Petrobras

Encontro define objetivos estratégicos para gestão da cadeia de fornecedores

Durante dois dias, nesta semana, a Petrobras reuniu em sua sede, no Rio, a 2ª oficina de trabalho da rede de melhoria de gestão da cadeia de fornecedores de bens e serviços da empresa. O encontro, organizado em conjunto pela Petrobras, Ministério do Planejamento (MP), Fundação Nacional da Qual

Agência Petrobras
30/04/2010 09:24
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Durante dois dias, nesta semana, a Petrobras reuniu em sua sede, no Rio, a 2ª oficina de trabalho da rede de melhoria de gestão da cadeia de fornecedores de bens e serviços da empresa. O encontro, organizado em conjunto pela Petrobras, Ministério do Planejamento (MP), Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) e Movimento Brasil Competitivo (MBC), contou com a participação de cerca de 80 entidades e teve a finalidade de traçar o plano estratégico, o modelo de governança e funcionamento e o cronograma de operação da rede. Na instalação da 2ª Oficina, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, informou que a Companhia, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Governo Federal trabalham na criação de mecanismos que reduzam o risco dos fornecedores, através de seguros e financiamentos.


Para o presidente da Petrobras, a rede tem o “papel fundamental de trazer à discussão o processo de gestão das empresas que constituem a cadeia de fornecedores da empresa", contemplando uma política industrial orientada pela demanda e com redução de riscos. A rede “não tem apenas o objetivo de trocar idéias entre os elos”, segundo ele, “mas de sair com um programa executivo de ação que alcance, além das entidades que fazem parte da rede, o público-fim, as empresas e os segmentos que vão se estruturar”, a partir das demandas da Petrobras. O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, defendeu que é preciso estimular a gestão e a sustentabilidade na cadeia de fornecedores da empresa, ampliando a sua competitividade para atendimento às demandas planejadas.


O “primeiro passo”, segundo o presidente da Petrobras, é a articulação entre as entidades presentes e a unificação do diagnóstico dos principais problemas, para em seguida serem formulados projetos voltados para as empresas. A rede atenderá tanto as necessidades de fornecedores já estruturados, quanto as dos fornecedores de fornecedores e dos que precisarão de associações e inovações para crescer. Utilizando os recursos disponíveis e minimizando os riscos, empresas e segmentos poderão criar atividade econômica e atender às necessidades da Petrobras. “Não há receitas prontas, soluções únicas. A necessidade de trabalhar em rede é vital para compreender a diversidade de problemas existentes”, afirmou Gabrielli.


O presidente destacou o Portal de Oportunidades da Cadeia de Suprimentos do Setor de Petróleo e Gás Natural, criado pelo Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), do Governo Federal, que tem mais de 1,2 mil cadastros de empresas e instituições ligadas à atividade de petróleo e gás natural em todo o País. “O portal permite identificar precisamente que tipo de equipamentos precisamos”, explicou. Um dos objetivos é assegurar elevado índice nacional nas aquisições da Petrobras. Na ferramenta, há acesso às especificações de máquinas, equipamentos, componentes e insumos em geral que serão demandados pelo mercado. O nível de detalhamento das informações considera desde grandes equipamentos, como turbinas, até pequenas peças, como parafusos. As empresas e instituições usuárias do Portal podem cadastrar e dar visibilidade aos itens de suas linhas de produção.
 
 
O presidente do BNDES, Luciano Coutinho incentivou a iniciativa, classificada por ele como fundamental para viabilizar o programa de investimentos da Petrobras nos próximos cinco anos: "O plano é o de maior vulto, na atualidade, entre todas as empresas petrolíferas do mundo". A Petrobras planeja investir, no período de 5 anos, entre US$ 200 bilhões e US$ 220 bilhões, dos quais R$ 88 bilhões já em 2010. Destacou 3 desafios para aumentar o conteúdo nacional: inovação, competitividade com eficiência e gestão. Já o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, sublinhou que o impacto com a forte ampliação em exploração e produção de óleo e gás e na capacidade de refino terá impacto de grande porte em toda a indústria nacional. "A Petrobras vem tendo um papel de descentralizar e desenvolver o máximo possível a cadeia de fornecedores", declarou.


Integração


A rede de melhoria de gestão começou a ser discutida em meados de 2009 pela Petrobras, MP, FNQ e MBC – e teve com marco inicial a 1ª. Oficina de Trabalho em dezembro de 2009, que reuniu cerca de 50 entidades, com o intuito de contribuir de modo efetivo para a melhoria da gestão na cadeia nacional de fornecedores de bens e serviços da Petrobras, tornando-a mais competitiva em escala global, sustentável nas dimensões econômica, social e ambiental, e dotada de elevada capacidade de inovação, mobilização e integração.


Liderada pela Petrobras, em parceria com o MP, a FNQ e o MBC, e com a participação de entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Centro de Gestão e Estudos estratégicos (CGEE), o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) da Presidência da República e diversas associações empresariais, a rede de melhoria de gestão atuará em assuntos como capacitação em gestão e inovação por parte das empresas, a incorporação efetiva da prática de sustentabilidade econômica, social e ambiental e o aprimoramento da gestão pública e do ambiente de negócios. Dentre as propostas a serem trabalhadas na rede, estão aspectos de gestão relacionados à desoneração tributária dos investimentos, a concessão de financiamentos em condições próximas às dos financiamentos internacionais, a adequação de infraestrutura e logística e o desenvolvimento da engenharia nacional. Em integração com o SEBRAE e o SENAI, será trabalhada a capacitação das empresas para o desenvolvimento da cadeia regional de fornecedores. A rede de gestão atuará em articulação com outras iniciativas de sucesso existentes, como Prominp e o Centro de Excelência em Engenharia, Suprimento e Construção (CE-EPC).
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