Biocombustíveis

Etanol 2G chega ao mercado brasileiro mais competitivo que combustível tradicional

Nova tecnologia aposta em baixo custo de matéria-prima.

Redação TN/ Ascom IBP
18/03/2014 16:40
Visualizações: 1417

 

Etanol 2G chega ao mercado brasileiro mais competitivo que combustível tradicional
Nova tecnologia aposta em baixo custo de matéria-prima e no incremento da produção para conquistar espaço
Baixo custo de matéria-prima e um incremento de até 45% na capacidade de produção das usinas brasileiras. Ao aliar esta duas vantagens, o etanol de 2ª geração pretende se tornar um dos combustíveis mais competitivos do mercado nos próximos anos. Produzido a partir da palha ou do bagaço de cana-de-açúcar, o etanol 2G já está sendo testado em motores da Mercedes Benz na Europa e chega ao Brasil ainda este ano, com a inauguração da primeira usina pela GranBio, em Alagoas. A nova tecnologia, que é apontada por especialistas como uma das alternativas para minimizar os impactos da crise no setor, foi apresentada nesta terça-feira (18), durante o Seminário Internacional de Biocombustíveis, em São Paulo.   
Prestes a chegar no mercado brasileiro, o etanol 2G já é realidade na Europa desde 2012. Em Munique, na Alemanha, a Clariant produz a partir da palha do trigo cerca de 2,5 milhões de litros do combustível de segunda geração por ano. De acordo com o gerente da Clariant, Martin Mitchell, o uso da palha pela companhia aumentou em 50% a fabricação do etanol. "Quatro a cinco toneladas de matéria-prima representam algo em torno de uma tonelada de etanol, o que daria para percorrer cerca de 15 mil quilômetros e representaria uma redução de 95% na emissão de CO²", explicou. 
A novidade chamou atenção da Mercedes Benz, que, segundo Mitchel, fechou uma parcecia com a Clariant e está realizando testes com o biocombustível em seus motores. 
Aqui no Brasil, o etanol 2G será produzido a partir da palha da cana-de-açúcar, material que seria descartado pelas usinas tradicionais. A primeira empresa deste tipo de combustível foi construída pela GranBio, em Alagoas, e está em processo de ajustes junto à ANP - que demora de 30 a 60 dias - para só então ser inaugurada. A usina, que custou R$ 350 milhões, terá capacidade de produzir 82 milhões de litros de etanol 2G e promete incrementar em 45% a fabricação do biocombustível. 
"Estamos vivendo uma nova revolução industrial. Se na primeira nós colocamos as máquinas para trabalhar pelos homens, agora estamos colocando os microorganismos para fazer esse papel. Eu diria que aprendemos a domesticá-los a nosso favor. Eu considero, hoje, que o açúcar é o novo petróleo", disse o vice-presidente da GranBio, Alan Hitner, referindo-se ao processo de fabricação do etanol 2G com a utilização de enzimas. 
Segundo Hitner, o Brasil tem condição de liderar essa agenda de biotecnologia e a GranBio está orgulhosa de ser pioneira nessa nova fase. Para a produção em Alagoas, a empresa investiu em três tecnologias diferentes, aliadas a uma usina de primeira geração. Também foi criada um novo tipo de cana, batizada de canaenergia, que produz menos açúcar e mais fibra. "Essa fábrica não é só para demonstrar [a nova tecnologia]. É para dar lucro já na primeira planta", afirmou Hitner. Para isso, a ideia é deixar o combustível mais competitivo do que o etanol de 1ª geração - que custa, em média, US$ 0.85 por litro. "E eu posso garantir que já estamos conseguindo isso", frisou o vice-presidente da GranBio. 
A empresa, contudo, não é a única interessada na novidade. De acordo com o pesquisador do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), José Pradella, outras duas multinacionais investiram cerca de R$ 200 milhões em projetos deste tipo em parceria com o órgão para produção em escala industrial. Diante disso, ele alerta para a criação de uma política que regulamente o setor. "Se empresas de todo o mundo estão vindo para cá em busca dessa tecnologia, é óbvio que o governo precisa criar uma política de regulamentação. Isso é uma riqueza nacional. E isso precisa ser feito logo, em no máximo quatro ou cinco anos¨, observou. 
Além do etanol 2G, o segundo dia do Seminário Internacional de Biocombustíveis tratou de temas como as inovações tecnológicas para a produção de biodiesel, o uso de biocombustíveis na aviação e os avanços da indústria automobilística para o uso de etanol.

Baixo custo de matéria-prima e um incremento de até 45% na capacidade de produção das usinas brasileiras. Ao aliar esta duas vantagens, o etanol de 2ª geração pretende se tornar um dos combustíveis mais competitivos do mercado nos próximos anos. Produzido a partir da palha ou do bagaço de cana-de-açúcar, o etanol 2G já está sendo testado em motores da Mercedes Benz na Europa e chega ao Brasil ainda este ano, com a inauguração da primeira usina pela GranBio, em Alagoas. A nova tecnologia, que é apontada por especialistas como uma das alternativas para minimizar os impactos da crise no setor, foi apresentada nesta terça-feira (18), durante o Seminário Internacional de Biocombustíveis, em São Paulo.   

