local. Ela reiterou que o governo pretende fazer uma política inteligente, “combinando muito de produção local e um pouco de importação, sim”. Deixou claro, entretanto, que a base da política de desenvolvimento não é “fazer vazar a demanda do Brasil para gerar emprego para os países lá de fora. A base da nossa política é gerar emprego aqui dentro”.
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