Energia Elétrica

Demanda de energia apresentou crescimento na pandemia, diz Balanço Energético

O crescimento de produção energética tem contribuição da Energia Solar

Redação TN Petróleo/Assessoria
18/11/2022 09:19
Demanda de energia apresentou crescimento na pandemia, diz Balanço Energético Imagem: Divulgação Visualizações: 2221

Mesmo com a pandemia por Covid-19, que levou a uma ligeira desaceleração da economia em Mato Grosso no ano de 2020, a demanda de energia apresentou um crescimento estimulado pela eletricidade no setor residencial e pelo óleo diesel no setor de transportes e agropecuário. É o que mostra o Balanço Energético do Estado de Mato Grosso e Mesorregiões, entregue num Workshop pelo Núcleo Interdisciplinar de Estudos em Planejamento Energético -NIEPE da UFMT à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado-SEDEC, na semana passada.

Para o presidente do Sindicato da Construção, Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica e Gás no Estado de Mato Grosso, Tiago Vianna (foto), o crescimento de produção energética tem parcela de contribuição da Energia Solar. "No ano de 2020, a produção de energia fotovoltaica no Brasil era de 8.017 de potência instalada (MW) saltando para 18.654 para o ano de 2021, com uma projeção de 24.928 de potência instalação para este ano. Hoje, Mato Grosso é o quarto estado em geração distribuída fotovoltaica com potência instalada de 765,4MW e Cuiabá a terceira cidade com maior potência instalada – 132,0 MW", afirma Vianna.

Ainda conforme o presidente, a projeção da Bloomberg New Energy Finance (BNEF), é que no ano de 2050 a energia solar fotovoltaica represente 32,2% da matriz elétrica brasileira. "Hoje as mesorregiões norte, nordeste e sudeste de Mato Grosso têm grande destaque na produção fotovoltaica. Por isso, defendemos um programa estadual para energia solar em Mato Grosso, a exemplo de outros estados que têm proporcionado incentivos neste sentido", pontua.  

ESTUDO E MESORREGIÕES - Mato Grosso possui cinco mesorregiões que são desenvolvidas desigualmente e é de forma gradativa que atingem melhores condições socioeconômicas. O Balanço Energético do Estado de Mato Grosso e Mesorregiões mostrou ainda que o estado tem uma grande dependência energética de petróleo e a saída são fontes renováveis.

A mesorregião centro sul se destaca por abrigar a capital do Estado e a segunda maior cidade, Várzea Grande. É a mesorregião detentora do segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) do Estado e a segunda que mais consome eletricidade. A mesorregião consome mais álcool etílico, respondendo por 40,0% do consumo estadual.
Já a mesorregião sudeste tem grande contribuição com 23,0% para a produção de energia primária do Estado, entre elas os produtos da cana, com 18,0%. A sua localização geográfica estratégica forma o principal canal de escoamento de produtos para as demais regiões do país. Isso favorece para um elevado consumo de óleo diesel no setor transportes - modais rodoviário e ferroviário (26,0% do total estadual).

Além disso, a mesorregião sudoeste caracteriza-se por ser grande exportadora dos principais recursos energéticos renováveis: os derivados da cana-de-açúcar - o álcool etílico hidratado e anidro, seguido da hidroeletricidade. Graças a esta produção, responde por 25,0% da produção de energia primária estadual e detém a segunda maior parcela de produção de energia hidráulica do Estado – 12,0%.

Por outro lado, a mesorregião norte é responsável pelo maior PIB estadual, movido pela atividade agropecuária, o que a torna a maior consumidora de óleo diesel. A mesorregião é também a maior produtora de energia elétrica de origem hidráulica – 71,0% e a sua economia é responsável pelo maior consumo de eletricidade do Estado – 32,0%.

Por fim, a mesorregião nordeste importa quase a totalidade dos energéticos consumidos, com exceção da lenha e do carvão vegetal, energéticos estes de baixo valor agregado. Apresenta o menor consumo final energético do Estado, com 8,0% do total, tendo no óleo diesel, na eletricidade e no álcool etílico os seus principais energéticos consumidos.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Firjan
Boletim Rio Exporta destaca que estado do Rio obtém cres...
21/10/26
Refino
Acelen assume naming rights e amplia presença da marca n...
21/10/26
Gás Natural
ANP adia audiência pública sobre o Gas Release para 19/11
21/10/26
Gás Natural
1º Leilão de Gás Natural da União tem 36 empresas habili...
20/10/26
BPC 2026
Eficiência, inovação e regulação dominam os debates hoje
20/10/26
ANP
Seminário da ANP debate desempenho da indústria de petró...
20/10/26
Biometano
White Martins amplia atuação em soluções energéticas com...
20/10/26
Pré-Sal
P-82 inicia viagem rumo ao Brasil
20/10/26
BPC 2026
Segurança energética e a nova onda da exploração
19/10/26
Evento
Brazilian Petroleum Conference (BPC 2026) começa na segu...
19/10/26
iBEM27
Terceiro encontro internacional de energia abre calendár...
19/10/26
Resultado
Produção de petróleo da União marca 313 mil barris por d...
19/10/26
Biometano
Necta destaca avanço do biometano em São Paulo durante a...
19/10/26
Fiscalização
ANP e Senacon fiscalizam mercado de combustíveis para co...
16/10/26
Energia Nuclear
Relatório global aponta que apoio à energia nuclear supe...
16/10/26
Pessoas
Presidente da ABiogás integra a lista "As 100 Mulheres P...
16/10/26
Resultado
Petrobras alcança R$ 800 bilhões em valor de mercado e r...
16/10/26
Bacia de Santos
Bacalhau completa primeiro ano de produção nos 25 anos d...
15/10/26
Firjan
Fim da escala 6x1: Firjan fará propostas que garantam se...
15/10/26
Bacia de Santos
Acordos de equalizações referentes às Jazidas Compartilh...
15/10/26
Logística
Benel investe R$ 45 milhões em novos transportes no prim...
14/10/26
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.