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EDP no Brasil alcança EBITDA de R$ 344 milhões no 2T09

A EDP, subsidiária brasileira do grupo português EDP, alcançou resultados financeiros positivos no segundo trimestre deste ano. A empresa encerrou o período registrando EBITDA (resultado antes dos juros, impostos, resultados financeiros, resultado não operacional, depreciação e amortização)

Redação
30/07/2009 10:11
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A EDP, subsidiária brasileira do grupo português EDP, alcançou resultados financeiros positivos no segundo trimestre deste ano. A empresa encerrou o período registrando EBITDA (resultado antes dos juros, impostos, resultados financeiros, resultado não operacional, depreciação e amortização) de R$ 344,1 milhões, acréscimo de 6,5% em relação ao segundo trimestre de 2008.


 
 “O saldo favorável é decorrente principalmente de maior eficiência do Grupo na redução de gastos gerenciáveis, que contabiliza o sexto trimestre mantendo uma escala de redução consecutiva”, explica António Pita de Abreu, diretor-presidente da EDP no Brasil.


A receita líquida consolidada totalizou R$ 1,116 bilhão, redução de 1% ante o mesmo trimestre de 2008. Esta pequena queda é explicada basicamente pela saída da Enersul do portifólio da área de distribuição da Empresa. Em contrapartida, a área obteve um avanço proveniente de 0,6% de aumento no volume de energia vendida a clientes finais e ainda do reajuste de tarifas das distribuidoras do Grupo, que ocorreram em agosto e outubro de 2008, respectivamente.


 
A área de geração também contribuiu para o bom desempenho da receita líquida, em virtude do crescimento de 29,3% no volume de energia vendida e do aumento de 4,2% no preço médio de energia, conseqüência dos reajustes de contratos de venda de energia.

 


Houve ainda a participação relevante da área de comercialização, que registrou trimestre recorde em venda de energia, com um aumento de 14,5% em relação ao 2T08. “Neste trimestre focamos a comercialização em mercado de curto prazo, uma estratégia adotada para acompanhar a recuperação de alguns setores da economia”, afirma Pita de Abreu.


 
Os gastos gerenciáveis consolidados, excluindo depreciação e amortização, reduziram 12,2% em relação ao segundo trimestre de 2008, resultado do controle de custos nas empresas do Grupo, com redução nos gastos com pessoal, materiais e serviços de terceiros. Além disso, há o impacto da finalização da operação de permuta de ativos (Enersul e Lajeado), que gerou uma economia de R$ 51 milhões. 


 
Neste segundo trimestre, o lucro líquido consolidado totalizou R$ 212,5 milhões, acréscimo de R$ 212 milhões em comparação ao mesmo período de 2008, quando foi reportado apenas R$ 507 mil, devido ao  efeito negativo de R$ 129 milhões referentes à amortização do ágio da Enersul. O lucro líquido deste segundo trimestre contempla o resultado positivo de R$ 121,0 milhões da alienação da ESC 90. Excluindo o efeito do resultado de 2008, o lucro líquido do 2T09 apresentaria um aumento de 64%.

 

Investimentos


Neste segundo trimestre, os investimentos totalizaram R$ 188,2 milhões, saldo 4,4% menor em comparação ao desembolsado pela Companhia em igual trimestre de 2008. Os recursos foram distribuídos entre geração (47%) e distribuição (52%).


 
A maior parte dos valores destinados à área de geração foi reservada à conclusão das obras da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Santa Fé (ES) e para a construção de Pecém Energia (CE).

 

Para a área de distribuição, neste segundo trimestre, foram destinados R$ 98,1 milhões, usados, principalmente, para melhoria nas redes das distribuidoras do Grupo e na plataforma comercial de suporte às atividades das distribuidoras.


 
Geração


Neste segmento, durante o segundo trimestre, o volume de energia vendida pelas usinas do Grupo alcançou 1.846,3 GWh, avanço de 29,3% em relação aos 1.428,2 GWh vendidos no 2T08. O saldo reflete a consolidação da energia vendida pela Lajeado Energia e Investco (+474,8 GWh), que está contabilizada desde setembro de 2008, além do início de entrega de energia pela PCH Santa Fé (+33,7 GWh), em pleno funcionamento desde junho passado.


 
O plano de negócios da Empresa prevê que este crescimento na capacidade de geração ampliará, até 2012, a capacidade instalada total para 2.116 MW. “Mantivemos a estratégia de crescer no segmento de geração por meio de uma abordagem seletiva de projetos para entregar crescimento rentável e orientado para a criação valor”, explica António Pita de Abreu.


 
Para isso, no início de julho de 2008, foram iniciadas as obras de instalação da termelétrica Pecém Energia, cujo início de operação comercial da planta pode ocorrer antes de janeiro de 2012, data em que se inicia o compromisso de entrega de energia assumido no Mercado Regulado.


 
Distribuição


O volume de energia distribuída pela EDP Bandeirante e EDP Escelsa reduziu 9,2%, equivalente a 5,1 GWh, enquanto no segundo trimestre de 2008 o volume distribuído foi de 5,6 GWh. 

 


Já o volume total de energia vendida a clientes finais (residencial, industrial, comercial e rural) somou 3.319.444 megawatts hora, acréscimo de 0,6% em comparação a igual período de 2008.


Comercialização


Neste trimestre, a comercializadora da EDP apresentou recorde em venda de energia. O volume comercializado totalizou 2.050 GWh contra 1.790 GWh no 2T08, ampliação de 14,5%.


No mês de junho de 2009, a área de comercialização superou os 1.000 MW médios, volume histórico que supera o recorde anterior obtido em março deste ano, que chegou a 968 MW médios.


 
Além de aproveitar as oportunidades no segmento de curto prazo, o crescimento também é fruto dos contratos vendidos no Leilão de Ajuste.


 
Endividamento


A dívida bruta consolidada situou-se em R$ 3,026 bilhões em junho deste ano, 3% superior ao valor de março de 2009.


 
A dívida líquida, ajustada pelos valores de caixa/aplicações e pelo saldo líquido de ativos regulatórios, chegou a R$ 2,4 bilhões em junho de 2009, valor levemente superior ao registrado em março de 2009. Do total da dívida bruta no final de junho de 2009, 6,2% estavam denominados em moedaestrangeira, dos quais 16,6% protegidos da variação cambial por meio de instrumentos de hedge, resultando em uma exposição líquida de 5,2%. 

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