Energia

Diversificação da matriz energética movimenta o setor

Eólicas e termelétricas a bagaço de cana crescem no cenário nacional.

Revista TN Petróleo, Redação com Assessoria
07/01/2014 09:53
Visualizações: 671

 

A matriz energética brasileira, de acordo com o Plano Decenal de Energia do Ministério de Minas e Energia (MME), apresentará grandes modificações nos próximos dez anos. A tendência é que predomine a fonte hídrica, além da eólica e das termelétricas a bagaço de cana. Segundo o MME, estas três fontes representarão 80% da matriz. "Esta diversificação pode ocorrer por várias razões. A principal delas está no fato de que a fonte hidrelétrica de porte, que tem os melhores preços finais para a energia e é renovável, encontra dificuldades para sua expansão", afirma Walfrido Ávila, presidente da Trade Energy.
O executivo acrescenta que os custos para a implantação do sistema eólico continuam cada vez menores, em decorrência de fatores como: desenvolvimento da indústria nacional de equipamentos e a crise mundial que afetou os Estados Unidos e a Europa. "Já as termelétricas prosseguem com importante papel para a complementação hidrelétrica, principalmente, a partir da adoção de critérios mais rígidos de segurança no suprimento com a Resolução CNPE nº 3, quando foi introduzido um mecanismo de aversão ao risco", declara Ávila.
As fontes novas de energia são majoritariamente bancadas pelo mercado cativo com preços crescentes. "Já o mercado livre, que corresponde a 27% da fatia energética, tem acesso ao excedente comercializado com preços competitivos, o que pode ser considerado o motor propulsor para sua expansão", enfatiza o executivo.
Grande parte deste crescimento energético é suportada pela realização de leilões regulados de compra de energia, que contam com a bancabilidade garantida pelos contratos de compra, responsáveis por transmitir condições favoráveis de investimento. "Os demais agentes do setor, incluindo as comercializadoras de energia, estão realizando um trabalho, junto ao governo e ao BNDES, para estender esta garantia ao mercado livre", diz o especialista.
Segundo o presidente, ainda há incertezas em relação à disponibilidade do gás natural para geração de energia elétrica. "O preço competitivo deste combustível assegura inserção estável desta geração na matriz. A licitação de novas áreas para exploração de gás natural e shale gas cria a expectativa de aumento da oferta desse energético".
Atualmente, o setor trabalha com excedentes de segurança. "Este cenário indica que a garantia física disponível, em sua totalidade, é superior à demanda. O que assegura um mercado competitivo do lado da oferta, possibilitando acesso à energia com preços módicos", finaliza Walfrido Ávila.

A matriz energética brasileira, de acordo com o Plano Decenal de Energia do Ministério de Minas e Energia (MME), apresentará grandes modificações nos próximos dez anos. A tendência é que predomine a fonte hídrica, além da eólica e das termelétricas a bagaço de cana. Segundo o MME, estas três fontes representarão 80% da matriz. "Esta diversificação pode ocorrer por várias razões. A principal delas está no fato de que a fonte hidrelétrica de porte, que tem os melhores preços finais para a energia e é renovável, encontra dificuldades para sua expansão", afirma Walfrido Ávila, presidente da Trade Energy.

O executivo acrescenta que os custos para a implantação do sistema eólico continuam cada vez menores, em decorrência de fatores como: desenvolvimento da indústria nacional de equipamentos e a crise mundial que afetou os Estados Unidos e a Europa. "Já as termelétricas prosseguem com importante papel para a complementação hidrelétrica, principalmente, a partir da adoção de critérios mais rígidos de segurança no suprimento com a Resolução CNPE nº 3, quando foi introduzido um mecanismo de aversão ao risco", declara Ávila.

As fontes novas de energia são majoritariamente bancadas pelo mercado cativo com preços crescentes. "Já o mercado livre, que corresponde a 27% da fatia energética, tem acesso ao excedente comercializado com preços competitivos, o que pode ser considerado o motor propulsor para sua expansão", enfatiza o executivo.

Grande parte deste crescimento energético é suportada pela realização de leilões regulados de compra de energia, que contam com a bancabilidade garantida pelos contratos de compra, responsáveis por transmitir condições favoráveis de investimento. "Os demais agentes do setor, incluindo as comercializadoras de energia, estão realizando um trabalho, junto ao governo e ao BNDES, para estender esta garantia ao mercado livre", diz o especialista.

Segundo o presidente, ainda há incertezas em relação à disponibilidade do gás natural para geração de energia elétrica. "O preço competitivo deste combustível assegura inserção estável desta geração na matriz. A licitação de novas áreas para exploração de gás natural e shale gas cria a expectativa de aumento da oferta desse energético".

Atualmente, o setor trabalha com excedentes de segurança. "Este cenário indica que a garantia física disponível, em sua totalidade, é superior à demanda. O que assegura um mercado competitivo do lado da oferta, possibilitando acesso à energia com preços módicos", finaliza Walfrido Ávila.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Biometano
Biometano em foco com debate sobre crédito, regulação e ...
12/02/26
Pessoas
Mario Ferreira é o novo gerente comercial da Wiz Corporate
11/02/26
Resultado
Portos brasileiros movimentam 1,4 bilhão de toneladas em...
10/02/26
Energia Elétrica
Lançamento de chamada do Lab Procel II reforça o Rio com...
10/02/26
Energia Elétrica
Prime Energy firma novo contrato com o Hotel Villa Rossa...
10/02/26
Energia Elétrica
ABGD apresenta à ANEEL estudo técnico sobre impactos da ...
09/02/26
Tecnologia e Inovação
Brasil estrutura marco normativo para gêmeos digitais e ...
07/02/26
PD&I
Firjan SENAI SESI traz primeira edição do "Finep pelo Br...
06/02/26
Bacia de Campos
Em janeiro, BRAVA Energia renova recorde de produção em ...
06/02/26
Pessoas
Mauricio Fernandes Teixeira é o novo vice-presidente exe...
06/02/26
Internacional
Petrobras fica com 42,5% de bloco exploratório offshore ...
06/02/26
Sergipe Oil & Gas 2026
Ampliação de espaço no Sergipe Oil & Gas vai garantir ma...
05/02/26
Resultado
Produção dos associados da ABPIP cresce 22,8% em 2025 e ...
05/02/26
Descomissionamento
ONIP apresenta ao Governo Federal propostas para transfo...
04/02/26
Pessoas
Daniela Lopes Coutinho é a nova vice-presidente executiv...
04/02/26
Resultado
Com 4,897 milhões boe/d, produção de petróleo e gás em 2...
03/02/26
Pré-Sal
Três FPSOs operados pela MODEC fecharam 2025 entre os 10...
03/02/26
Pré-Sal
Shell dá boas-vindas à KUFPEC como parceira no Projeto O...
03/02/26
Gás Natural
GNLink recebe autorização da ANP e inicia operação da pr...
02/02/26
Gás Natural
Firjan percebe cenário positivo com redução nos preços d...
02/02/26
Etanol
Anidro e hidratado fecham mistos na última semana de jan...
02/02/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.