Empresas

Eólicas saem em busca de fornecedores nacionais

BNDES exige conteúdo local para financiar novos parques eólicos.

Valor Econômico
24/10/2013 11:54
Visualizações: 1032

 

Uma nova cadeia de fornecedores de equipamentos, peças e matérias-primas para a indústria eólica está se desenvolvendo no país desde que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) passou a ser mais exigente com os empreendedores. Para financiar a construção dos parques eólicos, o banco estatal começou a exigir que cada uma das quatro partes dos aerogeradores - torre, pás, nacele (compartimento que fica no alto da torre) e hub (peça que conecta as três hélices) - tenha 70% de conteúdo nacional, no mínimo.
Até abril, o banco exigia que toda a usina fosse feita com 60% de conteúdo nacional. Os fabricantes podiam, por exemplo, importar os equipamentos da nacele, incluindo a caixa multiplicadora, o gerador elétrico e o conversor de potência. Mas, com as novas regras, dois desses três mecanismos terão de ser feitos no Brasil.
Os fabricantes de pás também terão de trocar a resina e a fibra de vidro importadas por insumos produzidos no país, enquanto as torres terão de utilizar 70% de aço brasileiro, e não mais 60%. No caso dos hubs (que conectam as pás), três das quatro partes do equipamento precisarão ser produzidas localmente.
Sérgio de Souza, diretor de vendas da GE na América Latina, elogia o plano do BNDES e afirma que a multinacional americana, a maior fabricante de turbinas eólicas do mundo, está negociando com fornecedores locais para cumprir com as exigências. Segundo ele, as novas regras de nacionalização serão implementadas de forma progressiva até 2016. "O plano foi muito bem feito e não vai interromper a oferta de aerogeradores como muitos previam", disse Souza, durante seminário promovido pela corretora Coinvalores.
Com as novas regras, as indústrias estão buscando fornecedores no mercado nacional. Hoje, apenas a Usiminas vende, por exemplo, chapas grossas de aço para fabricação das torres. "Mas a Gerdau também vai começar a fornecer o insumo", disse Souza.
Na semana passada, a dinamarquesa LM Wind Power inaugurou sua primeira fábrica de pás eólicas no Brasil. A unidade foi instalada em Pernambuco, e consumiu investimentos de R$ 100 milhões. O Brasil já possui grandes fabricantes de pás eólicas, como a Tecsis, de Sorocaba (SP), uma das maiores do mundo, e a Aeris Energy.
No entanto, dificilmente todos os equipamentos importados poderão ser substituídos por itens nacionais, afirma o diretor da GE. Mesmo com o aumento acelerado no número de parques eólicos, que devem agregar 2 mil MW de capacidade instalada por ano, o mercado brasileiro não é grande o suficiente para justificar a instalação de uma fábrica de alguns itens. As caixas multiplicadoras são um exemplo. "Nem todos os aerogeradores utilizam esse equipamento e, mesmo se um fabricante viesse ao país, não teria 100% de participação de mercado", afirma Souza.
Diferentemente da GE, a expectativa é que algumas indústrias saiam do mercado brasileiro. Dos onze fabricantes de aerogeradores que vieram ao país nos últimos cinco anos, devem sobrar cinco ou sete. Na avaliação da firma de consultoria EY, que publicou em setembro um panorama sobre a indústria eólica mundial, as exigências do BNDES dividem o setor. "Alguns fabricantes estão analisando os prós e contras de ficar no Brasil", escrevem os analistas da EY, para os quais a Vestas seria uma dessas empresas. "Estamos, neste momento, definindo um plano para nos enquadramos nas qualificações exigidas nas novas regras do BNDES", respondeu a Vestas.

Uma nova cadeia de fornecedores de equipamentos, peças e matérias-primas para a indústria eólica está se desenvolvendo no país desde que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) passou a ser mais exigente com os empreendedores. Para financiar a construção dos parques eólicos, o banco estatal começou a exigir que cada uma das quatro partes dos aerogeradores - torre, pás, nacele (compartimento que fica no alto da torre) e hub (peça que conecta as três hélices) - tenha 70% de conteúdo nacional, no mínimo.

Até abril, o banco exigia que toda a usina fosse feita com 60% de conteúdo nacional. Os fabricantes podiam, por exemplo, importar os equipamentos da nacele, incluindo a caixa multiplicadora, o gerador elétrico e o conversor de potência. Mas, com as novas regras, dois desses três mecanismos terão de ser feitos no Brasil.

