Logística

Falta de produtos importados afeta a logística no Brasil, segundo Asia Shipping

Com o fechamento dos portos mais importantes do mundo e a guerra que acontece na Ucrânia, o Brasil é afetado com a falta de insumos

Redação TN Petróleo/Assessoria
22/04/2022 12:47
Falta de produtos importados afeta a logística no Brasil, segundo Asia Shipping Imagem: Divulgação Visualizações: 3259

O mundo tem passado por várias crises e se engana quem pensa que elas não afetam o Brasil. A cadeia logística, que já vinha sofrendo com os constantes aumentos no valor de fretes, também corre o risco de enfrentar a falta de produtos.

O fechamento dos portos chineses em função do lockdown é um dos fatores mais preocupantes para o setor. A situação é mais grave para os exportadores, por conta do congestionamento que se forma em volta dos maiores portos do mundo, causando grande impacto nos gargalos logísticos.

ara Rafael Dantas, diretor comercial da Asia Shipping, a crise atual envolve a falta de importados como fator principal. "Não acredito que voltaremos ao patamar de fretes de 2021. Hoje o cenário é outro, o consumo caiu e o Brasil não está mais em lockdown. A demanda voltou a uma normalidade, mas certamente teremos escassez de produtos", afirma.

Embora nos últimos meses o valor dos fretes tenha se estagnado e, em alguns casos diminuído, o setor espera por um aumento nos próximos meses com a chegada

da alta temporada. Isso evidenciará os gargalos logísticos e a demanda reprimida a ser escoada após o encerramento do lockdown chinês.

"Neste momento, ainda é difícil prever uma normalização na situação da China, já que envolve decisões a serem tomadas pelo governo sobre o surto de Covid no país. A política de tolerância zero na China pode gerar grandes problemas para o Brasil, especialmente com o congestionamento nos portos, falta de vazão de mercadorias e investimentos extras dos armadores, uma vez que carga parada significa altos prejuízos", ressalta Dantas.

 

Nearshoring

Embora o País tenha registrado em 2021 um superávit de US$ 61 bilhões, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior, com recorde nas exportações, que checaram a US$ 280 bilhões, a participação no comércio global está aquém do potencial do Comex brasileiro, mas com grandes chances de superar as dificuldades.

Segundo Larry Fink, CEO da BlackRock, fundo que administra mais US$ 10 trilhões globalmente, o Brasil e a América Latina podem se beneficiar do que chama de "nova ordem mundial". Se Brasil, México e Colômbia se concentrarem e se abrirem para novos negócios, haverá mais empresas próximas ao nearshoring ou onshoring, modelo bastante utilizado na terceirização de serviços de tecnologia. A principal vantagem seria contar com fábricas regionalizadas para atender uma demanda local, evitando rupturas na cadeia logística, como ocorreu com a China durante a pandemia e, mais recentemente, com a política de tolerância zero em relação aos casos de Covid, que levou ao fechamento de alguns portos e cidades.

Outro ponto positivo do nearshoring é descentralizar a dependência de um único país, especialmente em cenários de incerteza. "Porém é um processo que deve ocorrer gradualmente, pois os 'desbravadores' terão que solucionar problemas políticos e de infraestrutura regionais, além de promover investimentos consideráveis em tecnologia e formação de mão de obra especializada para desenvolver uma nova cultura de comércio exterior. Os desafios são grandes, mas as oportunidades de figurar entre os protagonistas da nova ordem mundial são maiores e plausíveis na visão de entidades internacionais, pelo menos no médio e longo prazo", complementa Rafael Dantas.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Apoio Marítimo
Svitzer Cassino chega para impulsionar operações no Port...
26/02/26
Concessões
Ministério de Portos e Aeroportos envia à Antaq projeto ...
25/02/26
Macaé Energy
Macaé recebe feira estratégica de energia voltada à gera...
23/02/26
PPSA
Produção de petróleo e de gás natural da União dobra em ...
20/02/26
Portos
Fundo da Marinha Mercante aprova projetos portuários com...
13/02/26
Pré-Sal
Plataforma da Petrobras, P-79, chega ao campo de Búzios
12/02/26
PPSA
MME e MMA liberam setores estratégicos do pré-sal e viab...
12/02/26
Resultado
Portos brasileiros movimentam 1,4 bilhão de toneladas em...
10/02/26
Sustentabilidade
Camorim amplia ações de sustentabilidade com projeto par...
06/02/26
Resultado
Produção dos associados da ABPIP cresce 22,8% em 2025 e ...
05/02/26
Resultado
Com 4,897 milhões boe/d, produção de petróleo e gás em 2...
03/02/26
Pré-Sal
Três FPSOs operados pela MODEC fecharam 2025 entre os 10...
03/02/26
Apoio Offshore
Wilson Sons lança rebocador da nova série para atender d...
30/01/26
Internacional
Petrobras amplia venda de petróleo para a Índia
29/01/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 terá programação diversa e foco na pro...
29/01/26
Offshore
Projeto Sergipe Águas Profundas tem plano de desenvolvim...
28/01/26
Royalties
Valores referentes à produção de novembro para contratos...
28/01/26
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 antecipa grandes debates e inicia cont...
27/01/26
Sustentabilidade
Porto do Pecém é premiado com Selo de Sustentabilidade p...
27/01/26
Logística
Terminais Ageo captam R$ 450 milhões em debêntures incen...
23/01/26
Apoio Offshore
Fundo da Marinha Mercante destina R$ 2,3 bilhões à const...
23/01/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.