O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz, disse nesta quinta-feira (8) que a distribuição de combustíveis acontece durante 24 horas e irá ocorrer, inclusive, no domingo (11) para garantir o mais rápido possível a chegada do produto aos postos da Grande São Paulo. Ele esteve reunido no início da tarde com o governador Geraldo Alckmin, no Palácio dos Bandeirantes, na Zona Sul da capital.
“Estamos acelerando as operações, operando 24 horas e também direto no fim de semana para tentar restabelecer o mais rápido possível o abastecimento em toda a Grande São Paulo. Esperamos que até segunda ou terça-feira o consumidor possa encontrar combustível em todos os postos”, afirmou Vaz ao fim do encontro. Ele disse que as escoltas da Polícia Militar ainda estão disponíveis, mas não são mais necessárias desde a madrugada.
Alckmin disse que, no total, foram realizadas 127 escoltas para 276 caminhões que saíram de distribuidoras. Foram disponibilizados cerca de 600 carros da corporação, mais de 1.100 policiais militares e dois helicópteros para o monitoramento da situação. Uma sala de gerenciamento de crise foi montada na sede do Comando de Policiamento da capital, no Centro. “A polícia cumpriu o seu papel e continuará até a normalização completa”, afirmou Alckmin.
Ele disse que a Fundação Procon de São Paulo disponibilizou um canal especial no site para receber denúncias sobre preços abusivos de combustíveis. Foram recebidas até esta quinta-feira cerca de 200 denúncias de consumidores. Nesta quarta-feira (7), nove funcionários de postos que cobravam preços considerados abusivos foram presos pela Polícia Civil.
O comandante da Polícia Militar, coronel Álvaro Camilo, disse que não houve nenhuma prisão relacionada diretamente ao protesto dos motoristas de caminhões-tanque, que deixaram de transportar a carga em manifestação contra as restrições de circulação na Marginal Tietê e em outras vias da cidade. “Não tivemos prisão nenhuma ou qualquer tipo de confronto”, falou.
O secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, afirmou que um inquérito para apurar eventuais ameaças recebidas pelos caminhoneiros e também os preços abusivos foi instaurado no Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC). Foram policiais do departamento que realizaram as nove prisões nesta quarta.
O governador opinou sobre as restrições aos veículos na capital paulista, definidas pelo governo municipal. “Essa questão da logística é necessária para o estabelecimento de regras. Eu não conheço em detalhes, mas as restrições são sempre para ajudar na questão do trânsito.”