Economia

Exportações e importações batem recorde histórico em agosto

Em agosto, pela primeira vez, as compras do exterior ficaram acima de US$ 20 bilhões, enquanto que, do lado das exportações, pela primeira vez ultrapassaram a barreira dos US$ 25 bilhões. No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, o superávit da balan&ccedi

G1
01/09/2011 12:47
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Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgados nesta quinta-feira (1) mostram que tanto as exportações, quanto as compras do exterior, bateram recordes históricos, para todos os meses, em agosto deste ano.

No mês passado, ainda segundo o governo, o superávit (exportações menos importações) somou US$ 3,8 bilhões, com crescimento de 61,9% frente ao mesmo mês do ano passado, quando saldo positivo totalizou US$ 2,39 bilhões. O superávit comercial do mês passado representa o maior valor, para agosto, desde 2006 (+US$ 4,55 bilhões).


Exportações e importações recordes

No mês passado, as exportações somaram US$ 26,15 bilhões, com média diária de US$ 1,13 bilhão e crescimento de 30,1% frente a igual período de 2010, informou o governo. Ao mesmo tempo, as compras do exterior totalizaram US$ 22,28 bilhões em agosto, o equivalente a US$ 968 milhões de média diária. Frente a agosto do ano passado, o crescimento das importações foi de 26,6%.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, o valor mensal das exportações, assim como a média diária de agosto, e as compras do exterior (valor total do mês passado e média diária) são os maiores de todos os tempos. Em agosto, pela primeira vez, as compras do exterior ficaram acima de US$ 20 bilhões, enquanto que, do lado das exportações, pela primeira vez ultrapassaram a barreira dos US$ 25 bilhões.


Acumulado do ano

No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, o superávit da balança comercial somou US$ 19,95 bilhões, informou o governo federal. Com isso, registrou crescimento de 71,7% frente ao mesmo período de 2010, quando o saldo positivo somou US$ 11,61 bilhões.

O aumento do saldo comercial neste ano está relacionado, principalmente, com a elevação dos preços das chamadas "commodities" (produtos básicos com cotação internacional, como alimentos, petróleo e minério de ferro, entre outros) no mercado externo. Com o preço em alta, as vendas externas se tornam mais rentáveis - o que aumenta o valor das exportações.

As vendas externas brasileiras, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, somaram US$ 166,71 bilhões no acumulado deste ano, com crescimento de 31,4% sobre o igual período de 2010. Ao mesmo tempo, as importações totalizaram US$ 146,75 bilhões na parcial de 2011, com elevação de 27,4% sobre o mesmo período do ano passado.


Ano de 2010 e previsões

No ano passado, com o forte crescimento das importações, fruto do elevado ritmo de crescimento da economia brasileira (acima de 7,5%) e do dólar baixo - fator que encarece as vendas externas e tornam as compras do exterior mais baratas - o saldo comercial ficou positivo em US$ 20,27 bilhões, o valor mais baixo em oito anos.

Os economistas de instituições financeiras acreditam que, mesmo com um crescimento menor da economia (cerca de 4%) e com um dólar desvalorizado, a balança comercial brasileira, principalmente por conta da alta dos preços das "commodities", deve ficar um pouco acima do superávit registrado em 2010 e registrar um saldo positivo de US$ 22,9 bilhões neste ano.

O desempenho da balança comercial em 2011 tem surpreendido os analistas, visto que, no início deste ano, o mercado financeiro acreditava que o superávit ficaria abaixo de US$ 9 bilhões. Com os bons números dos últimos meses, este dado tem sido constantemente revisado para cima.
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