Empresas

Credores aprovam plano de recuperação da ex-OGX

Aprovação teve apoio de 82,59% dos credores.

Valor Econômico
04/06/2014 14:00
Visualizações: 1691

 

O empresário Eike Batista conseguiu ontem (3) uma vitória com a aprovação maciça do plano de recuperação judicial da OGX pelos credores. O plano foi aprovado por 82,59% dos credores que participaram da assembleia e detinham 90,42% da dívida.
A OGX entrou em recuperação judicial devendo cerca de R$ 12 bilhões e agora esses créditos serão convertidos em ações em uma assembleia de acionistas que deve acontecer em setembro ou outubro.
A aceitação pela maioria dos credores significa que o plano teria sido aprovado mesmo sem a participação dos bondholders a quem a empresa devia US$ 3,56 bilhões. Segundo o 'Valor' apurou, o grupo dinamarquês Maersk e a BR Distribuidora votaram contra o plano.
Uma parte dos detentores de bônus (bondholders) participaram de um esforço para salvar a companhia emprestando dinheiro e agora eles terão condições especiais na conversão dos créditos em ações da OGX Petróleo e Gás, empresa que será criada e que vai incorporar a Óleo e Gás Participações (OGPar).
Ricardo Knoepfelmacher, o Ricardo K, sócio da Angra Partners, empresa contratada por Eike Batista para reestruturar a EBX e posteriormente a OGPar, disse que o empresário "está muito feliz e aliviado com o resultado".
"Obviamente ele [Eike] está muito feliz e aliviado com tudo isso porque ele foi o maior prejudicado nesse processo todo, foi quem perdeu sua fortuna nessa aposta e agora ele tem a chance de mostrar que essa é uma empresa viável", disse Ricardo K. "Ele teve a serenidade e o bom senso de conduzi-la até o momento".
De acordo com K., o resultado foi uma notícia muito boa para a OSX, empresa de construção naval e afretamento de equipamentos também controlada por Eike.
"A OGX é o epicentro dos problemas do grupo EBX e obviamente nem todas as empresas são tão ligadas ao sucesso da OGX quanto a OSX porque são irmãs siamesas", afirmou Knoepfelmacher, completando que a recuperação judicial da OSX é uma situação diversa, já que o perfil de credores é diferentes e com uma solução diversa.
Depois de cumpridos os trâmites legais com o voto dos credores homologado pelo juiz e a incorporação da nova empresa, a OGX passa a ser controlada pelos credores, com grande diluição dos atuais acionistas.
Os investidores detentores de parte dos bônus e que deram o primeiro empréstimo para a companhia - que terá US$ 215 milhões divididos em três etapas - devem ficar com cerca de 41%.
Ao final, credores e bondholders ficarão com 90% da empresa e os atuais acionistas terão 10%, incluindo Eike, cuja participação cairá de 50,16% para 5,16%. Ricardo K. chamou a atenção para a diferença de tratamento dos acionistas em relação à lei de falências americana.
"Nos Estados Unidos em geral os acionistas ficam com zero. É outra coisa que tem que se louvar [na recuperação judical da OGX]. O controlador protegeu os acionistas que já estavam como ele sofrendo uma desvalorização brutal no papel da empresa pela desvalorização das expectativas", disse Knoepfelmacher.
A calmaria depois da assembleia veio depois de uma guerra surda nos bastidores para a derrubada de liminares envolvendo o escritório de advocacia Sergio Bermudes e outros que assessoram a OGPar), da Perenco, da Diamond Offshore e dos bondholders. E nem tudo está tranquilo ainda para a empresa de Eike. A área técnica da Comissão de Valores Mobiliários indeferiu pedido de registro de companhia aberta feito pela OGX Petróleo e Gás. O entendimento foi de que a empresa não entregou documentação adequada para início do processo.
A CVM deu um prazo de 15 dias, até 2 de maio passado, para que a OGX apresentasse a documentação e então se iniciasse o processo para a análise do registro. A companhia recorreu e conseguiu mais 90 dias para entregar os documentos. A decisão foi tomada em 29 de maio.
Após a conversão das ações, a OGX Petróleo e Gás incorporará a Óleo e Gás Participações e entrará para o Novo Mercado da BM&FBovespa. A OGX solicitou registro de companhia aberta dia 11 de abril, na categoria A, que prevê emissão de ações, mas sem o pedido de análise de uma oferta concomitante.

O empresário Eike Batista conseguiu ontem (3) uma vitória com a aprovação maciça do plano de recuperação judicial da OGX pelos credores. O plano foi aprovado por 82,59% dos credores que participaram da assembleia e detinham 90,42% da dívida.

A OGX entrou em recuperação judicial devendo cerca de R$ 12 bilhões e agora esses créditos serão convertidos em ações em uma assembleia de acionistas que deve acontecer em setembro ou outubro.

A aceitação pela maioria dos credores significa que o plano teria sido aprovado mesmo sem a participação dos bondholders a quem a empresa devia US$ 3,56 bilhões. Segundo o 'Valor' apurou, o grupo dinamarquês Maersk e a BR Distribuidora votaram contra o plano.

Uma parte dos detentores de bônus (bondholders) participaram de um esforço para salvar a companhia emprestando dinheiro e agora eles terão condições especiais na conversão dos créditos em ações da OGX Petróleo e Gás, empresa que será criada e que vai incorporar a Óleo e Gás Participações (OGPar).

