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Exportação de petróleo e derivados cresceu 9,4% em 2008

Em 2008 a Petrobras exportou o volume recorde de 673 mil barris diários de petróleo e derivados, com crescimento de 9,4% sobre 2007 e um superávit volumétrico de 103 mil barris/dia. As exportações totalizaram US$ 21,245 bilhões e foram 42,7% superiores às registradas em 2007.

Agência Petrobras
28/01/2009 08:37
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Em 2008 a Petrobras exportou o volume recorde de 673 mil barris diários de petróleo e derivados, indicando um crescimento de 9,4% sobre as exportações de 2007 e um superávit volumétrico de 103 mil barris/dia. As exportações totais corresponderam a um valor de US$ 21,245 bilhões e foram 42,7% superiores às registradas em 2007.

 

Apesar do superávit volumétrico, houve um saldo negativo de US$ 928 milhões, influenciado pela volatilidade dos preços no mercado internacional. O déficit é resultado da diferença de preços entre os 439 mil barris/dia petróleo pesado exportados e os 373 mil barris/dia do produto leve importado, cujo valor de mercado é maior. Também influenciaram a balança a diferença entre os preços dos derivados importados, principalmente diesel, nafta e GLP, de maior valor agregado, e os exportados, notadamente gasolina e óleos combustíveis.

 

Cálculo da Balança comercial

 

Para calcular sua balança comercial, a Petrobras contabiliza apenas o petróleo e seus derivados, portanto apenas produtos líquidos. O gás boliviano não entra nessa conta.  A balança é elaborada considerando os valores das exportações e importações registrados na contabilidade da Companhia, em conformidade com as normas contábeis nacionais e internacionais.

 

Na exportação, os valores considerados pela Petrobras correspondem às saídas físicas de petróleo e derivados do País, tendo em vista que, além das exportações efetivamente contabilizadas, são consideradas também as exportações em andamento. Na importação, os valores correspondem às entregas pelos fornecedores nos portos no exterior.

 

Mediante autorização específica da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), empresas estabelecidas no Brasil são livres para importar e exportar petróleo e derivados, de acordo com suas necessidades, o que de fato vem ocorrendo. Portanto a balança de petróleo e derivados do País inclui a movimentação comercial de outros agentes do setor e não apenas da Petrobras.

 

Vale lembrar, mais uma vez, que os números da balança comercial divulgados pela Petrobras são parte dos números consolidados do País. Por este motivo, diferem daqueles registrados pela ANP e pelo Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex ), órgão da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Fazenda.

 

A ANP divulga no seu site os dados das importações e exportações de petróleo, derivados e gás natural de todas as empresas do País, utilizando como fonte os dados estatísticos disponibilizados pelo Secex.  Os valores relativos a todas as operações de entrada e saída físicas no Brasil da Petrobras são previamente (cerca de 48 horas) registradas no Siscomex. Contudo, tais registros somente são considerados nas estatísticas do Governo Federal após serem concluídos os respectivos processos e certificados pela Receita Federal.

 

É de até 60 dias o prazo para a conclusão do processo de exportação e cerca de 20 dias para os correspondentes de importação, ambos contados a partir da movimentação física de saída e entrada no Brasil. São considerados os valores FOB (US$) tanto na exportação como na importação. Abaixo tabela com o detalhamento das informações.

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