Energia Nuclear

Eletrobras recebe autorização para prosseguir com Angra 3

TCU autoriza licitação da montagem eletromecânica.

Redação TN/ Ascom Eletrobras
30/09/2013 10:10
Eletrobras recebe autorização para prosseguir com Angra 3  Imagem: Canteiro de obras de Angra 3. Divulgação Eletronuclear Visualizações: 1393

 

Eletrobras Eletronuclear recebe autorização do TCU para prosseguir com a licitação da montagem eletromecânica de Angra 3   
     
A Eletrobras Eletronuclear, após as pertinentes adequações do edital, estará apta a dar prosseguimento à licitação para o serviço de montagem eletromecânica da usina nuclear Angra 3. O Tribunal de Contas da União (TCU) publicou acórdão sobre a auditoria realizada no edital da concorrência, dando sinal verde para que a empresa retome os trâmites licitatórios. O voto do ministro Raimundo Carreira, relator do processo, foi pela aprovação com algumas ressalvas e que, em plenário, foi aprovado pelos outros ministros.
A principal alteração solicitada pelo tribunal foi a de redução de pouco mais de R$ 10 milhões do valor total orçado (de 2,983 bilhões) referentes à interpretação diversa da aplicação do cálculo de encargos sociais, cesta básica, alimentação, transporte e outros itens de custos indiretos. O TCU determinou, ainda, que os valores considerados no orçamento e referentes aos ítens classificados como folga de campo e extensão do plano médico e odontológico aos dependentes dos empregados envolvidos na execução da montagem somente poderão ser pagos às contratadas, proporcionalmente, depois de homologados por meio de acordo coletivo de trabalho.
Assim a empresa pretende publicar, em breve, novo edital de convocação para que as empresas habilitadas possam apresentar suas propostas comerciais – última etapa da concorrência. Os consórcios participantes da licitação são o UNA 3 (formado pelas empresas Norberto Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e UTC Engenharia) e o Angra 3 (composto por Queiroz Galvão, Empresa Brasileira de Engenharia e Techint). 
O orçamento da montagem, de R$ 2,98 bilhões, é calculado a partir da base de preços de janeiro de 2013 e os serviços são divididos em dois pacotes. O primeiro está relacionado ao sistema primário, que cobrirá as atividades mais associadas à parte nuclear, no valor estimado de R$ 1,31 bilhão. O segundo, no valor previsto de R$ 1,67 bilhão, é voltado para os sistemas de água de alimentação, vapor de alta e baixa pressão e resfriamento com água salgada e sistemas de geração de energia elétrica da usina.
O valor do orçamento de montagem também havia sido questionado pelos consórcios participantes da licitação, alegando que o orçamento deveria ser revisto para cima. A Eletronuclear irá notificar essas empresas, informando que seguirá a determinação do TCU.
Situação atual das obras
Até o momento, foram executados aproximadamente 50% das obras civis da usina, com mais de 100 mil metros cúbicos de concreto estrutural já lançados. O empreendimento demandará investimentos totais diretos de cerca de R$ 13,93bilhões (base de preço – 12/2012). 
Atualmente, cerca de três mil profissionais estão trabalhando no canteiro de obras, sendo que 80% são moradores da região circunvizinha à Central Nuclear. Esse efetivo tende a aumentar no primeiro semestre de 2014, tendo em vista a mobilização das empresas que executarão os serviços de montagem eletromecânica, o que incrementará significativamente o ritmo do empreendimento.
A expectativa da Eletronuclear é que Angra 3 comece a produzir energia elétrica  em maio de 2018. Quando entrar em operação comercial, a nova unidade, com potência de 1.405 MWe, será capaz de gerar mais de 10 milhões de MWh por ano, energia suficiente para abastecer as cidades de Brasília e Belo Horizonte durante o mesmo período.
Potência instalada: 1.405 MW 
Projeto Básico: Siemens/KWU, atual Areva 
Reator PWR (água leve pressurizada) 
Área: cerca de 82.000 m² 
Concreto: 200.000 m3 
Aço: 30.800 t 
Equipamentos: 17 mil t 
Pintura: 370 mil m2 
Grau de nacionalização: 54% (em valor) 
Investimento: R$ 13,9 bilhões para conclusão (base de preço – 12/2012) 
 

