Mercado

Gabrielli nega redução no preço da gasolina

Diário do Nordeste - CE
02/04/2009 04:20
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O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, voltou ontem a descartar uma redução no preço da gasolina e do diesel no mercado interno no curto prazo. Em entrevista coletiva após apresentar o plano de investimentos da companhia na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o dirigente da estatal lembrou que, enquanto a média do preço do barril do petróleo no primeiro trimestre foi de US$ 46, o mercado futuro já projeta uma média de US$ 57.

 


´Há uma enorme volatilidade. Ontem no fechamento, o mercado futuro projetava uma alta do preço do petróleo de 6% nos próximos três meses. Hoje (ontem), na abertura, já projetava uma queda de 3%. Não queremos esta volatilidade no mercado brasileiro´, disse, completando que ´quando se tem um grande produtor, os preços mudam mais lentamente. O consumidor brasileiro não está acostumado a ir a um mesmo restaurante e ver os preços mudando todo dia´, disse.

 

Gabrielli frisou que os preços da gasolina e do diesel só vão cair no mercado interno quando houver maior estabilidade no mercado futuro. ´Nós mantivemos os preços interno no ano passado, quando o valor do barril foi nas alturas. Parece que foi pouca diferença, mas não foi não´, disse, referindo-se ao período em que o preço do petróleo foi a US$ 140.

 

Mistura do etanol na gasolina

 

Usineiros ligados à União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) sinalizaram ao governo federal que o aumento da mistura do álcool anidro à gasolina, de 25% para até 30%, pode ser um instrumento para adequar a demanda à atual oferta expressiva do produto. A primeira sondagem foi feita na reunião dos empresários, durante a plenária mensal da entidade, com a subchefe de articulação e monitoramento da Casa Civil, Teresa Campelo.

 

Pela atual legislação, a mistura do anidro à gasolina varia de 20%, com tolerância de um ponto porcentual para baixo, a 25%, com um ponto porcentual de tolerância para cima. Em fevereiro de 2006, diante de uma crise de desabastecimento de etanol, a mistura caiu de 25% para 20%, em novembro do mesmo ano foi para 23% e em julho de 2007 voltou aos 25%. Com atual excesso de oferta e preços baixos, cenário inverso ao de 2006, os usineiros querem que a banda máxima suba para 27,5% ou até 30%.

 

O assunto surgiu durante os debates sobre a possibilidade de o governo voltar a aumentar o valor da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômica (Cide) da gasolina, para manter o preço do combustível estável caso reduzisse seu preço em virtude da queda no petróleo. Em maio de 2008, o governo reduziu a Cide de R$ 0,28 para R$ 0,18 sobre o litro da gasolina para compensar o aumento de 10% no preço.

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