Internacional

Conflito no Oriente Médio pode elevar os custos de produção em todo o mundo, alerta Firjan

Para a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, ameaça à oferta de petróleo reforça necessidade de Brasil ampliar reservas de óleo no país.

Redação TN Petróleo/Assessoria Firjan
23/06/2025 13:21
Conflito no Oriente Médio pode elevar os custos de produção em todo o mundo, alerta Firjan Imagem: Divulgação Firjan Visualizações: 1949

O possível encarecimento do petróleo no mercado internacional, com o agravamento do conflito no Oriente Médio, deve elevar os custos de produção em todo o mundo, reforçando o aumento de preços dos derivados e se espalhando por outras indústrias, alerta a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). "Estamos preocupados pelo preço do petróleo e, também, pelos impactos que o fechamento do Estreito de Ormuz pode ter em outras cadeias de produção", afirma Karine Fragoso (foto), gerente geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da federação, em relação ao possível fechamento, pelo Irã, de uma rota relevante do fornecimento da commodity.

De acordo com a federação, o mercado de energia já vive uma fase de preços altos globalmente, com a busca por matrizes mais limpas. Neste ambiente, a redução da oferta e com manutenção da demanda inevitavelmente levaria a custos mais elevados. Como importadores de equipamentos, o Brasil pode ser atingido pela alta de preços, que pode ocorrer da redução da oferta de energia.

Recomposição das reservas

"Isso joga luz sobre quão importante é a recomposição das nossas reservas. De acordo com o Anuário do Petróleo no Rio 2025, publicação lançada recentemente pela Firjan, temos menos de 13 anos, o que nos acrescenta riscos desnecessários e nos coloca numa posição de desvantagem frente a outras economias", afirma Karine, alertando para a necessidade de exploração das cinco bacias da Margem Equatorial e da Bacia de Pelotas, já que há dez anos o Brasil tinha 23 anos de reservas provadas.

A gerente geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da federação, destaca ainda que é preciso aumentar a capacidade de refino para o óleo produzido no Brasil, adequando o parque industrial, que remonta à década de 80. Além de avançar em uma regulamentação que incentive o aumento de produção em campos maduros, como os da Bacia de Campos.

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