MME

Envio de gás da Bolívia ao Brasil está normal

Agência Estado
10/09/2008 04:39
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O Ministério de Minas e Energia (MME) informou no início desta noite, por meio de sua assessoria de imprensa, que o fornecimento de gás natural boliviano ao Brasil está normal. Agências de notícias internacionais noticiaram que militantes da oposição ao governo do presidente da Bolívia, Evo Morales, tomaram uma central de distribuição de gás natural no sudeste de La Paz, na localidade de Villamontes. Segundo o ministério, a situação no país vizinho está sendo acompanhada pela embaixada brasileira em La Paz.

 

A diretora de gás e energia da Petrobras, Graça Foster, garantiu hoje que não houve redução no fornecimento de gás boliviano para o Brasil, apesar das notícias a respeito de uma invasão a instalações da transportadora de gás Transierra em Villamontes. "Até o momento não há sinal algum que possamos ter perda de suprimento do gás da Bolívia", afirmou Graça hoje à tarde, em entrevista concedida em Manaus e reproduzida no site da companhia.

 


As informações sobre a invasão das instalações, responsáveis pelo envio de gás dos campos de San Alberto e San Antonio ao Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol) foram contestadas também pela Câmara Boliviana de Hidrocarbonetos (CBH), entidade que reúne as petroleiras com operações na Bolívia. "O último informe que tivemos indica que o fluxo de gás está normal", afirmou no fim da tarde, o porta-voz da entidade, Ronald Fessy.

 


Especialistas, porém, vêem com preocupação o recrudescimento da crise política no país vizinho. "O problema é que não há um comando unificado do movimento, cada região possui seus líderes", avalia o consultor Pedro Camarota, da GasEnergy. A Petrobras, no entanto, mantém discurso de tranqüilidade. "A Bolívia tem sido um excepcional supridor de gás para o Brasil, apesar de todas as suas inquietações", repetiu Graça.

 


Para Camarota, o bloqueio de estradas pode causar uma redução na produção de gás, mesmo que as instalações não sejam invadidas. Isso porque as produtoras precisam escoar os líquidos que são extraídos dos poços junto ao gás. "Se a capacidade de armazenagem se esgotar, será necessário reduzir a produção", explica. Prevendo tal risco, a Petrobras vem mantendo o volume armazenado em seus tanques no menor nível possível.

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