Avaliação

Diretor do BNDES defende prioridade para competitividade e produtividade

Crescimento da produtividade não acompanhou o do país.

Agência Brasil
15/05/2013 11:22
Visualizações: 1558

 

A inovação é a peça-chave para garantir o aumento da competitividade e da produtividade industrial brasileira, segundo assegurou na segunda-feira (13) o diretor das áreas Industrial e de Mercado de Capitais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Julio Ramundo, ao abrir a 25ª edição do Fórum Nacional, promovido pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), no Rio de Janeiro.
“Somente conseguiremos avançar nosso estágio de desenvolvimento se esses dois pilares essenciais ao crescimento de longo prazo forem desenvolvidos”, observou Ramundo. Ele deixou claro que nenhum país desenvolvido teve êxito  sem um desempenho acima da média nessas duas áreas. A ampliação da produtividade é um grande desafio para o Brasil, reiterou o diretor do BNDES. O 25º Fórum Nacional se estenderá até a quinta-feira (16).
O dirigente do BNDES disse que, enquanto a economia brasileira cresceu à taxa média de 4% ao ano, na última década, com redução da taxa de desemprego aos níveis mais baixos da série histórica, o crescimento da produtividade não acompanhou esse processo na mesma proporção, como seria desejado.
Ele lembrou que a expansão da produtividade exige maior qualificação dos trabalhadores, com o objetivo de não só elevar a eficiência da mão de obra, mas também de capacitá-la para exercer funções de maior grau de sofisticação.
Julio Ramundo destacou ainda o papel que a inovação necessita desempenhar  para garantir o avanço econômico do país. “A inovação precisará se transformar em prática generalizada do sistema produtivo e empresarial do país. Em outras palavras, a inovação precisa  se transformar em diretriz estratégica do Brasil”.
O Brasil, segundo acentuou o diretor do BNDES, já se destaca em áreas com forte elemento de inovação tecnológica, entre as quais as de energias sustentáveis, biocombustíveis, agroindústria e pecuária. Outras áreas promissoras são, segundo ele, as de saúde, tecnologia da informação, aeroespacial, defesa, óleo e gás.
De acordo com dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE),  a China registrou avanços acima dos demais países em termos de investimentos na área de pesquisa e desenvolvimento, embora os Estados Unidos se mantenham respondendo pela metade do esforço mundial  nesse campo. O Brasil, por outro lado, “melhorou modestamente”.
A escala do esforço brasileiro em pesquisa e desenvolvimento (P&D) se mostra aquém do necessário, ressaltou Ramundo. A participação do setor privado nacional nos investimentos em P&D permanece abaixo da média mundial. Em algumas economias, o investimento privado nessa área supera 2% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma dos bens e serviços produzidos no país. Já o setor privado no Brasil  investe somente 0,6% do PIB.
Ramundo comemorou  a existência de um movimento empresarial pela inovação. O Programa Inova Empresa, lançado recentemente pelo governo federal, tem o objetivo de aumentar de forma significativa os investimentos privados nessa área. Segundo o diretor, não faltarão recursos do BNDES para apoiar projetos empresariais brasileiros em inovação tecnológica.

A inovação é a peça-chave para garantir o aumento da competitividade e da produtividade industrial brasileira, segundo assegurou na segunda-feira (13) o diretor das áreas Industrial e de Mercado de Capitais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Julio Ramundo, ao abrir a 25ª edição do Fórum Nacional, promovido pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), no Rio de Janeiro.


“Somente conseguiremos avançar nosso estágio de desenvolvimento se esses dois pilares essenciais ao crescimento de longo prazo forem desenvolvidos”, observou Ramundo. Ele deixou claro que nenhum país desenvolvido teve êxito  sem um desempenho acima da média nessas duas áreas. A ampliação da produtividade é um grande desafio para o Brasil, reiterou o diretor do BNDES. O 25º Fórum Nacional se estenderá até a quinta-feira (16).


O dirigente do BNDES disse que, enquanto a economia brasileira cresceu à taxa média de 4% ao ano, na última década, com redução da taxa de desemprego aos níveis mais baixos da série histórica, o crescimento da produtividade não acompanhou esse processo na mesma proporção, como seria desejado.


Ele lembrou que a expansão da produtividade exige maior qualificação dos trabalhadores, com o objetivo de não só elevar a eficiência da mão de obra, mas também de capacitá-la para exercer funções de maior grau de sofisticação.


Julio Ramundo destacou ainda o papel que a inovação necessita desempenhar  para garantir o avanço econômico do país. “A inovação precisará se transformar em prática generalizada do sistema produtivo e empresarial do país. Em outras palavras, a inovação precisa  se transformar em diretriz estratégica do Brasil”.


O Brasil, segundo acentuou o diretor do BNDES, já se destaca em áreas com forte elemento de inovação tecnológica, entre as quais as de energias sustentáveis, biocombustíveis, agroindústria e pecuária. Outras áreas promissoras são, segundo ele, as de saúde, tecnologia da informação, aeroespacial, defesa, óleo e gás.


De acordo com dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE),  a China registrou avanços acima dos demais países em termos de investimentos na área de pesquisa e desenvolvimento, embora os Estados Unidos se mantenham respondendo pela metade do esforço mundial  nesse campo. O Brasil, por outro lado, “melhorou modestamente”.


A escala do esforço brasileiro em pesquisa e desenvolvimento (P&D) se mostra aquém do necessário, ressaltou Ramundo. A participação do setor privado nacional nos investimentos em P&D permanece abaixo da média mundial. Em algumas economias, o investimento privado nessa área supera 2% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma dos bens e serviços produzidos no país. Já o setor privado no Brasil  investe somente 0,6% do PIB.


Ramundo comemorou  a existência de um movimento empresarial pela inovação. O Programa Inova Empresa, lançado recentemente pelo governo federal, tem o objetivo de aumentar de forma significativa os investimentos privados nessa área. Segundo o diretor, não faltarão recursos do BNDES para apoiar projetos empresariais brasileiros em inovação tecnológica.

 

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