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EDP Energias do Brasil registra EBITDA de R$ 340 milhões no primeiro trimestre

A EDP Energias do Brasil, empresa do Grupo EDP, registrou no primeiro trimestre deste ano EBITDA (resultado antes dos juros, impostos, resultados financeiros, resultado não operacional, depreciação e amortização) de R$ 340 milhões.

Assessoria
07/05/2009 14:16
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A EDP Energias do Brasil, empresa do Grupo EDP, registrou no primeiro trimestre deste ano EBITDA (resultado antes dos juros, impostos, resultados financeiros, resultado não operacional, depreciação e amortização) de R$ 340 milhões.

 

“O resultado desse trimestre foi impactado em relação ao cenário apresentado em 2008, quando o preço da energia no mercado livre atingiu níveis excepcionalmente elevados, e pela redução do consumo dos clientes industriais afetados pela atual crise econômica”, afirma António Pita de Abreu, diretor-presidente da EDP Energias do Brasil.

 


A área de distribuição (Bandeirante e Escelsa) registrou um EBITDA de R$ 179,6 milhões, acréscimo de 24,7% em relação a igual trimestre do ano passado. Já em geração, o valor do EBITDA manteve-se estável em R$ 176 milhões nos primeiros três meses de 2009. 


 

A receita líquida consolidada totalizou R$ 1,116 bilhão neste primeiro trimestre, montante 7,6% inferior à receita obtida no mesmo período de 2008. Esta queda é explicada pelo ganho extraordinário obtido pelo Grupo no primeiro trimestre de 2008, em razão da elevação dos preços do mercado spot e da saída da empresa de distribuição Enersul (MS) do perímetro de consolidação. Já o lucro líquido consolidado destes primeiros três meses do ano alcançou R$ 117,3 milhões.

 


Os gastos gerenciáveis consolidados, excluindo depreciação e amortização, reduziram 17,4% em relação ao 1T08, resultado do controle de custos nas empresas do Grupo e também pela finalização da operação de permuta de ativos (Enersul e Lajeado Investco).

 


No primeiro trimestre de 2009, registrou-se gasto adicional de R$13,2 milhões em função da reestruturação do Grupo. Esse custo adicional deverá ser compensado com redução na rubrica em até 1 ano. “Realizamos a primeira fase da reestruturação que levou a redução em 40% dos cargos de chefia, diminuindo os níveis de cinco para três”, afirma Pita de Abreu.

 


Pita de Abreu acrescenta que estão em andamento e devem ser concluídas até o fim deste ano outras ações para o redesenho dos processos e atividades que consolidarão a nova estrutura da empresa e devem produzir efeitos positivos no desempenho do Grupo.

 

Investimentos

 


Neste trimestre, os investimentos totalizaram R$ 120,1 milhões, valor 23% inferior ao registrado em igual trimestre de 2008, devido basicamente à saída de Enersul do perímetro de consolidação do primeiro trimestre de 2009.  Os valores foram distribuídos entre geração (44%) e distribuição (55%).
Na geração, houve crescimento de investimento de 8,3% em relação ao primeiro trimestre de 2008, totalizando R$ 52,0 milhões. Esse aumento deveu-se aos investimentos na usina térmica Porto do Pecém.

 


No segmento de distribuição, os investimentos no 1T09 somaram R$ 66,8 milhões dirigidos, principalmente, a melhorias nas redes da Bandeirante e da Escelsa. Os valores estão praticamente em linha se desconsiderarmos a Enersul do portfólio. O investimento destinado para universalização nos três primeiros meses pelas duas distribuidoras da EDP Energias do Brasil totalizou R$ 2,4 milhões.


Geração


 

Neste segmento, o volume de energia vendida pelas usinas do Grupo no trimestre alcançou 1.890,6 GWh, acréscimo de 22,9% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram vendidos 1.537,9 GWh. Este aumento do volume de energia vendida é efeito da consolidação do volume vendido pela Lajeado Energia e Investco (471 GWh) desde setembro de 2008 e início de entrega de energia pela PCH Santa Fé (36,2 GWh), localizada no Espírito Santo.

 


Com a entrada em operação, neste ano, da PCH Santa Fé, cuja licença de operação foi obtida em abril, e das conclusões das obras de repotenciações, em 2010, a capacidade instalada da EDP alcançará 1.756 megawatts. E, com o início da operação comercial de Pecém I, a Empresa chegará aos  2.116 MW,  meta prevista para  2012.


 
Distribuição
Neste mercado, o volume total de energia vendida a clientes finais (residencial, industrial, comercial e rural) totalizou um pouco mais de 3,3 GWh, o que representa um acréscimo de 0,5% em relação a idêntico período de 2008. No total, o volume de energia distribuída por Bandeirante e Escelsa reduziu 9%, ficando em 5,0 GWh, enquanto no primeiro trimestre de 2008 o volume distribuído foi de 5,5 GWh.

 


O setor que mais contribuiu para este resultado foi o Industrial, com queda de 11,4%. Na área da Bandeirante, o baixo desempenho foi verificado nas atividades de veículos automotores, equipamentos elétricos, borracha e plástico. Na área de atuação da Escelsa, o setor mais afetado foi de pedras ornamentais, que representa 37% do mercado industrial cativo. 


 
Comercialização


A Enertrade comercializou 1.727 GWh, uma redução de 3,5% em relação aos 1.789 GWh negociados no mesmo período de 2008. Entretanto, a empresa registrou em março a comercialização de 969 megawatts médios, recorde histórico de venda de energia desde agosto de 2007, quando o índice chegou 955 megawatts médios. Esse aumento é reflexo do início de suprimentos dos contratos resultantes do 9º Leilão de Ajuste, em que a Enertrade foi a segunda maior vendedora.


 
Endividamento


A dívida bruta consolidada registrou R$ 2,9 bilhões em março deste ano, 5% inferior ao valor de dezembro de 2008. Este incremento do montante da dívida bruta consolidada no período está relacionado à entrada formal da EDP Energias do Brasil na empresa Porto do Pecém S.A.

 


A dívida líquida ajustada pelos valores de caixa/aplicações e pelo saldo líquido de ativos regulatórios chegou a R$ 2,3 bilhões. A relação dívida líquida/EBITDA encerrou o mês de março em 1,8 vezes, demonstrando uma posição favorável de alavancagem da Companhia.

 


Do total da dívida bruta no final de março de 2009, 8,2% estavam denominados em moeda estrangeira, sendo que 17,1% estão protegidos da variação cambial por meio de instrumentos de hedge, resultando em uma exposição líquida de 6,8%.
 
   


Os vencimentos de dívida em 2009 totalizam R$ 922 milhões, parte dos quais (R$ 280 milhões) referem-se ao empréstimo-ponte de Pecém I, o qual será liquidado com os recursos dos financiamentos de longo prazo (project finance) em fase final de negociação junto ao BNDES e ao BID. Outra parte diz respeito ao financiamento bancário de R$ 257 milhões, captados pela holding EDP Energias do Brasil em outubro do ano passado para liquidação parcial do direito de recesso e que vence em dezembro deste ano, o qual será liquidado com a geração de caixa do Grupo ao longo do ano. Os demais vencimentos referem-se a amortizações de dívidas de longo prazo nas afiliadas dos segmentos de geração e distribuição.  

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