Reunião

EUA e Brasil alinhados no quesito "importância dos biocombustíveis"

O tema biocumbustíveis foi uma das pautas da reunião ocorrida no sábado (14), na Casa Branca, em Washington, entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Uma das principais demandas do presidente Lula é a derrubada das barreiras de importação

MaxPress
18/03/2009 09:09
Visualizações: 1278

O tema biocumbustíveis foi uma das pautas da reunião ocorrida no sábado (14), na Casa Branca, em Washington, entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Uma das principais demandas do presidente Lula é a derrubada das barreiras de importação pelos EUA para o biocombustível.

 

O presidente Obama, está preocupado em enfatizar no seu governo uma agenda ambiental positiva, além de apostar na utilização da biomassa para atender o mercado interno. Com esta abertura, a agenda brasileira pode ser expandida para atender parte deste mercado. Mas, para que essa proposta tenha sucesso, será necessária a mudança da agenda interna, incluindo a legislação norte-americana, que de acordo com Obama, este processo será demorado.

 

Para o Chefe-geral da Embrapa Agroenergia, este novo cenário pode ser uma estratégia para o Brasil conquistar novos mercados. O Brasil pode atender parte da demanda americana por etanol, com incremento de área e produtividade de cana-de-açúcar e eficiência de conversão em etanol. No curto prazo, o Brasil deverá cuidar da logística de transporte e escoamento da produção para novos mercados. Acordos bilaterais ou multilaterais deverão favorecer este comércio. No atual cenário, nosso país cultiva entre 7 a 8 milhões de área plantada de cana-de-açúcar e a proposta de crescimento deverá observar uma estratégia conservadora entre 2 a 3 vezes mais, ou incrementar de 3 a 10 vezes. Vale ressaltar, ainda, que a demanda de etanol é crescente no mercado interno e externo", assegurou Frederico Durães.

 

Dados conservadores apontam que se a matriz mundial fizer substituição da gasolina por etanol em 10%, o Brasil pode contribuir em até 50% com esta oferta, num período de 10 a 15 anos. Os atores públicos e privados do Brasil, com esta perspectiva, podem vislumbrar estratégias futuras de mercado.
Nos EUA, para atender a demanda do etanol necessitaria aumentar a área plantada de milho, ou aumentar o percentual de destinação deste cereal para biocombustível, que não é possível por questões ambientais e pela pressão da cadeia produtiva animal. A abertura de mercado externo é a solução para uso de bioenergia neste país.

 

Durães certifica, que nos EUA, devido a restrição de área e questões ambientais, alternativas como a eólica, solar, rota temática de etanol lignocelulósico entre outras, estão sendo desenvolvidas. Algumas com alto custo, já outras, sem rota tecnológica completamente conclusa.

 

É aí, que entra o trabalho técnico/científico, especialmente do desenvolvido pela Embrapa Agroenergia, na caracterização de rotas tecnológicas e processos específicos, visando saltos de competitividade no negócio brasileiro para a melhoria da produção de etanol incluindo tecnologias de 2ª geração, destaca Durães.

 

Com as pesquisas realizadas e o conhecimento gerado, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, pode contribuir nas tomadas de decisões públicas e privadas com dados técnicos e consistentes. Estrategicamente, será fundamental o Brasil investir recursos densos em PD&I, evitando desta forma choque de competitividade, fortalecendo ainda mais a liderança do país na produção deste biocombustível.

 

No contexto do Plano Nacional de Agroenergia, 2006-2011, cabe à Embrapa coordenar ações institucionais e um programa de desenvolvimento tecnológico que melhore os processos e as matérias-primas atuais e potenciais do país para a produção de etanol, biodiesel, florestas energéticas e o aproveitamento de seus resíduos para a obtenção de co-produtos. Isto implica, em desenvolvimento de tecnologia essencialmente agrícola e agroindustrial, que faça a ponte de ligação entre o conhecimento agronômico e o conhecimento industrial.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Gás Natural
PetroReconcavo realiza primeira importação de gás bolivi...
04/03/26
iBEM26
Inovação, ESG e Sustentabilidade
04/03/26
Pré-Sal
PPSA realiza segunda etapa do 5º Leilão Spot da União do...
04/03/26
Apoio Offshore
OceanPact e CBO anunciam combinação de negócios
04/03/26
Dia Internacional da Mulher
Em indústria dominada por homens, Foresea avança e ating...
04/03/26
Biometano
Revisão de regras de especificação e controle da qualida...
04/03/26
FEPE
INOVAR É SEMPRE PRECISO - Entrevista com Orlando Ribeir...
04/03/26
Etanol
Nos 50 anos de ORPLANA, Cana Summit debate o futuro da p...
04/03/26
Petrobras
Caracterização geológica do Pré-Sal com projeto Libra Ro...
03/03/26
Resultado
Espírito Santo retoma patamar de produção e ABPIP aponta...
03/03/26
Parceria
Wiise e Petrobras firmam parceria para aplicar IA na seg...
03/03/26
Posicionamento IBP
Conflito no Oriente Médio
03/03/26
Economia
Firjan defende fortalecimento da credibilidade fiscal pa...
03/03/26
Dia Internacional da Mulher
Cladtek lança programas para ampliar oportunidades para ...
03/03/26
Etanol
Quedas nos preços dos etanóis ficam acima de 3% na semana
03/03/26
Pessoas
José Guilherme Nogueira assume coordenação da Comissão d...
02/03/26
Evento
ABPIP realiza 1º Workshop ABPIP + ANP 2026 sobre especif...
02/03/26
Combustível
Etanol amplia perdas e encerra semana com nova queda nos...
02/03/26
Gasodutos
ANP fará consulta pública sobre valoração da Base Regula...
27/02/26
ANP
Combustível do Futuro: ANP aprova duas resoluções para r...
27/02/26
Evento
ONIP formaliza Comitê de Empresas em evento na Casa Firjan
27/02/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.