Os fabricantes de pás também terão de trocar a resina e a fibra de vidro importadas por insumos produzidos no país, enquanto as torres terão de utilizar 70% de aço brasileiro, e não mais 60%. No caso dos hubs (que conectam as pás), três das quatro partes do equipamento precisarão ser produzidas localmente.

Sérgio de Souza, diretor de vendas da GE na América Latina, elogia o plano do BNDES e afirma que a multinacional americana, a maior fabricante de turbinas eólicas do mundo, está negociando com fornecedores locais para cumprir com as exigências. Segundo ele, as novas regras de nacionalização serão implementadas de forma progressiva até 2016. "O plano foi muito bem feito e não vai interromper a oferta de aerogeradores como muitos previam", disse Souza, durante seminário promovido pela corretora Coinvalores.

Com as novas regras, as indústrias estão buscando fornecedores no mercado nacional. Hoje, apenas a Usiminas vende, por exemplo, chapas grossas de aço para fabricação das torres. "Mas a Gerdau também vai começar a fornecer o insumo", disse Souza.

Na semana passada, a dinamarquesa LM Wind Power inaugurou sua primeira fábrica de pás eólicas no Brasil. A unidade foi instalada em Pernambuco, e consumiu investimentos de R$ 100 milhões. O Brasil já possui grandes fabricantes de pás eólicas, como a Tecsis, de Sorocaba (SP), uma das maiores do mundo, e a Aeris Energy.

No entanto, dificilmente todos os equipamentos importados poderão ser substituídos por itens nacionais, afirma o diretor da GE. Mesmo com o aumento acelerado no número de parques eólicos, que devem agregar 2 mil MW de capacidade instalada por ano, o mercado brasileiro não é grande o suficiente para justificar a instalação de uma fábrica de alguns itens. As caixas multiplicadoras são um exemplo. "Nem todos os aerogeradores utilizam esse equipamento e, mesmo se um fabricante viesse ao país, não teria 100% de participação de mercado", afirma Souza.

Diferentemente da GE, a expectativa é que algumas indústrias saiam do mercado brasileiro. Dos onze fabricantes de aerogeradores que vieram ao país nos últimos cinco anos, devem sobrar cinco ou sete. Na avaliação da firma de consultoria EY, que publicou em setembro um panorama sobre a indústria eólica mundial, as exigências do BNDES dividem o setor. "Alguns fabricantes estão analisando os prós e contras de ficar no Brasil", escrevem os analistas da EY, para os quais a Vestas seria uma dessas empresas. "Estamos, neste momento, definindo um plano para nos enquadramos nas qualificações exigidas nas novas regras do BNDES", respondeu a Vestas.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Bacia de Santos
Brasil: Início da Operação de Lapa Sudoeste
11/03/26
Pré-Sal
Seatrium impulsiona P-78 à injeção do primeiro gás após ...
11/03/26
PPSA
Assinatura de contratos de Mero e Atapu consolida result...
11/03/26
Empresas
Justiça suspende aumento de IRPJ e CSLL e decisão pode i...
10/03/26
Biodiesel
Setor de Combustíveis Defende Liberação da Importação de...
10/03/26
Macaé Energy
No Macaé Energy 2026, Firjan promove edição especial do ...
09/03/26
Dia Internacional da Mulher
Dia da Mulher: elas contribuem para avanços no setor ene...
09/03/26
FEPE
PRECISAMOS DE P&D DE LONGO PRAZO - Entrevista com Isabel...
09/03/26
Internacional
Efeitos de preços do petróleo sobre a economia brasileira
09/03/26
Dutos
Transpetro aplica tecnologia com IA para ampliar eficiên...
09/03/26
Dia Internacional da Mulher
Constellation amplia em mais de 300% a presença feminina...
09/03/26
Combustível
Etanol volta a subir no indicador semanal
09/03/26
Resultado
Com um aumento de 11% na produção total de petróleo e gá...
06/03/26
FEPE
EMPREENDER DEMANDA RELAÇÕES DE CONFIANÇA - Entrevista co...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
IBP amplia agenda de equidade de gênero com segundo cicl...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
Repsol Sinopec Brasil tem 38% de mulheres na liderança e...
06/03/26
Indústria Naval
SPE Águas Azuis realiza entrega da Fragata "Tamandaré" -...
06/03/26
Economia
Indústria volta a crescer em janeiro, mas Firjan alerta ...
06/03/26
Transpetro
Lucro líquido é 22% superior a 2024 e reflete novo momen...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
Presença feminina cresce em cargos de liderança no setor...
06/03/26
Acordo
Firjan considera avanço significativo a aprovação do Aco...
06/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23