Economia

Governo eleva imposto de importação de 100 produtos

As alíquotas foram elevadas para em média 25%, atendendo a decisão interministerial tomada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) e ficando abaixo do teto de 35% estabelecido pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Incluído no grupo

Agência Reuters
05/09/2012 08:22
Visualizações: 586
Em nova medida para ajudar o setor industrial a enfrentar a crise internacional e a concorrência dos produtos estrangeiros, o governo brasileiro decidiu nesta terça-feira elevar a alíquota do Imposto de Importação de 100 produtos, incluindo siderúrgicos e petroquímicos.

As alíquotas foram elevadas para em média 25%, atendendo a decisão interministerial tomada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) e ficando abaixo do teto de 35% estabelecido pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

Uma segunda lista contendo mais 100 produtos que também terão o imposto de importação elevado será anunciada em outubro.

"Vivemos um momento em que falta mercado no mundo e os exportadores vêm atrás do Brasil, que é um dos poucos países que crescem. A nossa indústria está sendo prejudicada com isso", disse o ministro da Fazenda. "Esperamos que com isso (elevação da alíquota) a indústria produza mais", acrescentou.


Fiscalização de preços

Ao anunciar o benefício, Mantega alertou ao setor industrial que o governo vai acompanhar a evolução dos preços dos produtos equivalentes nacionais, dizendo que não aceitará qualquer aumento.

"Os produtos serão monitorados pela Fazenda, de modo a verificar se haverá aumento de preços. (Os industriais) não podem aumentar. Caso contrário, derrubaremos a alíquota imediatamente", disse Mantega. "Se os preços aumentarem vai criar inflação, e isso não queremos", completou.

O ministro comentou que a elevação do Imposto de Importação de 100 produtos se soma às medidas de redução de tributos, de corte nos custos de financiamento ao investimento e de queda da taxa Selic, destinadas a provocar uma reação positiva no setor industrial.

Na semana passada, o governo anunciou a prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de veículos, móveis, itens da linha branca e de materiais de construção.

Na ocasião, o governo reportou também a redução nos juros cobrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para investimento.

A despeito desses estímulos, a indústria continua a registrar desempenho aquém do esperado. Nesta terça-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a produção industrial teve alta de 0,3% em julho frente a junho.

A queda de 2,5% no setor fabril foi um dos motivos que impediram a economia de registrar expansão maior no segundo trimestre, com o resultado de alta de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país no período divulgado na última sexta-feira (31).

Além dos produtos siderúrgicos e petroquímicos, a primeira lista com 100 produtos com elevação do Imposto de Importação incluiu também medicamentos, máquinas e equipamentos, produtos da indústria química e insumos para o setor industrial.


Protecionismo

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, negou que o governo esteja adotando protecionismo para beneficiar a indústria nacional.

"O que nós estamos fazendo está absolutamente dentro das regras da OMC", completou Pimentel. "A lista chama-se Lista de Exceção Tarifária, que é um pressuposto da OMC. Por que é protecionismo? Nem a regra da OMC podemos cumprir?", respondeu.

Segundo ele, a lista aprovada nesta terça-feira será submetida aos demais integrantes do Mercosul e, se não houver objeção, entrará em vigor no fim de setembro.

Pimentel informou ainda que a negociação de acordos bilaterais, incluindo a possibilidade de acordo de livre comércio com a União Europeia e o Canadá, será retomada pelo governo brasileiro após novas consultas ao setor industrial doméstico.

"A consulta feita anteriormente, no início de 2011, está muito defasada. De lá para cá muita coisa mudou, a crise internacional se agravou e temos que ouvir de novo o setor privado, porque é o principal interessado ou não nesse acordo de livre comércio", acrescentou.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
ROG.e 2026
Empresários do Norte Fluminense prospectam negócios na R...
25/09/26
ROG.e 2026
ANP participou de mais de 40 palestras em evento que reú...
25/09/26
ROG.e 2026
TBG debate integração do mercado de gás natural no Cone ...
25/09/26
ROG.e 2026
Sucesso! ROG.e 2026 fecha com 83 mil visitantes e injeçã...
25/09/26
ROG.e 2026
Expansão das fontes renováveis e mudanças no mercado abr...
25/09/26
ROG.e 2026
Presidente da Petrobras defende exploração ativa e prevê...
25/09/26
ROG.e 2026
Inovação tecnológica e dedicação à indústria marcam prem...
25/09/26
Petroquímica
Referência mundial em sustentabilidade, I’m green™ bio-b...
25/09/26
ROG.e 2026
Escassez de engenheiros preocupa setores estratégicos e ...
25/09/26
ROG.e 2026
Constellation é reconhecida pela Petrobras como a melhor...
25/09/26
ROG.e 2026
Na ROG.e 2026, Shell destaca parcerias, inovação e disci...
25/09/26
ROG.e 2026
Nikki Martin, presidente e CEO da EnerGeo Alliance falou...
25/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e OceanPact assinam acordo para expansão de...
25/09/26
ROG.e 2026
Shell destaca papel da capacitação para aproximar jovens...
25/09/26
Terminais
Ultracargo é reconhecida pelo quarto ano consecutivo com...
25/09/26
GNL
Edge e Governo do Rio Grande do Sul assinam Memorando de...
25/09/26
E&P
ANP contrata B3 para assessoria técnica às licitações de E&P
25/09/26
ROG.e 2026
Lideranças apontam o Brasil como pilar de segurança ener...
24/09/26
ROG.e 2026
Firjan SENAI e Sebrae Rio conectam MPEs a grandes empres...
24/09/26
ROG.e 2026
Estudo da PPSA identifica boas práticas para apoiar deci...
24/09/26
ROG.e 2026
EAS participa da ROG.e 2026
24/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25