Gás Natural

Estatal assume um novo papel nos gasodutos

Petrobras se afasta do transporte de gás natural.

Valor Econômico
05/09/2014 09:51
Visualizações: 1330

 

Atualmente, a Petrobras possui participação em praticamente todos os gasodutos nacionais. Atendendo à pressão da indústria por um ambiente mais competitivo, a ANP definiu novas regras para restringir a participação da companhia como transportadora.
Petrobras se afasta do transporte de gás natural
O processo de desverticalização do mercado brasileiro de gás natural começou a dar seus primeiros passos nas últimas semanas. Dona de praticamente todos os gasodutos do país, a Petrobras confirmou, em agosto, sua intenção de não entrar como transportadora do projeto Itaboraí-Guapimirim, o primeiro gasoduto a ser licitado sob o regime de concessão no Brasil.
O Valor apurou que estatal decidiu participar do projeto como carregadora (uma produtora, distribuidora ou comercializadora de gás que contrata a capacidade de um duto). A decisão da Petrobras impede, pela nova regulação, a participação da empresa na construção e operação do projeto Itaboraí-Guapimirim.
A Petrobras foi a única empresa a manifestar interesse na contratação da capacidade do gasoduto, durante o processo de chamada pública aberto pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Atendendo à pressão da indústria por um ambiente mais competitivo, a ANP fixou, em 2013, novas regras que prometem restringir a participação da Petrobras como transportadora em futuros gasodutos. Atualmente, a estatal opera praticamente toda malha de transporte de gás do país, com exceção do duto Lateral de Cuiabá, que liga a Bolívia ao Mato Grosso.
Como a estatal também domina a produção de gás, a ANP entendeu que era preciso intervir para derrubar barreiras à entrada de novos players no mercado.
A Resolução 51/2013, da agência, veta a participação cruzada entre carregadores e transportadoras nos próximos gasodutos de concessão. O veto será analisado caso a caso. Ou seja, para cada ga-soduto concedido, empresas poderão escolher se querem contratar a capacidade do duto ou construí-lo e operá-lo. Como a Petrobras é uma grande produtora, a tendência è que a empresa se afaste do transporte nos futuros gasodutos a serem licitados.
O primeiro teste das novas regras será justamente a licitação do projeto Itaboraí-Guapimirim (RJ), de apenas 11 quilômetros, que visa escoar o gás das futuras
unidades de processamento de gás natural (UPGNs) do Comperj até o gasoduto Gasduc III, que conecta o polo de produção de Ca-biúnas, em Macaé (RJ), até a refinaria Reduc, em Duque de Caxias (RJ). A capacidade dimensionada para o projeto é de 17 milhões de metros cúbicos diários de gás.
Por ser praticamente um ramal dedicado da petroleira, a expectativa era que a empresa optasse mesmo por entrar na licitação como carregadora, abrindo espaço para novos players de transporte. O objetivo da ANP, com as novas regras, é atrair o interesse de empreiteiras e fundos de investimentos por gasodutos.
A previsão da ANP é licitar a concessão do projeto Itaboraí-Guapimirim, efetivamente, no primeiro semestre de 2015. A agência reguladora fixou inicialmente em R$ 20,579 milhões a receita anual máxima do duto. O investimento estimado para construção é de R$ 112,32 milhões, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
O processo de chamada pública para contratação da capacidade do empreendimento, realizada no mês passado, é só a primeira fase da licitação.

Atualmente, a Petrobras possui participação em praticamente todos os gasodutos nacionais.

Atendendo à pressão da indústria por um ambiente mais competitivo, a ANP definiu novas regras para restringir a participação da companhia como transportadora.

Petrobras se afasta do transporte de gás natural

O processo de desverticalização do mercado brasileiro de gás natural começou a dar seus primeiros passos nas últimas semanas.

Dona de praticamente todos os gasodutos do país, a Petrobras confirmou, em agosto, sua intenção de não entrar como transportadora do projeto Itaboraí-Guapimirim, o primeiro gasoduto a ser licitado sob o regime de concessão no Brasil.

O Valor apurou que estatal decidiu participar do projeto como carregadora (uma produtora, distribuidora ou comercializadora de gás que contrata a capacidade de um duto).

A decisão da Petrobras impede, pela nova regulação, a participação da empresa na construção e operação do projeto Itaboraí-Guapimirim.