Prestes a chegar no mercado brasileiro, o etanol 2G já é realidade na Europa desde 2012. Em Munique, na Alemanha, a Clariant produz a partir da palha do trigo cerca de 2,5 milhões de litros do combustível de segunda geração por ano. De acordo com o gerente da Clariant, Martin Mitchell, o uso da palha pela companhia aumentou em 50% a fabricação do etanol. "Quatro a cinco toneladas de matéria-prima representam algo em torno de uma tonelada de etanol, o que daria para percorrer cerca de 15 mil quilômetros e representaria uma redução de 95% na emissão de CO²", explicou. 

A novidade chamou atenção da Mercedes Benz, que, segundo Mitchel, fechou uma parcecia com a Clariant e está realizando testes com o biocombustível em seus motores. 

Aqui no Brasil, o etanol 2G será produzido a partir da palha da cana-de-açúcar, material que seria descartado pelas usinas tradicionais. A primeira empresa deste tipo de combustível foi construída pela GranBio, em Alagoas, e está em processo de ajustes junto à ANP - que demora de 30 a 60 dias - para só então ser inaugurada. A usina, que custou R$ 350 milhões, terá capacidade de produzir 82 milhões de litros de etanol 2G e promete incrementar em 45% a fabricação do biocombustível. 

"Estamos vivendo uma nova revolução industrial. Se na primeira nós colocamos as máquinas para trabalhar pelos homens, agora estamos colocando os microorganismos para fazer esse papel. Eu diria que aprendemos a domesticá-los a nosso favor. Eu considero, hoje, que o açúcar é o novo petróleo", disse o vice-presidente da GranBio, Alan Hitner, referindo-se ao processo de fabricação do etanol 2G com a utilização de enzimas. 

Segundo Hitner, o Brasil tem condição de liderar essa agenda de biotecnologia e a GranBio está orgulhosa de ser pioneira nessa nova fase. Para a produção em Alagoas, a empresa investiu em três tecnologias diferentes, aliadas a uma usina de primeira geração. Também foi criada um novo tipo de cana, batizada de canaenergia, que produz menos açúcar e mais fibra. "Essa fábrica não é só para demonstrar [a nova tecnologia]. É para dar lucro já na primeira planta", afirmou Hitner. Para isso, a ideia é deixar o combustível mais competitivo do que o etanol de 1ª geração - que custa, em média, US$ 0.85 por litro. "E eu posso garantir que já estamos conseguindo isso", frisou o vice-presidente da GranBio. 

A empresa, contudo, não é a única interessada na novidade. De acordo com o pesquisador do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), José Pradella, outras duas multinacionais investiram cerca de R$ 200 milhões em projetos deste tipo em parceria com o órgão para produção em escala industrial. Diante disso, ele alerta para a criação de uma política que regulamente o setor. "Se empresas de todo o mundo estão vindo para cá em busca dessa tecnologia, é óbvio que o governo precisa criar uma política de regulamentação. Isso é uma riqueza nacional. E isso precisa ser feito logo, em no máximo quatro ou cinco anos¨, observou. 

Além do etanol 2G, o segundo dia do Seminário Internacional de Biocombustíveis tratou de temas como as inovações tecnológicas para a produção de biodiesel, o uso de biocombustíveis na aviação e os avanços da indústria automobilística para o uso de etanol.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
SOG 2026
ABPIP leva ao Sergipe Oil & Gas debate sobre o fortaleci...
28/07/26
GLP
Copa Energia reúne setor de GLP em ação nacional voltada...
27/07/26
Biodiesel
Volatilidade do petróleo reforça importância estratégica...
27/07/26
Fenasucro
ApexBrasil traz investidores internacionais de SAF e e-S...
27/07/26
Energia Elétrica
ENGIE contrata WEG para fornecimento de equipamentos da ...
27/07/26
Combustíveis
Etanol amplia perdas e encerra a semana pressionado
27/07/26
ANP
ANP aprova relatório de estudo sobre controle de queima ...
24/07/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas 2026 impulsiona inovação e investiment...
24/07/26
Gás Natural
ANP aprova participação no Pacto Nacional para o Desenvo...
24/07/26
Combustíveis
ANP aprova Avaliação de Resultado Regulatório sobre ativ...
24/07/26
Evento
BR Aviation apresenta seu portfólio de soluções personal...
23/07/26
Royalties
Royalties: valores referentes à produção de maio foram d...
23/07/26
Combustíveis
Setor de combustíveis e lubrificantes registra queda 1,8...
22/07/26
Gestão
Constellation alcança paridade de gênero pela segunda ve...
21/07/26
IBP
Estudos apontam redundância do imposto de exportação e e...
21/07/26
Combustíveis
Queda do diesel puxa recuo dos combustíveis em julho e e...
21/07/26
PPSA
7º Leilão Spot: PPSA comercializa cargas de Atapu e de B...
20/07/26
Fenasucro
Bioenergia amplia aporte econômico e energético do Brasil
20/07/26
Combustíveis
Etanol fecha a semana em queda, mas mercado dá sinais de...
20/07/26
Negócio
ENGIE Brasil Energia conclui oferta subsequente de ações...
17/07/26
Resultado
Produção de petróleo da União chega a 244 mil barris por...
17/07/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.