Energia elétrica

Em 2916, qualidade do fornecimento de energia elétrica melhorou em todo o Brasil

Redação/Assessoria ANEEL
20/03/2017 13:52
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Em 2016 o sistema de distribuição de energia elétrica ficou disponível 99,82%. Isso significa que, das 8.760 horas do ano, os consumidores ficaram 15,82 horas em média sem energia, uma redução de 15% ao valor registrado em 2015.

É o melhor desempenho das distribuidoras desde 2008, saindo em 2015 de 18,60 horas, em média, de duração de interrupção de energia (DEC*) para 15,82 horas ao ano.

O avanço é resultado de ações da ANEEL como as novas regras de qualidade nos contratos de concessão, a adoção de planos de resultados para as distribuidoras que apresentavam pior desempenho e a compensação financeira ao consumidor. A recuperação das distribuidoras com número de unidades consumidoras acima de 400 mil foi o que mais contribuiu para a redução do DEC Brasil.

A frequência (FEC*) no número de interrupções se manteve em trajetória decrescente, com queda média de 9,86 vezes em 2015, para 8,87 vezes em 2016.

O valor de compensações pagas ao consumidor, em consonância com a melhoria no serviço, caiu de R$ 656,89 milhões, em 2015, para R$ 568,33 milhões em 2016.

* DEC – Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora – Tempo que, em média, no período de observação, cada unidade consumidora ficou sem energia elétrica.

** FEC – Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora – Número de interrupções ocorridas, em média, no período de observação

Desempenho por distribuidora

A ANEEL avaliou todas as concessionárias do país para o período de janeiro a dezembro de 2016, divididas em dois grupos: 32 concessionárias de distribuição consideradas de grande porte, com número de unidades consumidoras maior que 400 mil; e 30 concessionárias consideradas de menor porte, com o número de unidades consumidoras menor ou igual a 400 mil.

Das empresas com mais de 400 mil consumidores, as melhores colocadas foram a Companhia Energética do Maranhão (Cemar), seguida da Companhia Energética do Ceará (Coelce) e da Energisa Paraíba (EPB). A distribuidora que mais evoluiu em 2016 foi a Energisa Mato Grosso (EMT) com um avanço de 16 posições em comparação ao ano de 2015. As três últimas foram a Companhia Energética de Goiás (Celg-D), em 32º, a Ampla Energia e Serviços (Ampla), em 31º lugar, e a Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo (Eletropaulo), em 30º. Além disso, as concessionárias que mais regrediram foram Amazonas Distribuidora de Energia (AmE) e Companhia Piratininga e Força e Luz (CPFL-Piratininga), com recuo de 5 posições em comparação a 2015.

Das empresas com menos de 400 mil consumidores, as três melhores foram: Empresa Força e Luz João Cesa (EFLJC, SC), Energisa Borborema (EBO, PB) e a DME Distribuição (DMED, MG). A distribuidora que mais evoluiu foi a Companhia Hidroelétrica São Patrício (Chesp, GO), com um avanço de nove posições comparado com 2015. As três últimas nesse grupo foram a Força e Luz Coronel Vivida Ltda. (Forcel, PR)*, em 30º, a Boa Vista Energia (Boa Vista, RR), em 29º, e a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), em 28º lugar.

A classificação é elaborada com base no Desempenho Global de Continuidade (DGC), formado a partir da comparação dos valores apurados de DEC e FEC das concessionárias em relação aos limites estabelecidos pela ANEEL. O ranking é um instrumento que incentiva as concessionárias a buscarem a melhoria contínua da qualidade do serviço.

Desde 2013, o ranking é utilizado para definição das tarifas de energia elétrica. As empresas são incentivadas a melhorar a qualidade e são compensadas por meio de ajuste em suas tarifas. Da mesma forma, as distribuidoras que pioram o seu desempenho têm suas tarifas reduzidas.

O ranking da continuidade do serviço é publicado anualmente pela ANEEL. Veja aqui o ranking dos anos anteriores.

 

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