A Eletrobras Eletronuclear, após as pertinentes adequações do edital, estará apta a dar prosseguimento à licitação para o serviço de montagem eletromecânica da usina nuclear Angra 3. O Tribunal de Contas da União (TCU) publicou acórdão sobre a auditoria realizada no edital da concorrência, dando sinal verde para que a empresa retome os trâmites licitatórios. O voto do ministro Raimundo Carreira, relator do processo, foi pela aprovação com algumas ressalvas e que, em plenário, foi aprovado pelos outros ministros.


A principal alteração solicitada pelo tribunal foi a de redução de pouco mais de R$ 10 milhões do valor total orçado (de 2,983 bilhões) referentes à interpretação diversa da aplicação do cálculo de encargos sociais, cesta básica, alimentação, transporte e outros itens de custos indiretos. O TCU determinou, ainda, que os valores considerados no orçamento e referentes aos ítens classificados como folga de campo e extensão do plano médico e odontológico aos dependentes dos empregados envolvidos na execução da montagem somente poderão ser pagos às contratadas, proporcionalmente, depois de homologados por meio de acordo coletivo de trabalho.


Assim a empresa pretende publicar, em breve, novo edital de convocação para que as empresas habilitadas possam apresentar suas propostas comerciais – última etapa da concorrência. Os consórcios participantes da licitação são o UNA 3 (formado pelas empresas Norberto Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e UTC Engenharia) e o Angra 3 (composto por Queiroz Galvão, Empresa Brasileira de Engenharia e Techint). 


O orçamento da montagem, de R$ 2,98 bilhões, é calculado a partir da base de preços de janeiro de 2013 e os serviços são divididos em dois pacotes. O primeiro está relacionado ao sistema primário, que cobrirá as atividades mais associadas à parte nuclear, no valor estimado de R$ 1,31 bilhão. O segundo, no valor previsto de R$ 1,67 bilhão, é voltado para os sistemas de água de alimentação, vapor de alta e baixa pressão e resfriamento com água salgada e sistemas de geração de energia elétrica da usina.


O valor do orçamento de montagem também havia sido questionado pelos consórcios participantes da licitação, alegando que o orçamento deveria ser revisto para cima. A Eletronuclear irá notificar essas empresas, informando que seguirá a determinação do TCU.


Situação atual das obras


Até o momento, foram executados aproximadamente 50% das obras civis da usina, com mais de 100 mil metros cúbicos de concreto estrutural já lançados. O empreendimento demandará investimentos totais diretos de cerca de R$ 13,93bilhões (base de preço – 12/2012). 


Atualmente, cerca de três mil profissionais estão trabalhando no canteiro de obras, sendo que 80% são moradores da região circunvizinha à Central Nuclear. Esse efetivo tende a aumentar no primeiro semestre de 2014, tendo em vista a mobilização das empresas que executarão os serviços de montagem eletromecânica, o que incrementará significativamente o ritmo do empreendimento.


A expectativa da Eletronuclear é que Angra 3 comece a produzir energia elétrica  em maio de 2018. Quando entrar em operação comercial, a nova unidade, com potência de 1.405 MWe, será capaz de gerar mais de 10 milhões de MWh por ano, energia suficiente para abastecer as cidades de Brasília e Belo Horizonte durante o mesmo período.


Potência instalada: 1.405 MW Projeto Básico: Siemens/KWU, atual Areva Reator PWR (água leve pressurizada) Área: cerca de 82.000 m² Concreto: 200.000 m3 Aço: 30.800 t Equipamentos: 17 mil t Pintura: 370 mil m2 Grau de nacionalização: 54% (em valor) Investimento: R$ 13,9 bilhões para conclusão (base de preço – 12/2012)  

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