Internacional

Furacão reduziu reservas de petróleo dos EUA

Reuters
23/09/2004 00:00
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Os preços do petróleo subiram US$ 1 na última quarta-feira (22/09), depois do governo norte-americano anunciar um grande declínio em seus estoques de petróleo em função do Furacão Ivan. 
O petróleo norte-americano no mercado futuro subiu US$1,59, para US$48,35 o barril depois de atingir o máximo de US$48,65 no meio do dia, apenas 75 centavos menos do que o recorde de US$49,40 alcançado no dia 20 de agosto. O aumento ocorreu depois de que a U.S. Energy Information Administration (Departamento de Energia dos Estados Unidos) informou que os estoques de petrólo se reduziram em 9,1 milhões de barris na semana passada em função do furacão.
Com a passagem do furacão, os suprimentos de petróleo norte-americano caíram ao nível mais baixo desde fevereiro quando a demanda sazonal do inverno chegou ao seu pico, de acordo com o informe semanal da EIA.
"O mercado está claramente respondendo ao relatório de reservas", disse Mike Fitzpatrick, vice-presidente para o gerenciamento do risco de energia na FIMAT USA.
O furacão Ivan passou na semana passada pelo Golfo do México, onde se concentra aproximadamente um quarto da produção de petróleo e gás dos Estados Unidos, forçando as companhias a saírem da região. Na quarta-feira, Ivan havia reduzido a produção de petróleo dos Estados Unidos em 9,1 milhões de barris, de acordo com o Serviço de Gerenciamento Mineral dos Estados Unidos (U.S. Minerals Management Service).
Permanece a questão sobre quanto tempo os produtores precisam para retomar as operações offshore, com algumas companhias apresentando danos estruturais em plataformas e com a capacidade total de produção ao redos dos 66%.
A BP, que tem cerca de 20% da produção do Golfo do México, informou na terça-feira, que não espera que sua produção volte a ser completa em menos de duas ou três semanas.
"Os estoques na semana passada, nesta semana, e provavelmente na próxima estarão desorganizados pelos furacões e até que tenhamos um claro sinal de que as reservas estão crescendo, o mercado estará volátil", disse o analista do Deutsche Bank, Adam Sieminski.
A petroleira russa YUKOS, forçada a pagar US$ 3,4 bilhões em taxas, foi obrigada a reduzir a produção nesta quarta-feira.
Na subsidiária principal, a Yuganskneftegaz, o corte de produção foi de 35 mil barris por dia , ou 2% da produção. De qualquer forma, a Transneft, empresa que detem o monopólio do transporte, informou que acredita que a exportação da Yukos para Europa está garantida, depois do acordo de aceitar o pagamento das taxas de exportação em petróleo e não em dinheiro.  
Somando-se à toda incerteza, a violência no Iraque continua com ataques às infra-estruturas petrolíferas, com crescimento das tensões entre o Iran e as Nações Unidas sobre as ambições nucleares de Teerã.
O Brent subiu US$1,54 para US$44,93 o barril depois de atingir o recorde de US$45,15 o barril.
O estoque de derivados dos Estados Unidos caiu 1,5 milhão de barris, para 126,8 milhões, de acordo com o informe da EIA, enquanto o suprimento de gasolina foi reduzido em 2,8 milhões de barris, para 199,7 milhões.

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