Combustíveis

Cotação do petróleo sobe mais de US$ 2 e volta a passar dos US$ 55

Valor Econômico/Ag.
14/06/2005 00:00
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O petróleo subiu mais de US$ 2 nesta segunda-feira (13/06), com medo que o crescente na demanda mundial supere a capacidade de refino. Em Londres, o barril do tipo Brent fechou o dia cotado a US$ 54,77, com alta de US$ 2,10. O tipo WTI, negociado em Nova York, subiu US$ 2,08 e fechou a US$ 55,62. Há também muita expectativa sobre o resultado da reunião dos ministros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), marcada para amanhã em Viena.
O movimento veio na esteira da alta do óleo para aquecimento, em uma sessão em que os operadores se concentraram no consumo global cada vez maior de diesel - o que pode reduzir os estoques de derivados antes do inverno no Hemisfério Norte. Os preços do óleo para aquecimento atingiram o maior valor em dois meses, de cerca de US$ 1,68 por galão.
"Fora dos Estados Unidos o diesel está se tornando o combustível preferido", disse Rick Mueller, analista da americana Energy Security Analysis. "A demanda mundial por combustíveis destilados está crescendo mais rápido que a procura por gasolina. Os estoques de gasolina são fartos, mas isso não acontece com os destilados", categoria em que se incluem o óleo diesel e o óleo para calefação.
A demanda por combustíveis destilados nos Estados Unidos no período de quatro semanas encerrado a 3 de junho ficou em média 6,6% superior à do mesmo período do ano passado, segundo o Departamento de Energia dos Estados Unidos. A demanda também está crescendo na Europa, onde metade dos novos automóveis são equipados com motores a diesel.
O ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Ali al-Naimi, disse que está preparado para ver a Opep elevar seu limite oficial de produção na reunião de amanhã. "Nós estamos preparados para elevar o teto", disse Naimi a repórteres ao chegar em Viena. O cartel produz 40% de todo o petróleo produzido no mundo.
Naimi não especificou em quanto a produção poderia ser elevada, mas durante o final de semana ele disse que apóia a proposta do presidente da Opep de elevar de 500 mil barris por dia para 28 milhões de barris.
Ele disse que a falta de capacidade de refino de produtos petrolíferos, como óleo para aquecimento e diesel, está contribuindo mais para alta dos preços do que a falta de oferta. "Eu sei e você sabe que o que está movendo os preços não é a oferta - é a falta de capacidade de refino no mundo", disse ele.
Uma oferta maior por parte dos países-membros da Opep não foi capaz até agora de baixar os preços do petróleo - que dispararam 42% nos últimos 12 meses. Líderes do Grupo dos Oito países mais industrializados do mundo (G-8), que representam dois terços da economia mundial, disseram em comunicado divulgado no fim de semana em Londres que a alta dos preços do petróleo são uma "preocupação significativa".

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