Mão de Obra

Entidades reclamam de estrangeiros em obras nacionais

Custos reduzidos acontecem também para equipamentos.

Jornal do Commercio
29/10/2012 15:14
Visualizações: 1182

 

Entidades que representam os setores de transportes especiais e içamento de cargas, engenharia de fundações e geotecnia estão preocupadas com a entrada de equipamentos e mão de obra estrangeira no mercado nacional. Essas companhias atuam em construções de usinas termelétricas, hidrelétricas e eólicas, no segmento de óleo e gás, engenharia de fundações, reformas de estádios para a Copa do Mundo e obras de infraestrutura em geral.
Entre as associações que estão cobrando do governo federal uma atitude quanto a essa concorrência, que elas consideram desleal, estão o Sindicato Nacional das Empresas de Transporte e Movimentação de Cargas e Excepcionais (Sindipesa) e o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs). O consultor e procurador dessas entidades, José Aparecido Bastazini, lembra que a crise econômica na Europa fez com que grupos, principalmente, da Espanha e Portugal focassem o mercado brasileiro. Entre os exemplos, ele cita a participação de portugueses na construção da Arena do Grêmio e de holandeses no parque eólico de Osório.
“Empreiteiros brasileiros, mas com uma perna na Europa, com sociedade lá, encontraram meios para trazer com menor custo equipamentos e mão de obra e aumentar seus lucros”, diz Bastazini. Ele ressalta que os encargos sociais do setor no Brasil giram em torno de 83%, enquanto os encargos sociais para estrangeiros temporários são nulos. Segundo o consultor, há disponibilidade interna para atender à demanda de serviços. Atualmente, há 48 equipamentos parados, como guindastes, que poderiam estar atendendo a essa fatia de mercado ocupada por empresas estrangeiras. Esses equipamentos são de alto custo, totalizam em torno R$ 500 milhões e estão inoperantes, fazendo com que as companhias deixem de faturar cerca de R$ 180 milhões por ano.
Outro ponto salientado é que o atual cenário está inibindo a indústria nacional de vender novas máquinas. Estima-se que o segmento deixe de faturar cerca de R$ 200 milhões por ano. Em contrapartida, com a desaceleração do mercado de máquinas, há uma queda de R$ 40 milhões na arrecadação tributária proveniente do segmento. Bastazini comenta ainda que as companhias sediadas no Brasil praticam o recolhimento de 100% da carga tributária no momento do desembaraço aduaneiro de um equipamento importado. Os entrantes estrangeiros recolhem apenas, por mês, 1% do imposto sobre o valor declarado do bem e pagam os tributos apenas pelo período de permanência no território nacional.
O presidente do Setcergs, José Carlos Silvano, afirma que é preciso criar uma espécie de reserva de mercado para a indústria nacional. “Muitos desses estrangeiros trazem guindastes e gruas antigos para operar no país”, aponta o dirigente. Bastazini também sustenta que os governos federal e estaduais precisam defender as indústrias nacionais e regionais.

Entidades que representam os setores de transportes especiais e içamento de cargas, engenharia de fundações e geotecnia estão preocupadas com a entrada de equipamentos e mão de obra estrangeira no mercado nacional. Essas companhias atuam em construções de usinas termelétricas, hidrelétricas e eólicas, no segmento de óleo e gás, engenharia de fundações, reformas de estádios para a Copa do Mundo e obras de infraestrutura em geral.


Entre as associações que estão cobrando do governo federal uma atitude quanto a essa concorrência, que elas consideram desleal, estão o Sindicato Nacional das Empresas de Transporte e Movimentação de Cargas e Excepcionais (Sindipesa) e o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs). O consultor e procurador dessas entidades, José Aparecido Bastazini, lembra que a crise econômica na Europa fez com que grupos, principalmente, da Espanha e Portugal focassem o mercado brasileiro. Entre os exemplos, ele cita a participação de portugueses na construção da Arena do Grêmio e de holandeses no parque eólico de Osório.


