Combustíveis
Valor Econômico
Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta ontem, ajudados pelas declarações do presidente do Fed, Ben Bernanke, sobre a continuidade dos juros baixos nos EUA, e também pela redução nos estoques de gasolina e destilados do país.
Em Nova York, o contrato para abril ganhou US$ 1,14, ou 1,4%, para US$ 80, enquanto o vencimento de maio foi cotado a US$ 80,38, com alta de US$ 1,09. Já em Londres, o Brent de abril subiu 80 centavos de dólar, para US$ 78,09 e o ativo para maio também avançou 80 centavos de dólar, fechando a US$ 78,47.
Os investidores acompanharam ontem a tradicional divulgação dos dados sobre estoques de petróleo. As reservas de óleo cru aumentaram em 3 milhões de barris na semana passada, acima da projeção dos analistas, que esperavam expansão de 1,9 milhão de barris.
Em contrapartida, as reservas de gasolina caíram em 900 mil barris, enquanto a previsão do mercado era de crescimento dos estoques. No caso dos destilados, o recuo foi de 600 mil barris.
Mas foram as declarações do presidente do Fed, Bem Bernanke, as responsáveis pelo otimismo dos mercados, inclusive o de commodities. Ele afirmou que as baixas taxas de juros ainda são necessárias para garantir a recuperação da economia.
Os investidores praticamente ignoraram o recuo das vendas de casas novas nos EUA, que diminuíram 11,2% em janeiro, para o pior nível da história do indicador, além de contrariar a expectativa dos economistas, que era de aumento das vendas.
Por fim, o mercado de petróleo também recebeu a notícia de que a greve de quase uma semana dos trabalhadores de refinarias na França, que reduziu mais da metade da capacidade de refino de petróleo do país, está próxima do fim. Um dos maiores sindicatos do setor recomendou aos trabalhadores que suspendam a paralisação.
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