Economia

Crescimento chinês menor tiraria um ponto do PIB do Brasil

Avaliação é de estudo da MCM Consultores.

Valor Econômico
31/07/2013 09:57
Visualizações: 762

 

Crescimento chinês menor tiraria um ponto do PIB do Brasil
O Brasil cresceria um ponto percentual a menos por ano na última década caso a economia da China tivesse se expandido de forma mais fraca, próxima do patamar de 7% estimado atualmente. Estudo da MCM Consultores aponta que a expansão mais tímida da economia brasileira se daria, principalmente, em razão da menor elevação dos preços das commodities, da desvalorização do real e do patamar menor dos investimentos, variáveis macroeconômicas mais sensíveis à desaceleração chinesa. A atividade no país asiático neste ano deve aumentar 7,5%, levemente abaixo dos 7,8% do ano passado e menos do que os 9,2% de 2011.
A projeção leva em conta o crescimento anual chinês entre 1995 e 2002, de 8,5%, como parâmetro para a última década. O incremento registrado no período foi de 9,6%. De acordo com Fernando Genta, economista-chefe da MCM e coordenador do estudo, a taxa menor seria mais apropriada ao crescimento sustentável dos asiáticos e não geraria as distorções que estão tentando ser corrigidas atualmente pelo Partido Comunista chinês, como investimento público e endividamento imobiliário excessivos. A política governamental de estímulo ao gasto do governo e ao crédito foi uma resposta para enfrentar a crise de 2008.
No cenário previsto, chamado de contrafactual, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teria crescido a uma média anual de 2,5% em vez dos 3,6% registrados entre 2003 e 2013 - foram levados em conta os dados dos dois países até o primeiro trimestre deste ano. O índice de commodities cresceria 2,5% em vez de 8,5%, impactado pelo menor apetite chinês. Em vez de ter se apreciado 2,4%, o câmbio sofreria desvalorização de 11%.
A formação bruta de capital fixo brasileira aumentaria anualmente ao ritmo de 2,1% ao ano, contra os 6,1% registrados. Genta pondera que essa desaceleração ocorreria devido a três fatores: maior preço do investimento via depreciação cambial, redução do ingresso de capitais no país pelo desempenho menos favorável dos setores relacionados às commodities e menor demanda pelas exportações brasileiras."

O Brasil cresceria um ponto percentual a menos por ano na última década caso a economia da China tivesse se expandido de forma mais fraca, próxima do patamar de 7% estimado atualmente. Estudo da MCM Consultores aponta que a expansão mais tímida da economia brasileira se daria, principalmente, em razão da menor elevação dos preços das commodities, da desvalorização do real e do patamar menor dos investimentos, variáveis macroeconômicas mais sensíveis à desaceleração chinesa. A atividade no país asiático neste ano deve aumentar 7,5%, levemente abaixo dos 7,8% do ano passado e menos do que os 9,2% de 2011.


A projeção leva em conta o crescimento anual chinês entre 1995 e 2002, de 8,5%, como parâmetro para a última década. O incremento registrado no período foi de 9,6%. De acordo com Fernando Genta, economista-chefe da MCM e coordenador do estudo, a taxa menor seria mais apropriada ao crescimento sustentável dos asiáticos e não geraria as distorções que estão tentando ser corrigidas atualmente pelo Partido Comunista chinês, como investimento público e endividamento imobiliário excessivos. A política governamental de estímulo ao gasto do governo e ao crédito foi uma resposta para enfrentar a crise de 2008.


No cenário previsto, chamado de contrafactual, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teria crescido a uma média anual de 2,5% em vez dos 3,6% registrados entre 2003 e 2013 - foram levados em conta os dados dos dois países até o primeiro trimestre deste ano. O índice de commodities cresceria 2,5% em vez de 8,5%, impactado pelo menor apetite chinês. Em vez de ter se apreciado 2,4%, o câmbio sofreria desvalorização de 11%.


A formação bruta de capital fixo brasileira aumentaria anualmente ao ritmo de 2,1% ao ano, contra os 6,1% registrados. Genta pondera que essa desaceleração ocorreria devido a três fatores: maior preço do investimento via depreciação cambial, redução do ingresso de capitais no país pelo desempenho menos favorável dos setores relacionados às commodities e menor demanda pelas exportações brasileiras."

 

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