Economia

Copom inicia hoje reunião para definir taxa básica de juros

Expectativa é que mantenha o atual patamar de 7,25%.

Agência Brasil
16/04/2013 10:54
Visualizações: 838

 

A terceira reunião deste ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) tem início na tarde desta terça-feira (16). A segunda parte da reunião será realizada na quarta (17), quando o Copom irá anunciar a sua decisão sobre a taxa básica de juros, a Selic.
A mediana (que desconsidera extremos nas projeções) das expectativas de instituições financeiras consultadas pelo BC é que a Selic seja mantida no atual patamar de 7,25%, nesta reunião. Mas os analistas esperam que o BC inicie, em maio, processo de aumento da taxa básica. No próximo mês, a previsão é que a Selic seja ajustada em 0,5 ponto percentual para 7,75% ao ano. Ao final de 2013, a taxa básica deve chegar a 8,5% ao ano, a mesma expectativa para o fim de 2014.
Apesar de a mediana das expectativas indicar manutenção da Selic na reunião deste mês, há instituições financeiras que pensam de modo diferente. Para economistas do banco Itaú, os recentes pronunciamentos do presidente do BC, Alexandre Tombini, indicam alta na taxa básica já neste mês. Tombini tem reiterado que a instituição não é tolerante com a inflação e que está atentamente monitorando os indicadores para tomar a decisão.
Na avaliação de economistas do Itaú, no passado, quando o BC dizia que iria monitorar indicadores econômicos de perto para definir a Selic, isso era um indicativo de que haveria alta. Para os economistas do banco, deve haver aumento de 0,25 ponto percentual na Selic, na reunião do Copom desta semana.
Já para a Tendências Consultoria Econômica, a Selic só deve ser ajustada para cima depois das eleições, em outubro de 2014. Só aí, começaria o ciclo de alta, com aumento de 0,5 ponto percentual. “Teria que ter um aumento de juros importante, mas taxas mais baixas são a grande bandeira do atual governo”, disse a economista Alessandra Ribeiro, sócia da Tendências. A Selic serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Na avaliação da economista, o governo deve adotar outras medidas para conter a inflação, como mais desonerações para o setor privado.
No dia 2 deste mês, Tombini disse que as taxas de juros da economia devem permanecer mais baixas no país, independentemente de haver ciclos monetários (aumentos da Selic) para combater a inflação. Segundo o presidente do BC, as taxas de juros estão mais baixas devido a mudanças estruturais na economia, como o aumento do acesso da população a serviços bancários nos últimos anos e a ampliação do mercado de crédito.
A Selic passou por um processo de redução, de agosto de 2012, quando caiu de 12,5% para 12% ao ano, até outubro do ano passado (ajustada de 7,50% para 7,25% ao ano). Nas três reuniões seguintes, em novembro de 2012, janeiro e março deste ano, o Copom optou por manter a taxa em 7,25% ao ano.
A expectativa de que haverá alta da Selic neste ano vem do cenário de aumento da inflação. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), escolhido pelo governo para guiar o sistema de metas de inflação, vem subindo desde julho do ano passado, no acumulado em 12 meses. Em março, o índice acumulado chegou a 6,59% e ultrapassou o teto da meta de inflação do governo, que é 6,5%. A última vez que o IPCA havia superado a meta do governo foi em novembro de 2011, quando a taxa registrou variação de 6,64%.
Cabe ao Banco Central fazer com que a inflação fique dentro da meta de inflação no fechamento do ano. A meta, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, tem como centro 4,5% e margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. De acordo com as projeções do mercado financeiro, o IPCA deve deve fechar este ano acima do centro da meta (4,5%), mas abaixo do limite superior (6,5%). A estimativa das instituições financeiras consultadas pelo BC é que o índice fique em 5,68%.
O Copom, responsável por definir a Selic, reúne-se oito vezes por ano. A taxa é elevada quando o objetivo é estimular a poupança e conter a expansão excessiva da demanda. Quando a procura por bens e serviços cresce, há dificuldade da indústria, do comércio e do setor de serviços de suprir os consumidores na mesma proporção do aumento da demanda. Com isso, a tendência é que preços aumentem.
O comitê não muda os juros básicos quando acredita que o patamar da taxa é suficiente para gerar equilíbrio entre o que se produz, o que se compra e os preços. O Copom pode ainda reduzir a taxa Selic se o objetivo for aquecer o mercado consumidor e estimular a atividade econômica.

A terceira reunião deste ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) tem início na tarde desta terça-feira (16). A segunda parte da reunião será realizada na quarta (17), quando o Copom irá anunciar a sua decisão sobre a taxa básica de juros, a Selic.


A mediana (que desconsidera extremos nas projeções) das expectativas de instituições financeiras consultadas pelo BC é que a Selic seja mantida no atual patamar de 7,25%, nesta reunião. Mas os analistas esperam que o BC inicie, em maio, processo de aumento da taxa básica. No próximo mês, a previsão é que a Selic seja ajustada em 0,5 ponto percentual para 7,75% ao ano. Ao final de 2013, a taxa básica deve chegar a 8,5% ao ano, a mesma expectativa para o fim de 2014.


