Petrobras

Estatal estuda contratos com a holandesa SBM

<P>Madri e Londres - A Petrobras estuda a possibilidade de a holandesa SBM Offshore NV - a maior fornecedora mundial de plataformas flutuantes para a exploração de petróleo - fornecer uma ou mais instalações flutuantes de gás natural liqüefeito (GNL) para a exploração das maiores reservas d...

Gazeta Mercantil
06/07/2008 21:00
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Madri e Londres - A Petrobras estuda a possibilidade de a holandesa SBM Offshore NV - a maior fornecedora mundial de plataformas flutuantes para a exploração de petróleo - fornecer uma ou mais instalações flutuantes de gás natural liqüefeito (GNL) para a exploração das maiores reservas descobertas no Hemisfério Ocidental nas últimas três décadas, situadas na camada pré-sal da bacia de Santos.

Nós temos de encerrar a atribuição de valores e a avaliação das tecnologias atuais e a SBM trabalha com uma delas e eles têm todas as oportunidades para obter os contratos, disse José Sérgio Gabrielli, principal executivo da Petrobras, em entrevista concedida na semana passada em Madri. Nós estamos estudando negociar com todos que tenham tecnologia para GNL flutuante, acrescentou o executivo da estatal.

Na sexta-feira, as ações da SBM subiram em Amsterdã pela primeira vez em quatro dias, avançando 2,9%, para € 22,49, o que avalia a empresa, de Schiedam, Holanda, em €3,22 bilhões (US$ 5,06 bilhões).

Os equipamentos chamados de flutuadores são capazes de extrair, liquefazer e armazenar gás de localidades remotas em alto-mar, permitindo que as fabricantes de combustíveis desenvolvam campos em regiões onde é impossível instalar redes de dutos e unidades de liquefação em terra. A SBM pretende fornecer instalações flutuadoras de GNL com capacidade para 2,5 milhões de toneladas de gás por ano.

A prestadora holandesa de serviços para campos de petróleo disse que espera receber a primeira encomenda no final de 2008 ou início de 2009. Entre as concorrentes da SBM estão a BW Offshore, de Oslo, na Noruega, e a Modec Inc., de Tóquio. Gabrielli recusou-se a comentar quais outras empresas estão sendo sondadas.

Nós vemos o Brasil como um mercado para instalações flutuantes de GNL, disse por telefone Sebastiaan de Ronde Bresser, porta-voz da SBM. Atualmente, estamos mantendo um diálogo em um nível conceitual com a Petrobras e esperamos poder fornecer à empresa instalações no futuro, completou Bresser.

A Petrobras encontrou sinais de grandes depósitos de petróleo próximos de seu campo de Tupi, na bacia de Santos, que sozinho contém cerca de 8 bilhões de barris equivalentes de petróleo recuperáveis, disse Gabrielli no Congresso Mundial do Petróleo. As descobertas próximas dos Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, que incluem Tupi, vão pelo menos triplicar as reservas de petróleo do Brasil, disse o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva em junho passado. O campo de Tupi está localizado na Bacia de Santos, a sudeste de São Paulo.

Primeira embarcação

No início de junho, a Petrobras informou a saída de Cingapura do primeiro navio de regaseificação de GNL afretado pela estatal e que terá como destino o terminal de Pecém, no Ceará, construído especialmente para receber o insumo importado. A chegada da embarcação está prevista para a primeira quinzena deste mês.

Durante o trajeto ao Brasil, o navio receberá, em Trinidad & Tobago, a primeira carga de GNL, adquirida pela Petrobras do BG Group.

A capacidade de regaseificação do navio, batizado de Golar Spirit, é de 7 milhões de metros cúbicos diários e a de armazenamento 129 mil metros cúbicos, o equivalente a 77 milhões de metros cúbicos de gás natural. Além da conversão do gás natural do estado líquido para o gasoso, o navio, com 289 metros de comprimento e 56 de altura, também permite o armazenamento do GNL em seus tanques criogênicos.

O GNL é transportado a uma temperatura de 162º C negativos e a regaseificação ocorre a bordo do navio. Em seguida, o gás é injetado na malha de gasodutos para atendimento, sobretudo, às usinas termelétricas.

O Golar Spirit foi convertido no estaleiro Keppel, em Cingapura. A obra foi iniciada em outubro de 2007 e concluída em tempo recorde, de acordo com informações da estatal.

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