Portos

Demora na execução de dragagem em Rio Grande preocupa agência marítima

Jornal Agora
28/11/2005 00:00
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A necessidade de execução do serviço vem sendo alertada desde o início de junho pelos diferentes segmentos da área portuária e pela Capitania dos Portos

Em 12 de julho, o governo do Estado do Rio Grande do Sul lançou o edital de licitação para realização do desassoreamento, mas até o momento não há previsão de início. O diretor da agência Rio Grande Ltda, James Kerr, observa que no ano passado a safra da soja teve uma quebra de 73% devido à estiagem e apenas 455 mil toneladas foram exportadas pelo porto rio-grandino neste ano. Já para 2006 a previsão é boa. Este ano, segundo Kerr, a produção pode atingir 8 milhões de toneladas, podendo ser exportadas três mil toneladas no próximo ano. E o canal corre o risco de ter seu calado reduzido, por falta de dragagem.

O calado normal do canal de acesso é 40 pés, mas atualmente vários pontos estão assoreados. O receio é que as exportações de soja, que se iniciam em abril de 2006, desta vez sejam prejudicadas pela impossibilidade de alguns navios entrarem no porto e receberam carga condizente com sua capacidade. "Os navios de soja do tipo Panamax podem carregar até 70 mil toneladas, mas aqui não carregam mais de 50 mil em condições normais de calado. Já somos prejudicados, pois o calado deveria ser de 45 pés. Se houver mais restrições, os prejuízos serão maiores. As autoridades precisam fazer a dragagem antes do início do escoamento da próxima safra", destacou Kerr. Peter Meyer, da Peter Cremer do Brasil Ltda, comprador de cargas, salienta que se o calado for reduzido, os navios só poderão carregar quantidade inferior à sua capacidade e isso pode significar maior custo do frete.

Neste caso, os custos terão que ser repassados ao vendedor ou o navio será desviado para outros portos. "Será prejuízo para o produtor, para Rio Grande e para o Estado", diz Meyer. James Kerr relata que os chineses compram no mínimo 60% da safra gaúcha de soja. Se o calado for reduzido, o navio terá que completar a carga em Santos, o que vai encarecer a importação. "Os chineses vão perder o interesse por este porto", afirma Kerr, acrescentando que Rio Grande é um porto estratégico para a China. Navios que vêm da Argentina, onde só podem embarcar 32 mil toneladas, completam a carga no porto rio-grandino. Ele observa que "a China continua sendo o maior mercado para a soja em grão, mas se o calado for reduzido, vamos perder espaço para outros portos". A dragagem vem sendo reivindicada por todos os segmentos da área portuária, inclusive pelos trabalhadores.

Sindicatos - Os sindicatos das Agências de Navegação Marítima (Sindanave) e dos Operadores Portuários (Sindop) e o Centro de Navegação estão convocando seus integrantes para assembléias gerais, marcadas para o dia 28. Eles irão discutir uma proposta de denúncia ao Ministério dos Transportes sobre o inadimplemento do governo do Estado com o convênio de delegação firmado entre a União e o Estado. Um dos destaques na denúncia será a não realização das dragagens de manutenção.

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