Apesar de a mediana das expectativas indicar manutenção da Selic na reunião deste mês, há instituições financeiras que pensam de modo diferente. Para economistas do banco Itaú, os recentes pronunciamentos do presidente do BC, Alexandre Tombini, indicam alta na taxa básica já neste mês. Tombini tem reiterado que a instituição não é tolerante com a inflação e que está atentamente monitorando os indicadores para tomar a decisão.


Na avaliação de economistas do Itaú, no passado, quando o BC dizia que iria monitorar indicadores econômicos de perto para definir a Selic, isso era um indicativo de que haveria alta. Para os economistas do banco, deve haver aumento de 0,25 ponto percentual na Selic, na reunião do Copom desta semana.


Já para a Tendências Consultoria Econômica, a Selic só deve ser ajustada para cima depois das eleições, em outubro de 2014. Só aí, começaria o ciclo de alta, com aumento de 0,5 ponto percentual. “Teria que ter um aumento de juros importante, mas taxas mais baixas são a grande bandeira do atual governo”, disse a economista Alessandra Ribeiro, sócia da Tendências. A Selic serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Na avaliação da economista, o governo deve adotar outras medidas para conter a inflação, como mais desonerações para o setor privado.


No dia 2 deste mês, Tombini disse que as taxas de juros da economia devem permanecer mais baixas no país, independentemente de haver ciclos monetários (aumentos da Selic) para combater a inflação. Segundo o presidente do BC, as taxas de juros estão mais baixas devido a mudanças estruturais na economia, como o aumento do acesso da população a serviços bancários nos últimos anos e a ampliação do mercado de crédito.


A Selic passou por um processo de redução, de agosto de 2012, quando caiu de 12,5% para 12% ao ano, até outubro do ano passado (ajustada de 7,50% para 7,25% ao ano). Nas três reuniões seguintes, em novembro de 2012, janeiro e março deste ano, o Copom optou por manter a taxa em 7,25% ao ano.


A expectativa de que haverá alta da Selic neste ano vem do cenário de aumento da inflação. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), escolhido pelo governo para guiar o sistema de metas de inflação, vem subindo desde julho do ano passado, no acumulado em 12 meses. Em março, o índice acumulado chegou a 6,59% e ultrapassou o teto da meta de inflação do governo, que é 6,5%. A última vez que o IPCA havia superado a meta do governo foi em novembro de 2011, quando a taxa registrou variação de 6,64%.


Cabe ao Banco Central fazer com que a inflação fique dentro da meta de inflação no fechamento do ano. A meta, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, tem como centro 4,5% e margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. De acordo com as projeções do mercado financeiro, o IPCA deve deve fechar este ano acima do centro da meta (4,5%), mas abaixo do limite superior (6,5%). A estimativa das instituições financeiras consultadas pelo BC é que o índice fique em 5,68%.


O Copom, responsável por definir a Selic, reúne-se oito vezes por ano. A taxa é elevada quando o objetivo é estimular a poupança e conter a expansão excessiva da demanda. Quando a procura por bens e serviços cresce, há dificuldade da indústria, do comércio e do setor de serviços de suprir os consumidores na mesma proporção do aumento da demanda. Com isso, a tendência é que preços aumentem.


O comitê não muda os juros básicos quando acredita que o patamar da taxa é suficiente para gerar equilíbrio entre o que se produz, o que se compra e os preços. O Copom pode ainda reduzir a taxa Selic se o objetivo for aquecer o mercado consumidor e estimular a atividade econômica.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ROG.e 2026
Empresários do Norte Fluminense prospectam negócios na R...
25/09/26
ROG.e 2026
ANP participou de mais de 40 palestras em evento que reú...
25/09/26
ROG.e 2026
TBG debate integração do mercado de gás natural no Cone ...
25/09/26
ROG.e 2026
Sucesso! ROG.e 2026 fecha com 83 mil visitantes e injeçã...
25/09/26
ROG.e 2026
Expansão das fontes renováveis e mudanças no mercado abr...
25/09/26
ROG.e 2026
Presidente da Petrobras defende exploração ativa e prevê...
25/09/26
ROG.e 2026
Inovação tecnológica e dedicação à indústria marcam prem...
25/09/26
Petroquímica
Referência mundial em sustentabilidade, I’m green™ bio-b...
25/09/26
ROG.e 2026
Escassez de engenheiros preocupa setores estratégicos e ...
25/09/26
ROG.e 2026
Constellation é reconhecida pela Petrobras como a melhor...
25/09/26
ROG.e 2026
Na ROG.e 2026, Shell destaca parcerias, inovação e disci...
25/09/26
ROG.e 2026
Nikki Martin, presidente e CEO da EnerGeo Alliance falou...
25/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e OceanPact assinam acordo para expansão de...
25/09/26
ROG.e 2026
Shell destaca papel da capacitação para aproximar jovens...
25/09/26
Terminais
Ultracargo é reconhecida pelo quarto ano consecutivo com...
25/09/26
GNL
Edge e Governo do Rio Grande do Sul assinam Memorando de...
25/09/26
E&P
ANP contrata B3 para assessoria técnica às licitações de E&P
25/09/26
ROG.e 2026
Lideranças apontam o Brasil como pilar de segurança ener...
24/09/26
ROG.e 2026
Firjan SENAI e Sebrae Rio conectam MPEs a grandes empres...
24/09/26
ROG.e 2026
Estudo da PPSA identifica boas práticas para apoiar deci...
24/09/26
ROG.e 2026
EAS participa da ROG.e 2026
24/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25