Combustíveis

Coppe e Instituto de Química inauguram laboratório de etanol 2G

Objetivo é testar tecnologias para as etapas de produção.

Revista TN Petróleo, Redação com Assessoria
29/08/2013 09:59
Coppe e Instituto de Química inauguram laboratório de etanol 2G Imagem: Divulgação. Coppe Visualizações: 603

 

Será inaugurado hoje (29) o Laboratório Bioetanol da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), uma parceria da Coppe e do Instituto de Química da UFRJ. O objetivo é testar tecnologias nacionais para todas as etapas de produção do etanol 2G, o chamado álcool de segunda geração ou bioetanol.
Vinculado ao Programa de Pós-graduação em Bioquímica (PPGBq/IQ) e ao Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (Ivig), da Coppe/UFRJ, que identificará possíveis impactos ambientais de todas as etapas da produção do bioetanol, o novo laboratório desenvolverá tecnologias com base na hidrólise enzimática da celulose contida nos resíduos da agroindústria, mantendo a sintonia com a atual tecnologia do etanol 1G.
Outra contribuição da Coppe no Laboratório Bioetanol UFRJ é a tecnologia de membranas que será empregada em diferentes etapas de separação e concentração dos biomateriais envolvidos no processo. Os sistemas de membranas serão fornecidos pela PAM-Membranas Seletivas, empresa que nasceu no Laboratório de Processos de Separação com Membranas e Polímeros da Coppe.
“No momento o Brasil não consegue produzir quantidade suficiente de etanol para atender o mercado interno e está importando etanol de milho dos EUA, cuja produção resulta em emissão de CO2 na atmosfera, ao contrário do etanol produzido a partir da cana-de-açúcar. É necessário expandir a produção brasileira e o Laboratório Bioetanol contribuirá bastante para que se atinja este objetivo”, ressalta Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coppe.
Segundo Elba Bon, professora do Instituto de Química da UFRJ e coordenadora do laboratório, o bioetanol é uma tecnologia mais limpa, autossustentável e condizente com a vocação do Brasil. “Por suas características territoriais e de ensolação, entre outras, nosso país tem capacidade de produzir biomassa em grande quantidade para fazer frente às necessidades da indústria química do futuro”, diz ela, lembrando que a biomassa é uma matéria-prima renovável para produção de produtos que têm sido obtidos a partir do petróleo.
O Laboratório Bioetanol da UFRJ é fruto de uma parceria entre a Coppe e o Instituto de Química e conta com a participação de uma grande rede de instituições de pesquisa brasileiras e japonesas. É financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e apoiado pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica).
Etanol 2G
Produzido a partir da biomassa dos resíduos da agroindústria, o etanol 2G pode ser a solução para a dificuldade de abastecimento em algumas épocas do ano do etanol comum, que tem apenas uma parte da sua energia aproveitada durante o processamento da cana.
Seu processo de fabricação consiste em quebrar moléculas de celulose para extrair a glicose do bagaço e da palha da cana, que, depois de fermentada, se converte em álcool. O resíduo do processo, rico em lignina, pode ser utilizado nas usinas para cogeração de energia, uma tecnologia já estabelecida no país. Outra contribuição da Coppe é a tecnologia de membranas que será empregada em diferentes etapas de separação e concentração dos biomateriais envolvidos no processo.
Dentre as facilidades desse novo combustível está justamente na sua produção, que seria feita "in loco" nas próprias usinas, evitando o transporte do bagaço e da palha por longas distâncias. Porém, o alto custo ainda é um entrava para a entrada no mercado do etanol de segunda geração.

Será inaugurado hoje (29) o Laboratório Bioetanol da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), uma parceria da Coppe e do Instituto de Química da UFRJ. O objetivo é testar tecnologias nacionais para todas as etapas de produção do etanol 2G, o chamado álcool de segunda geração ou bioetanol.


Vinculado ao Programa de Pós-graduação em Bioquímica (PPGBq/IQ) e ao Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (Ivig), da Coppe/UFRJ, que identificará possíveis impactos ambientais de todas as etapas da produção do bioetanol, o novo laboratório desenvolverá tecnologias com base na hidrólise enzimática da celulose contida nos resíduos da agroindústria, mantendo a sintonia com a atual tecnologia do etanol 1G.


Outra contribuição da Coppe no Laboratório Bioetanol UFRJ é a tecnologia de membranas que será empregada em diferentes etapas de separação e concentração dos biomateriais envolvidos no processo. Os sistemas de membranas serão fornecidos pela PAM-Membranas Seletivas, empresa que nasceu no Laboratório de Processos de Separação com Membranas e Polímeros da Coppe.


“No momento o Brasil não consegue produzir quantidade suficiente de etanol para atender o mercado interno e está importando etanol de milho dos EUA, cuja produção resulta em emissão de CO2 na atmosfera, ao contrário do etanol produzido a partir da cana-de-açúcar. É necessário expandir a produção brasileira e o Laboratório Bioetanol contribuirá bastante para que se atinja este objetivo”, ressalta Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coppe.


Segundo Elba Bon, professora do Instituto de Química da UFRJ e coordenadora do laboratório, o bioetanol é uma tecnologia mais limpa, autossustentável e condizente com a vocação do Brasil. “Por suas características territoriais e de ensolação, entre outras, nosso país tem capacidade de produzir biomassa em grande quantidade para fazer frente às necessidades da indústria química do futuro”, diz ela, lembrando que a biomassa é uma matéria-prima renovável para produção de produtos que têm sido obtidos a partir do petróleo.


O Laboratório Bioetanol da UFRJ é fruto de uma parceria entre a Coppe e o Instituto de Química e conta com a participação de uma grande rede de instituições de pesquisa brasileiras e japonesas. É financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e apoiado pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica).



Etanol 2G


Produzido a partir da biomassa dos resíduos da agroindústria, o etanol 2G pode ser a solução para a dificuldade de abastecimento em algumas épocas do ano do etanol comum, que tem apenas uma parte da sua energia aproveitada durante o processamento da cana.


Seu processo de fabricação consiste em quebrar moléculas de celulose para extrair a glicose do bagaço e da palha da cana, que, depois de fermentada, se converte em álcool. O resíduo do processo, rico em lignina, pode ser utilizado nas usinas para cogeração de energia, uma tecnologia já estabelecida no país. Outra contribuição da Coppe é a tecnologia de membranas que será empregada em diferentes etapas de separação e concentração dos biomateriais envolvidos no processo.


Dentre as facilidades desse novo combustível está justamente na sua produção, que seria feita "in loco" nas próprias usinas, evitando o transporte do bagaço e da palha por longas distâncias. Porém, o alto custo ainda é um entrava para a entrada no mercado do etanol de segunda geração.

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