Ricardo Knoepfelmacher, o Ricardo K, sócio da Angra Partners, empresa contratada por Eike Batista para reestruturar a EBX e posteriormente a OGPar, disse que o empresário "está muito feliz e aliviado com o resultado".

"Obviamente ele [Eike] está muito feliz e aliviado com tudo isso porque ele foi o maior prejudicado nesse processo todo, foi quem perdeu sua fortuna nessa aposta e agora ele tem a chance de mostrar que essa é uma empresa viável", disse Ricardo K. "Ele teve a serenidade e o bom senso de conduzi-la até o momento".

De acordo com K., o resultado foi uma notícia muito boa para a OSX, empresa de construção naval e afretamento de equipamentos também controlada por Eike.

"A OGX é o epicentro dos problemas do grupo EBX e obviamente nem todas as empresas são tão ligadas ao sucesso da OGX quanto a OSX porque são irmãs siamesas", afirmou Knoepfelmacher, completando que a recuperação judicial da OSX é uma situação diversa, já que o perfil de credores é diferentes e com uma solução diversa.

Depois de cumpridos os trâmites legais com o voto dos credores homologado pelo juiz e a incorporação da nova empresa, a OGX passa a ser controlada pelos credores, com grande diluição dos atuais acionistas.

Os investidores detentores de parte dos bônus e que deram o primeiro empréstimo para a companhia - que terá US$ 215 milhões divididos em três etapas - devem ficar com cerca de 41%.

Ao final, credores e bondholders ficarão com 90% da empresa e os atuais acionistas terão 10%, incluindo Eike, cuja participação cairá de 50,16% para 5,16%. Ricardo K. chamou a atenção para a diferença de tratamento dos acionistas em relação à lei de falências americana.

"Nos Estados Unidos em geral os acionistas ficam com zero. É outra coisa que tem que se louvar [na recuperação judical da OGX]. O controlador protegeu os acionistas que já estavam como ele sofrendo uma desvalorização brutal no papel da empresa pela desvalorização das expectativas", disse Knoepfelmacher.

A calmaria depois da assembleia veio depois de uma guerra surda nos bastidores para a derrubada de liminares envolvendo o escritório de advocacia Sergio Bermudes e outros que assessoram a OGPar), da Perenco, da Diamond Offshore e dos bondholders. E nem tudo está tranquilo ainda para a empresa de Eike. A área técnica da Comissão de Valores Mobiliários indeferiu pedido de registro de companhia aberta feito pela OGX Petróleo e Gás. O entendimento foi de que a empresa não entregou documentação adequada para início do processo.

A CVM deu um prazo de 15 dias, até 2 de maio passado, para que a OGX apresentasse a documentação e então se iniciasse o processo para a análise do registro. A companhia recorreu e conseguiu mais 90 dias para entregar os documentos. A decisão foi tomada em 29 de maio.

Após a conversão das ações, a OGX Petróleo e Gás incorporará a Óleo e Gás Participações e entrará para o Novo Mercado da BM&FBovespa. A OGX solicitou registro de companhia aberta dia 11 de abril, na categoria A, que prevê emissão de ações, mas sem o pedido de análise de uma oferta concomitante.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
PPSA
9º Leilão Spot: PPSA comercializa cargas dos Campos de B...
16/09/26
ROG.e 2026
ICONIC reforça atuação na cadeia de óleo, gás e energia ...
16/09/26
Mato Grosso do Sul
Bio Energy Summit colocou bioenergia de MS no centro dos...
16/09/26
Internacional
Petrobras assina contrato de longo prazo para compra e v...
16/09/26
ROG.e 2026
Tenaris promove painéis sobre formação técnica e soluçõe...
16/09/26
Resultado
Tecnogera cresce 59% nos principais segmentos atendidos ...
16/09/26
Negócios
Vallourec conquista importante contrato com a Subsea7 pa...
16/09/26
ROG.e 2026
ICONIC reforça atuação na cadeia de óleo, gás e energia ...
16/09/26
ROG.e 2026
Equinor celebra 25 anos de presença no Brasil e apresent...
15/09/26
ROG.e 2026
Sindicom promove Arena de Lubrificantes na ROG.e 2026
15/09/26
ROG.e 2026
ROG.e 2026 deve movimentar R$ 593 milhões na economia do...
14/09/26
ABPIP
Produtores independentes propõem nove medidas para os p...
14/09/26
Abegás
Abrace Energia e Abegás compõem a nova presidência do Co...
14/09/26
Expansão
Objective contrata André Gutierrez como novo Head de Par...
14/09/26
KPMG
Fusões e aquisições no setor de Óleo e Gás recuam 48.6% ...
14/09/26
ROG.e 2026
Morken leva à Rio Oil & Gas 2026 tecnologia de inspeção ...
14/09/26
Combustível
Etanol encerra a semana mantendo o movimento de alta nos...
14/09/26
Biometano
Produção de biometano cresce 75% no Brasil e amplia desa...
12/09/26
ANP
RenovaBio: ANP prorroga prazo para recebimento de contri...
12/09/26
ROG.e 2026
PPSA realiza 12 palestras na ROG.e sobre seus próximos l...
11/09/26
Gás Natural
PPSA firma acordo para contratar Petrobras como agente c...
11/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25