Relatório

Concessionárias divulgam plano de investimento de R$ 23 bi

Valor Econômico
10/02/2009 03:09
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Das 18 empresas, 15 são do setor elétrico e as outras três são Sabesp, Copasa e Comgás.
 

Os planos de investimentos de dezoito concessionárias do serviço público, com ações cotadas na Bolsa de Valores de São Paulo, devem atingir R$ 23 bilhões neste ano de 2008, segundo dados divulgados pelas empresas e também com estimativas do banco americano JP Morgan. Um relatório que acaba de ser divulgado pela equipe de analistas do banco mostra que, desse total, cerca de 60% será destinado a projetos de geração de energia. "Ao contrário de outros setores, que vão investir menos em função da crise de crédito, nós damos as boas-vindas a estes pesados investimentos no setor de concessão de serviços públicos porque dão bons retornos", diz o relatório assinado pela chefe de análise do banco, Lilyanna Yang.

 

Das 18 empresas, 15 são do setor elétrico e as outras três são Sabesp, Copasa e Comgás. A Sabesp fará investimentos de R$ 1,6 bilhão e a maior parte em projetos de coleta e tratamento de esgoto, segundo explica o superintendente de captação de recursos da empresa, Mário Sampaio. Cerca de 80% dos recursos necessários já estão assegurados para realizar os planos.

 

Entre as elétricas, o destaque é o plano da Eletrobrás, que sozinha prevê investir R$ 7,9 bilhões, ou cerca de 35% do total estipulado pela empresas que fazem parte da pesquisa. A estatal tem previsão de fazer fortes investimentos em geração, até porque é sócia das principais hidrelétricas em construção recente no país, por meio de suas empresas como Chesf, Furnas, Eletronorte e Eletrosul.

 

A Eletrobrás tem participação direta nas duas usinas que estão sendo construídas no rio Madeira, as quais, juntamente, terão capacidade superior a 6.500 megawatts de geração e vão exigir investimentos superiores a R$ 20 bilhões. A estatal ainda sagrou-se a grande vencedora dos leilões de transmissão que vão ligar as usinas que ficam em Porto Velho ao Sudeste do país.

 

A empresa também fará altos investimentos no setor de distribuição, nas chamadas empresas federalizadas que ficam no Norte e Nordeste do país. Só neste ano, elas vão receber cerca de R$ 1,6 bilhão. Mas segundo o JP Morgan, eles ainda estão céticos de que o retorno destes investimentos se dará no curto prazo.

 

Na avaliação do banco, em termos de retorno, as empresas de distribuição de energia deveriam adiar os investimentos, cerca de R$ 6 bilhões, pelo menos no curto prazo. Mas as empresas seguem regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e precisam investir em manutenção e extensão da rede de distribuição. A Eletropaulo, por exemplo, vai investir R$ 500 milhões e em entrevista concedida no início do ano, o presidente da empresa, Britaldo Soares, dizia acreditar ser difícil que esse número fosse reduzido, em função da crise.

 

Depois da Eletrobrás, na lista elaborada pelo JP Morgan, seria a MPX Energia, do empresário Eike Batista, a que mais investiria nesse ano, cerca de R$ 3,2 bilhões. Mas a empresa informou, por meio de sua assessoria, que esse valor será investido até 2012. Ao longo desse ano, os investimentos são de R$ 1,5 bilhão. Os projetos da empresa são todos de geração, com usinas termelétricas e energia já vendidas em leilão. A empresa hoje não tem geração de receita porque suas usinas ainda estão em construção, e os principais investimentos serão feitos em Pecém, onde detém uma parceria com a EDP Energias do Brasil. A empresa portuguesa também investirá cerca de R$ 1,2 bilhão neste ano e a maior parte será em projetos de geração. O presidente da companhia, Antonio Pita de Abreu, tem reiteradamente mostrado que esse será o caminho a ser seguido pela empresa.

 

Os projetos de geração tem forte apoio do BNDES, como lembra o relatório do JP Morgan, porque o governo federal está focado em ampliar a oferta de energia no país pelo menos nos próximos cinco anos. Os cerca de R$ 11 bilhões a serem investidos em geração, neste ano, já estão fortemente amarrados com projetos aprovados ou em fase de aprovação no BNDES. Poucos ainda precisam ser fechados com o banco, como alguns da Energias do Brasil e da MPX, segundo o JP Morgan.

 

A Terna Participações e Cesp são as que menos devem aplicar recursos em expansão. A Cesp porque precisa pagar sua dívida em dólar, como lembra o banco. Já o presidente da Terna Participações, Alessandro Fiocco, diz que a empresa fará investimentos em expansão e também em manutenção de linhas já construídas. 

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