Internacional

Economia chinesa em fase de "nova normalidade", afirma Li Yuanchao

Agência EFE
22/01/2016 12:20
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A economia da China entrou em uma fase de "nova normalidade", com um crescimento que tentará se concentrar mais na qualidade do que na velocidade, disse nesta quinta-feira o vice-presidente do país, Li Yuanchao.

Durante um discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, Li descreveu esse novo período como de "crescimento mais estável", baseado em uma maior diversificação dos setores que o sustentam.

"Para essa nova normalidade, precisamos mudar o modelo de crescimento, mudar o conceito de desenvolvimento, a maneira como crescemos, e nos concentramos mais na qualidade do que na velocidade", afirmou o vice-presidente, em um dos encontros mais esperados nesta 46ª do Fórum Econômico Mundial.

A China é uma das protagonistas da reunião anual de líderes mundiais, empresários, executivos e acadêmicos por causa de sua recente desaceleração econômica.

"A prioridade da China nos próximos anos será manter um crescimento meio-alto", explicou Li, que garantiu que o país se mantém atrativo para os investidores internacionais.

Somente no ano passado, a China recebeu US$ 126 bilhões em investimentos diretos, de acordo com o vice-presidente do país, um crescimento de 5,6% em relação ao ano passado.

A desaceleração do ritmo da expansão da economia provocou uma queda na demanda por matérias-primas, o que contribuiu para derrubar as cotações de várias commodities ao longo de 2015.

"A China continua sendo a maior força motora do crescimento global", destacou Li, rebatendo os temores causados pela confirmação de que a economia do país avançou 6,9% no ano passado e que a projeção para 2016 é de 6,8%.

Para exemplificar a força econômica da China, o vice-presidente revelou que o PIB do país cresceu US$ 500 bilhões em 2015, o maior aumento em nível mundial, em uma economia que produz US$ 10 trilhões. O consumo interno registrou um aumento de 66,4% no ano passado, uma alta de 15,4% em relação a 2014, enquanto os investimentos subiram 30,3%.

"Temos um grande potencial, capacidade de resistência e um amplo espaço para ajustar nossas políticas econômicas", disse Li.

 

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