Energia Eólica

Gamesa: evento gera novos negócios

Assessoria Abimaq
03/03/2016 10:22
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O Dia do Fornecedor Gamesa mostrou aos associados da ABIMAQ as oportunidades de negócios oferecidas pelo setor de energia eólica

Realizado no último dia 24 de fevereiro, na sede da ABIMAQ, o evento promovido pela filial brasileira da espanhola Gamesa – um dos principais fabricantes mundiais de aerogeradores – despertou o interesse de um grande número de empresas dispostas a ampliar seus negócios em um setor que está passando longe da crise. "Este evento certamente vai oferecer oportunidades para a geração de novos negócios às empresas associadas à ABIMAQ", ressaltou o presidente do Conselho de Administração da entidade, Carlos Pastoriza, na cerimônia de abertura.

Na primeira palestra do evento, o presidente do Conselho de Energia Eólica (CEE) da ABIMAQ, Roberto Veiga, analisou a situação e as perspectivas do setor eólico no Brasil. "Segundo consta no site da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), o Brasil tem, hoje, 8,2 GW de energia eólica instalados dentro dos 18 GW já contratados, e os investimentos no setor devem totalizar R$ 45 bilhões para os próximos quatro anos. As empresas que quiserem participar desse mercado precisam observar o setor como uma oportunidade real de participação e decidirem entrar para ficar ”, ressaltou Veiga.

A seguir, José Antonio Miranda, CEO da Gamesa da América Latina, falou sobre a atuação da empresa no Brasil e no mundo. "Há 22 anos, nossa empresa se dedica exclusivamente ao setor eólico, tendo atingido 33,5 GW de capacidade instalada em 49 países, com quatro produtos plataforma, de 2,0; 2,5; 3,3 e 5,0 MW", destacou Miranda.

Edgar Corrochano, CEO da Gamesa do Brasil, falou da importância dos fornecedores nos negócios da empresa. "Nós compramos 80% daquilo que vendemos. Nosso desafio é transformar a Gamesa Brasil em uma plataforma de exportação. Hoje, porém, isso não é possível porque nossos insumos têm custo 30% superior ao das outras fábricas da empresa no mundo", explicou Corrochano.

A presidente da ABEEólica – Associação Brasileira de Energia Eólica, Elbia Silva Gannoum, abordou o futuro do setor no Brasil, ressaltando que o país é o segundo mais atrativo no mundo em energia renovável. "Nosso modelo de leilões tem se mostrado eficiente e tem sido copiado por outros países. Hoje, há cerca de 9,0 GW de capacidade instalada e, em geração efetiva, o setor equivale à usina de Belo Monte em geração", relatou Elbia. Outra informação importante foi a realização de dois leilões de reserva ainda este ano (1º e 2º semestres), o que daria uma visibilidade de continuidade ao setor para os anos de 2018 e 2019.

O cenário da mão de obra para as atividades do setor eólico foi o tema de Diogo Forghieri Vidal, representante da Randstad, empresa de soluções em Recursos Humanos, com forte presença no setor eólico. "Andando na contramão dos outros segmentos, o setor eólico oferece perspectivas positivas para o mercado de mão de obra, com a possibilidade de manter 45 mil empregos anuais", disse Vidal.

Guilherme Arantes, do BNDES, falou das regras específicas do banco para aerogeradores, com ênfase no índice de nacionalização. Segundo ele, o efeito dessas regras na cadeia de produção foi o surgimento de novas oportunidades para a cadeia de fornecimento, criando novas fábricas, expansões e empregos, “pelo menos 50 novos investimentos em novas plantas e ampliações com investimentos da ordem de R$ 1 bilhão foram realizados desde então”.

Bruno Muller, da área de financiamentos do BNDES, enfatizou que não vai faltar financiamento em infraestrutura ao setor de geração de energia e nem recursos para incentivar o setor eólico.

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