Combustíveis

Fecombustíveis estima que redução de álcool na gasolina evitará desabastecimento

A redução do percentual de álcool anidro (etanol) na gasolina, determinada pelo governo, a partir de ontem (1º), por 90 dias, tem o apoio da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) e, segundo o seu presidente, Paulo Miranda Soares, evitará o desab

Agência Brasil
02/02/2010 09:21
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A redução do percentual de álcool anidro (etanol) na gasolina, determinada pelo governo, a partir de ontem (1º), por 90 dias, tem o apoio da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) e, segundo o seu presidente, Paulo Miranda Soares, evitará o desabastecimento do produto.


Ele disse, por meio de nota, que em algumas localidades as distribuidoras já estão administrando os estoques e “não chega a existir racionamento, mas alguns pedidos vêm abaixo do que foi solicitado”. O percentual do combustível a ser adicionado na gasolina comum foi reduzido de 25% para 20% e, com isso, serão economizados 100 milhões de litros de etanol por mês, conforme cálculos da Fecombustíveis.


Paulo Miranda Soares representou os revendedores de combustíveis na reunião com o governo, no último dia 11, em que foram discutidos os impactos da medida. Segundo ele, haverá um monitoramento a cada quinze dias, ante a expectativa de normalização da oferta com o início da safra de cana-de-açúcar em março, desde que as chuvas não atrapalhem. “Esse acompanhamento é que irá determinar a necessidade de suspensão ou prorrogação da medida”, disse o presidente da Fecombustíveis.
 

A federação estima que a redução no consumo de etanol em janeiro será da ordem de 30%. Para o presidente da entidade, o aumento no preço é a causa principal da queda no consumo, que só compensa quando fica abaixo de 70% do preço da gasolina. Em algumas regiões, segundo Soares, esse percentual já chega a 85%. O presidente da federação afirmou ainda que 50 milhões de pés de cana deixaram de ser colhidos por causa da chuva.



Somente na primeira semana de janeiro, o etanol hidratado (vendido nos postos), comercializado pelas usinas em São Paulo (sem impostos), subiu quase 6% e o anidro (adicionado à gasolina), 4%. Em 30 dias, até 8 de janeiro, a alta foi de 21% e 14%, respectivamente. Essa situação é que levou o governo a reduzir a adição do álcool anidro à gasolina, o que deverá aumentar a oferta e estabilizar os preços. A redução foi determinada por meio de portaria do Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool, integrado pelos ministros da Fazenda, Agricultura, Minas e Energia e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.



O presidente da Fecombustíveis considera vital impedir o desabastecimento de etanol nos postos de combustíveis, não só pelo prejuízo à população, mas também para impedir que a imagem do biocombustível seja maculada. “O Brasil quer vender o etanol lá fora, mas como convencer os demais países de que somos fornecedores confiáveis se não conseguirmos nem abastecer o mercado interno? E se houver desabastecimento, essa será a mensagem que enviaremos”, disse.



A Fecombustíveis calcula que, após os ajustes tributários (sobre o etanol não incide Cide - Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), o impacto da redução do percentual de anidro no custo de distribuição da gasolina será de 1 a 1,5 centavo na maior parte dos estados, sem considerar a alteração no ICMS. Nos estados onde o regime de tributação é o MVA (margem de valor agregado), como em São Paulo, o acréscimo pode chegar a R$ 0,05.



“Mas é bom lembrar que, mesmo sem a redução do percentual, a expectativa era de que a gasolina subisse, já que o álcool anidro continua em rota ascendente nas usinas”, disse Paulo Miranda Soares. A alta, entretanto, pode ser compensada por alterações na Cide, que estariam sendo analisadas pelo governo.


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