Energia Elétrica

Fontes renováveis na matriz energética devem aumentar em 2022, diz MME

Agência Brasil
18/08/2022 13:23
Fontes renováveis na matriz energética devem aumentar em 2022, diz MME Imagem: Divulgação Visualizações: 2133

Levantamento divulgado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) referente ao mês de maio informa que, em 2022, a Oferta Interna de Energia (OIE) deverá crescer menos que o consumo final de energia nos setores econômicos.
Segundo o Boletim Mensal de Energia, isso ocorrerá devido à redução das perdas de energia na geração termelétrica, decorrente da "recuperação da geração hidráulica", após apresentar recuo de 8,5% em 2021.
Dessa forma, a expectativa é que, este ano, as fontes renováveis aumentem sua participação na matriz elétrica.
A estimativa projetada pelo MME é que a OIE aumente em 1,3% (com 305,1 milhões de toneladas equivalente de petróleo) e 46,4% de fontes renováveis, em relação a 2021.
Segundo o boletim -- que, ao acompanhar variáveis (energéticas e não energéticas) busca estimar o comportamento mensal e acumulado da demanda total de energia do país -- o consumo final de energia deve chegar a 2,5% devido a expansão da participação hidráulica.
"Para a Oferta Interna de Energia Elétrica (OIEE), espera-se o aumento de 3% na matriz energética brasileira, sendo as fontes de energia renováveis responsáveis por mais de 84% da geração elétrica", informou o MME, referindo-se aos dados específicos para avaliação da oferta exclusivamente elétrica.
Com relação à oferta de energia hidráulica no país, a alta é de 8,9% no ano.
De acordo com o levantamento, o consumo de eletricidade aumentou 4,2% na comparação com maio de 2021.
"O consumo comercial também segue em destaque, com alta de 13%; o residencial com 2,8%; e o industrial com 2,3%".

Tarifas
O boletim destaca, também, que as tarifas de energia elétrica apresentam altas "significativas" no acumulado do ano, comparado a 2021, ficando "acima de 20% para cada um dos setores residencial, comercial e industrial", ainda que tendo apresentado recuo em abril.
A tendência, no entanto, é, segundo o ministério, de "baixa gradativa" para os próximos meses de 2022.

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