“Empreiteiros brasileiros, mas com uma perna na Europa, com sociedade lá, encontraram meios para trazer com menor custo equipamentos e mão de obra e aumentar seus lucros”, diz Bastazini. Ele ressalta que os encargos sociais do setor no Brasil giram em torno de 83%, enquanto os encargos sociais para estrangeiros temporários são nulos. Segundo o consultor, há disponibilidade interna para atender à demanda de serviços. Atualmente, há 48 equipamentos parados, como guindastes, que poderiam estar atendendo a essa fatia de mercado ocupada por empresas estrangeiras. Esses equipamentos são de alto custo, totalizam em torno R$ 500 milhões e estão inoperantes, fazendo com que as companhias deixem de faturar cerca de R$ 180 milhões por ano.


Outro ponto salientado é que o atual cenário está inibindo a indústria nacional de vender novas máquinas. Estima-se que o segmento deixe de faturar cerca de R$ 200 milhões por ano. Em contrapartida, com a desaceleração do mercado de máquinas, há uma queda de R$ 40 milhões na arrecadação tributária proveniente do segmento. Bastazini comenta ainda que as companhias sediadas no Brasil praticam o recolhimento de 100% da carga tributária no momento do desembaraço aduaneiro de um equipamento importado. Os entrantes estrangeiros recolhem apenas, por mês, 1% do imposto sobre o valor declarado do bem e pagam os tributos apenas pelo período de permanência no território nacional.


O presidente do Setcergs, José Carlos Silvano, afirma que é preciso criar uma espécie de reserva de mercado para a indústria nacional. “Muitos desses estrangeiros trazem guindastes e gruas antigos para operar no país”, aponta o dirigente. Bastazini também sustenta que os governos federal e estaduais precisam defender as indústrias nacionais e regionais.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
SOG 2026
HYTORC CENTRAL BR reforça sua presença no mercado de óle...
05/08/26
SOG 2026
ABPIP fortalece agenda de desenvolvimento territorial em...
04/08/26
Fenasucro
Brasil concentra oportunidades de investimento em biocom...
04/08/26
Transição Energética
Segurança energética e transição entram no centro do deb...
04/08/26
Etanol
Alteração de normas sobre comercialização de etanol anid...
03/08/26
SOG 2026
SOG26 supera a edição anterior e reforça o papel estrat...
03/08/26
Resultado
ANP divulga dados consolidados da produção de petróleo e...
03/08/26
BIODIVERSIDADE
ExxonMobil Brasil destina mais de R$ 1 milhão para prese...
03/08/26
Pessoas
Shell Brasil inicia novo ciclo de liderança com João San...
03/08/26
SOG 2026
Banco do Nordeste tem R$ 504 milhões para setor energéti...
03/08/26
Meio Ambiente
MODEC testa no Brasil tecnologias inéditas que podem red...
03/08/26
IA
Acelen supera R$ 380 milhões em ganhos com IA e transfor...
03/08/26
ANP
Painel reúne dados históricos do PRH-ANP referentes à Fa...
03/08/26
Gás Natural
IBP, ABRACE e ABPIP lançam nova versão do RELIVRE para a...
03/08/26
Offshore
NUCLEP realiza novas entregas de estacas torpedo para a ...
03/08/26
Gás Natural
PPSA espera realizar primeiro leilão de gás natural da U...
03/08/26
PPSA
TotalEnergies e ExxonMobil arrematam cargas de Atapu e d...
31/07/26
SOG 2026
Sebrae Sergipe fortalece pequenos negócios e amplia cone...
31/07/26
SOG 2026
Eneva reforça compromisso com Sergipe e destaca expansão...
31/07/26
PPSA
PPSA espera realizar primeiro leilão de gás natural da U...
30/07/26
SOG 2026
Benel apresenta práticas de segurança e gestão de resídu...
30/07/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.