Internacional

Euforia do pré-sal 'sucumbe à realidade', diz 'Wall Street Journal'

Com o título "Porque o petróleo brasileiro demora a pegar fogo", o artigo faz uma análise do preço das ações do setor petroleiro no Brasil.

G1
09/07/2012 12:13
Visualizações: 850

 

Investidores brasileiros têm descoberto que os recursos naturais do pré-sal não significam exatamente 'dinheiro na mão' e que a 'euforia [do petróleo] sucumbiu à realidade', diz uma reportagem publicada nesta segunda-feira (9) pelo jornal norte-americano "Wall Street Journal".
Com o título "Porque o petróleo brasileiro demora a pegar fogo", o artigo faz uma análise do preço das ações do setor petroleiro no Brasil, dizendo que os papéis da Petrobras estão hoje no mesmo patamar do que em outubro de 2006 e que as ações da empresa OGX perderam dois terços do seu valor de mercado desde 2008.
De acordo com a reportagem, as duas empresas brasileiras diminuíram suas estimativas de produção e estão tendo que investir mais do que o previsto.
O consultor de energia especialista em América Latina Roger Tissot diz no artigo acreditar que o Brasil foi superestimado quanto ao seu potencial petrolífero. Tissot culpa o governo brasileiro: "a política do governo limita a implantação de capital estrangeiro e a especialização, retardando o desenvolvimento e aumentando os custos".
O Wall Street Journal critica exigências feitas pelo governo de que investimentos tenham aproveitamento local por ineficiências nos gastos, visto como tentativa do governo de estimular as indústrias da região.
Com isso, segundo o diário, o custo de produção por barril da estatal brasileira aumentou.
De acordo com Matt Portillo, analista do banco de investimentos Tudor, Pickering, Holt & Co., ouvido pelo jornal, empresas estrangeiras envolvidas na descoberta das reservas do pré-sal têm sido um melhor investimento e conseguiram se beneficiar do entusiasmo criado, inclusive com a venda de participações no negócio para outras empresas.
O jornal diz que ações de empresas colombianas do setor tiveram um desempenho 'bem melhor que os rivais brasileiros'.
A indústria do petróleo do país vizinho cresceu 6,5% por ano desde 2003. Esse aumento coincidiria com novas políticas para encorajar o investimento estrangeiro em petróleo e gás.

Investidores brasileiros têm descoberto que os recursos naturais do pré-sal não significam exatamente 'dinheiro na mão' e que a 'euforia [do petróleo] sucumbiu à realidade', diz uma reportagem publicada nesta segunda-feira (9) pelo jornal norte-americano "Wall Street Journal".


Com o título "Porque o petróleo brasileiro demora a pegar fogo", o artigo faz uma análise do preço das ações do setor petroleiro no Brasil, dizendo que os papéis da Petrobras estão hoje no mesmo patamar do que em outubro de 2006 e que as ações da empresa OGX perderam dois terços do seu valor de mercado desde 2008.


De acordo com a reportagem, as duas empresas brasileiras diminuíram suas estimativas de produção e estão tendo que investir mais do que o previsto.


O consultor de energia especialista em América Latina Roger Tissot diz no artigo acreditar que o Brasil foi superestimado quanto ao seu potencial petrolífero. Tissot culpa o governo brasileiro: "a política do governo limita a implantação de capital estrangeiro e a especialização, retardando o desenvolvimento e aumentando os custos".


O Wall Street Journal critica exigências feitas pelo governo de que investimentos tenham aproveitamento local por ineficiências nos gastos, visto como tentativa do governo de estimular as indústrias da região.Com isso, segundo o diário, o custo de produção por barril da estatal brasileira aumentou.


De acordo com Matt Portillo, analista do banco de investimentos Tudor, Pickering, Holt & Co., ouvido pelo jornal, empresas estrangeiras envolvidas na descoberta das reservas do pré-sal têm sido um melhor investimento e conseguiram se beneficiar do entusiasmo criado, inclusive com a venda de participações no negócio para outras empresas.


O jornal diz que ações de empresas colombianas do setor tiveram um desempenho 'bem melhor que os rivais brasileiros'.


A indústria do petróleo do país vizinho cresceu 6,5% por ano desde 2003. Esse aumento coincidiria com novas políticas para encorajar o investimento estrangeiro em petróleo e gás.

 

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