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Cosan amarga prejuízo líquido oito vezes maior

Jornal do Commercio
29/06/2009 04:06
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A variação cambial, que aumentou a dívida em dólar da Cosan, fez o maior grupo brasileiro de açúcar e álcool fechar o quarto trimestre fiscal com um prejuízo líquido de R$ 40,2 milhões, oito vezes maior que o registrado em igual período de 2008, de R$ 5,3 milhões. As amortizações de ágio causadas por aquisições anteriores também tiveram impacto negativo no resultado do grupo. Sem esses efeitos, o resultado final do ano teria sido um lucro líquido de R$ 34,5 milhões. No ano, o prejuízo líquido foi de R$ 473,8 milhões, contra perda de R$ 47,8 milhões no período fiscal anterior.

 


Entretanto, segundo a empresa, estas perdas não afetaram a geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, da sigla em inglês), que somou R$ 165,9 milhões no quarto trimestre fiscal, ante R$ 49,9 milhões de um ano antes. A margem, por sua vez, avançou de 5,9% para 7,1%. No ano, o Ebitda passou de R$ 182,9 milhões para R$ 718 milhões.
“Houve um impacto cambial na dívida substancial num período muito curto. Esse impacto já foi revertido”, explicou em teleconferência Marcelo Eduardo Martins, diretor financeiro e de relações com investidores.

 

A Cosan informou que foi feita uma alteração no seu exercício social, antecipando seu encerramento para 31 de março de 2009, o que fez com que o ano fiscal tivesse 11 meses e o quarto trimestre, apenas dois. Entre outros motivos, a empresa decidiu se adaptar melhor ao ciclo da cana e se enquadrar num calendário normal do ano civil, coincidindo com as demais empresas do mercado.

 

A companhia obteve receita líquida de R$ 2,349 bilhões no trimestre, avançando sobre os R$ 843 milhões no mesmo período do ano passado. Após a aquisição do grupo de usinas Nova América em março, a Cosan elevou sua capacidade de moagem de cana para 60 milhões de toneladas por ano - mais do que a produção na Austrália, a terceira maior exportadora da commodity.

 

Em dezembro do ano passado, a Cosan tornou-se ainda a primeira companhia integrada de energia renovável ao finalizar a aquisição da CCL, antiga Esso Brasileira de Petróleo Ltda, detentora dos ativos de distribuição e comercialização de combustível e de produção e comercialização de lubrificantes e especialidades da Exxon Mobil no Brasil.

 

“O momento é bastante interessante para a Cosan. Foi um dos anos principais em termos de mudanças na companhia decorrentes de aquisições, consolidação dentro do negócio de açúcar e etanol”, disse Martins, que não descartou novas aquisições.

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