Combustíveis

Fábrica de biodiesel vai suprir demanda do RJ

Produção pode chegar a 100 milhões de litros de combustível.

Agência Brasil
28/02/2013 10:18
Fábrica de biodiesel vai suprir demanda do RJ Imagem: Grand Valle Bioenergia é resultado do Programa RioBiodiesel Visualizações: 1409

 

Com capacidade para fornecer até 100 milhões de litros de combustível renovável por ano, a primeira fábrica de biodiesel do estado, instalada no município de Porto Real, no Médio Paraíba fluminense, está pronta para entrar em operação e irá suprir todo consumo do combustível no Rio de Janeiro. A unidade deverá ser a primeira no país a utilizar como matéria-prima microalgas, que tem a capacidade de absorver o carbono da atmosfera, diminuindo os impactos do efeito estufa no planeta.
Para o coordenador do programa de biodiesel da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia e pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, Nelson Furtado, a fábrica tem importância estratégica para o estado. Segundo ele, a Lei Nº 11.097/2005 determina que para todo o óleo diesel produzido e vendido no país, a Petrobras deve adicionar 5% de biodiesel.
“Temos uma necessidade de biodiesel, e nós o 'importamos' de outros estados e isso fica muito caro para a Petrobras. Houve uma mudança nas cotações de preços, já que a estatal gasta muito indo buscar esse óleo em longas distâncias. Ela nos prestigia pagando um preço um pouco mais elevado a empresas que estão próximas à refinaria, porque sabe que estamos longe do plantio das oleaginosas”, explicou o coordenador.
Segundo Furtado, a fábrica de biodiesel é totalmente brasileira, construída sem nenhuma importação de material. A unidade tem porte de médio a grande, com cerca de 20 mil metros quadrados de área. A indústria irá trabalhar com as microalgas, além de diversos tipos de óleo vegetal e gordura animal.
“As microalgas têm uma característica muito importante, você pode fazê-las perto da fábrica. É um projeto ainda de custos muito elevados e que precisa de muito conhecimento, mas é de uma produtividade absolutamente fantástica. Ela supera qualquer expectativa de cultivo de oleaginosas em centenas de vezes na produção. Um hectare de soja, em um ano de plantio, gera 2 mil litros de óleo de soja. Com 1 hectare de microalga, é produzido 1 milhão de litros. A diferença é muito grande”, disse o coordenador.
Por meio do processo de extração de óleo de microalgas é gerada a biomassa, que serve para a produção de ração de peixe altamente proteica e de baixo custo, o que poderia reduzir o preço do pescado no mercado. Segundo Furtado, a expectativa é que, com a produção de biodiesel, cerca de 250 mil toneladas de gases que induzem ao efeito estufa não sejam lançados no ambiente por ano, habilitando o estado a ganhar U$ 1,5 milhão em crédito de carbono.
A fábrica Grand Valle Bioenergia é resultado do Programa RioBiodiesel, desenvolvido há mais de dez anos pela Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Faperj). Para que seja inaugurada, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) precisa conceder uma licença de operação à empresa.
Em nota, a ANP informou que em novembro de 2012 fez uma vistoria no local e constatou pendências que impediram a licença de operação. Em dezembro, essas pendências foram resolvidas, mas constavam débitos que impossibilitaram a continuidade do processo. Segundo a agência, esses débitos são relativos a infrações cometidas pelos sócios da fábrica. Em 29 de janeiro deste ano, a ANP encaminhou ofício informando que a empresa deve regularizar suas dívidas para receber o documento.

Com capacidade para fornecer até 100 milhões de litros de combustível renovável por ano, a primeira fábrica de biodiesel do estado, a Grand Valle Bioenergia, instalada no município de Porto Real, no Médio Paraíba fluminense, está pronta para entrar em operação e irá suprir todo consumo do combustível no Rio de Janeiro. A unidade deverá ser a primeira no país a utilizar como matéria-prima microalgas, que tem a capacidade de absorver o carbono da atmosfera, diminuindo os impactos do efeito estufa no planeta.


Para o coordenador do programa de biodiesel da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia e pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, Nelson Furtado, a fábrica tem importância estratégica para o estado. Segundo ele, a Lei Nº 11.097/2005 determina que para todo o óleo diesel produzido e vendido no país, a Petrobras deve adicionar 5% de biodiesel.


“Temos uma necessidade de biodiesel, e nós o 'importamos' de outros estados e isso fica muito caro para a Petrobras. Houve uma mudança nas cotações de preços, já que a estatal gasta muito indo buscar esse óleo em longas distâncias. Ela nos prestigia pagando um preço um pouco mais elevado a empresas que estão próximas à refinaria, porque sabe que estamos longe do plantio das oleaginosas”, explicou o coordenador.


Segundo Furtado, a fábrica de biodiesel é totalmente brasileira, construída sem nenhuma importação de material. A unidade tem porte de médio a grande, com cerca de 20 mil metros quadrados de área. A indústria irá trabalhar com as microalgas, além de diversos tipos de óleo vegetal e gordura animal.


“As microalgas têm uma característica muito importante, você pode fazê-las perto da fábrica. É um projeto ainda de custos muito elevados e que precisa de muito conhecimento, mas é de uma produtividade absolutamente fantástica. Ela supera qualquer expectativa de cultivo de oleaginosas em centenas de vezes na produção. Um hectare de soja, em um ano de plantio, gera 2 mil litros de óleo de soja. Com 1 hectare de microalga, é produzido 1 milhão de litros. A diferença é muito grande”, disse o coordenador.


Por meio do processo de extração de óleo de microalgas é gerada a biomassa, que serve para a produção de ração de peixe altamente proteica e de baixo custo, o que poderia reduzir o preço do pescado no mercado. Segundo Furtado, a expectativa é que, com a produção de biodiesel, cerca de 250 mil toneladas de gases que induzem ao efeito estufa não sejam lançados no ambiente por ano, habilitando o estado a ganhar U$ 1,5 milhão em crédito de carbono.


A fábrica é resultado do Programa RioBiodiesel, desenvolvido há mais de dez anos pela Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Faperj). Para que seja inaugurada, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) precisa conceder uma licença de operação à empresa.


Em nota, a ANP informou que em novembro de 2012 fez uma vistoria no local e constatou pendências que impediram a licença de operação. Em dezembro, essas pendências foram resolvidas, mas constavam débitos que impossibilitaram a continuidade do processo. Segundo a agência, esses débitos são relativos a infrações cometidas pelos sócios da fábrica. Em 29 de janeiro deste ano, a ANP encaminhou ofício informando que a empresa deve regularizar suas dívidas para receber o documento.

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