Combustíveis

Gasolina de volta ao tanque

Jornal do Brasil
10/01/2006 00:00
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Alta de preços deixa álcool menos vantajoso em 15 estados Se a primeira grande crise do álcool, no final da década de 80, comprometeu a credibilidade do antigo programa governamental, batizado de Proálcool, a nova deverá jogar uma pá de cal nas expectativas depositadas no combustível como alternativa mais barata à gasolina.

Segundo Edmar de Almeida, do grupo de Energia do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os preços do álcool passarão a oscilar em torno de 70% do valor cobrado pela gasolina. Antes da adoção dos veículos bicombustíveis, do tipo flex fuel, essa relação era de 50%.

- O álcool como alternativa energética nunca mais será o mesmo depois da adoção dos veículos bicombustíveis. A disparada das vendas desses carros deflagrou um processo de aquecimento da demanda por álcool que contribuiu para elevar os patamares de preços. O problema é que, ao chegar a 70% do preço da gasolina, o álcool deixou de ser uma opção tão mais barata assim, ao ponto de valer a pena abastecer o carro com - justifica Almeida.

Na maioria dos estados brasileiros - 14 estados, mais o Distrito Federal -, o preço do álcool já chegou a um patamar tão elevado que, para o motorista, não vale mais a pena usar o combustível. No Rio de Janeiro, segundo levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o litro do álcool já equivale a 71,6% da gasolina. O preço proporcionalmente mais elevado na primeira semana de janeiro foi verificado no Amapá, onde o litro de álcool sai por R$ 2,105, 82,4% do da gasolina.

Em termos de autonomia e rendimento litro/preço, segundo o chefe da engenharia de desenvolvimento da Bosch, Marcelo Brandão, o limite da vantagem do álcool sobre a gasolina é 70%. Ou seja, se o litro do combustível valer até este percentual, sai mais em conta. A partir daí, é mais vantajoso voltar à gasolina, devido ao pior desempenho do motor com o combustível.

- Se não existisse o modelo flex, o consumidor seria prejudicado. Mas como ele hoje pode escolher, à medida que trocar de combustível, o preço do álcool cairá - aposta o engenheiro, especialista em motores.

Na primeira semana de janeiro, o preço do litro do álcool ficou 7,14% mais caro para o consumidor em relação há um mês, segundo a ANP. Em uma semana, o reajuste, em todo o país, foi de 2,86%.

Segundo estima Almeida, a tendência é que, no curto prazo, os preços do álcool oscilem de forma mais acentuada em função da relação entre oferta e consumo do produto, com a previsão de estabilização dos valores em um patamar de 70% do valor da gasolina devido à demanda crescente.

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