Economia

EAS pode se tornar o maior da América Latina

Folha de Pernambuco
05/04/2010 09:45
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Com base na carteira de encomendas que tem hoje, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) caminha para tornar-se o maior e mais moderno estaleiro da América do Sul. Essa é uma avaliação que surge dos envolvidos no polo naval graças à capacidade de ampliação da referida empresa, que analisa a hipótese de crescimento do empreendimento no futuro.


Atualmente, o pacote do EAS inclui a construção de dez Suezmax, cinco tankers Aframax, quatro Suezmax de posicionamento dinâmico (mais evoluído tecnicamente para explorar as regiões do pré-sal) e três Aframax de posicionamento dinâmico. Não obstante, há de se fazer o casco da plataforma P-55 - a estrutura será concluída no Rio Grande do Sul e poderá produzir 180 mil barris por dia.


O Estaleiro é uma obra de R$ 1,8 bilhão, que terá capacidade de processamento de 160 mil toneladas de aço por ano, ocupando uma área de 162 hectares. Um dos seus diferenciais são os guindastes pórticos Goliath (com capacidade de 1,5 mil toneladas cada e 2,7 mil toneladas em união). O EAS está praticamente edificado, tendo 96% das suas construções finalizadas. A perspectiva é de que esteja tudo terminado até o fim do primeiro semestre.


O consórcio que gere o Estaleiro é constituído pelas empresas Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Aker Promar e conta a tecnologia da coreana Samsung. A responsabilidade social e sustentabilidade são exigidas pela legislação vigente. Então, está em terraplenagem um condomínio com 1.328 casas para os operários, além de programas que elevam o nível de escolaridade dos habitantes do entorno de Suape e da criação de um Centro Treinamento (R$ 3,5 milhões), doado ao Governo do Estado. O EAS gera quatro mil empregos na operação, seis mil na obra e 20 mil indiretos.

 

Fonte: Folha de Pernambuco

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