A Petrobras foi a única empresa a manifestar interesse na contratação da capacidade do gasoduto, durante o processo de chamada pública aberto pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Atendendo à pressão da indústria por um ambiente mais competitivo, a ANP fixou, em 2013, novas regras que prometem restringir a participação da Petrobras como transportadora em futuros gasodutos.

Atualmente, a estatal opera praticamente toda malha de transporte de gás do país, com exceção do duto Lateral de Cuiabá, que liga a Bolívia ao Mato Grosso.

Como a estatal também domina a produção de gás, a ANP entendeu que era preciso intervir para derrubar barreiras à entrada de novos players no mercado.

A Resolução 51/2013, da agência, veta a participação cruzada entre carregadores e transportadoras nos próximos gasodutos de concessão.

O veto será analisado caso a caso. Ou seja, para cada ga-soduto concedido, empresas poderão escolher se querem contratar a capacidade do duto ou construí-lo e operá-lo.

Como a Petrobras é uma grande produtora, a tendência è que a empresa se afaste do transporte nos futuros gasodutos a serem licitados.

O primeiro teste das novas regras será justamente a licitação do projeto Itaboraí-Guapimirim (RJ), de apenas 11 quilômetros, que visa escoar o gás das futuras unidades de processamento de gás natural (UPGNs) do Comperj até o gasoduto Gasduc III, que conecta o polo de produção de Ca-biúnas, em Macaé (RJ), até a refinaria Reduc, em Duque de Caxias (RJ).

A capacidade dimensionada para o projeto é de 17 milhões de metros cúbicos diários de gás.

Por ser praticamente um ramal dedicado da petroleira, a expectativa era que a empresa optasse mesmo por entrar na licitação como carregadora, abrindo espaço para novos players de transporte.

O objetivo da ANP, com as novas regras, é atrair o interesse de empreiteiras e fundos de investimentos por gasodutos.

A previsão da ANP é licitar a concessão do projeto Itaboraí-Guapimirim, efetivamente, no primeiro semestre de 2015.

A agência reguladora fixou inicialmente em R$ 20,579 milhões a receita anual máxima do duto.

O investimento estimado para construção é de R$ 112,32 milhões, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

O processo de chamada pública para contratação da capacidade do empreendimento, realizada no mês passado, é só a primeira fase da licitação.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Combustíveis
Etanol fecha a semana em queda, mas mercado dá sinais de...
20/07/26
Negócio
ENGIE Brasil Energia conclui oferta subsequente de ações...
17/07/26
Resultado
Produção de petróleo da União chega a 244 mil barris por...
17/07/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana gera cerca de 18 mil empregos e mov...
16/07/26
ANP
Oferta Permanente: empresas inscritas têm até 21/7 para ...
16/07/26
Ceará
Gás natural chega ao Cariri (CE) e fortalece desenvolvim...
16/07/26
Terminais
Vast anuncia extensão de contrato com a PETRONAS Brasil ...
15/07/26
Biogás
GGT passa a integrar associação global de biogás e ampli...
14/07/26
Reconhecimento
Porto Sudeste recebe selo ouro do GHG Protocol pelo terc...
14/07/26
Pessoas
Executivo da Capco Brasil assume Diretoria de Eventos da...
14/07/26
Gasolina
CNPE aprova elevação do teor de etanol anidro na gasolin...
14/07/26
SOG 2026
Operadoras apresentam estratégias de transformação digit...
14/07/26
Combustível
ETANOL/CEPEA: Cotações voltam a recuar com mais força
14/07/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas 2026: Agenda destaca águas profundas, ...
13/07/26
PD&I
Hidrogel desenvolvido na Unicamp remove água presente no...
13/07/26
Internacional
Guerra, petróleo e dólar: como as oscilações globais imp...
13/07/26
Combustíveis
ICL defende urgência para o PLP 73 e cobra ANP forte na ...
13/07/26
Compliance
IBP debaterá compliance diante dos impactos geopolíticos...
13/07/26
Combustíveis
Etanol fecha a semana em queda pressionando os preços no...
13/07/26
Energia Elétrica
Garantia Física entra no radar das geradoras hidrelétric...
10/07/26
Gás Natural
ANP determina revisão de cronograma para adequação de un...
10/07/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.