Petrobras

Companhia acerta a aquisição de novos blocos em Angola

Gazeta Mercantil
27/06/2005 00:00
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Até 2010, estatal planeja aumentar a produção no exterior para 600 mil barris diários. O diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, foi a Angola com propostas de aquisição de blocos de petróleo na região. A partir de dois blocos em associação junto a outras empresas, a estatal brasileira produz hoje dez mil barris de óleo por dia no país africano. De acordo com Cerveró, o objetivo da Petrobras é crescer junto com a produção total do país que, segundo ele, passará dos atuais 1 milhão de barris/dia para 2 milhões de barris/dia até 2008.
Cerveró demonstrou entusiasmo com as perspectivas em Angola, esclarecendo que poderá fazer acordos com a empresa angola Sonangol para participar de licitações e adquirir mais blocos no país.
O diretor da área internacional da Petrobras informou também que o novo plano estratégico da estatal vai elevar a previsão de produção internacional até 2010 de 500 mil para 600 mil barris diários de petróleo. Ele disse a jornalistas que o orçamento da área internacional de US$ 7,5 bilhões também será ajustado para cima em valor ainda não definido. O plano estratégico será divulgado em julho.
"O aumento de produção virá principalmente dos Estados Unidos, Venezuela e Nigéria", afirmou Cerveró. Protocolos de intenção firmados com a estatal venezuelana PDVSA no ano passado e que não constavam do plano estratégico são a principal razão para o aumento do orçamento. Ele disse já ter gasto US$ 1 bilhão do orçamento.
O executivo participou da inauguração do Pólo Gás Químico Rio Polímeros, em Duque de Caxias, Rio de Janeiro.
Na ocasião, a Petrobras demonstrou que está mais preocupada em quitar dívidas do que em realizar novas captações. O diretor financeiro da estatal, José Sérgio Gabrielli, está negociando com alguns bancos uma linha de crédito que permita à companhia tomar recursos somente quando for necessário, em um tipo de cheque especial.
A disponibilidade de recursos por meio deste "cheque especial", a forte geração de caixa que a empresa alcançou no ano passado e neste ano e a intenção de quitar passivos indicam que a empresa não fará captações de grande porte. "Não há necessidade de captação; geramos US$ 3,4 bilhões no primeiro trimestre. Se fizermos (captação), será para manter relação com o mercado".
O executivo, que foi a Londres para negociar com bancos nesta semana, afirmou que o momento é propício para captar, mas demonstrou que seus esforços estão mais voltados para a obtenção da nova modalidade de crédito, que permitirá à Petrobras pagar juros somente quando precisar realmente de recursos. "Essa é mais uma razão para uma captação não ser feita", concordou o executivo.
O presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, que também participou da solenidade informou que a estatal vem investindo na ampliação da Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), próxima ao Pólo Gás Químico. Até 2009, serão investidos US$ 1 bilhão.
"Estamos investindo de forma muito maciça. Nós temos um programa de investimentos até 2009 de mais de US$ 1 bilhão de dólares na Reduc, que não só vai ampliar a sua capacidade como também melhorar a qualidade dos produtos e aumentar as condições da refinaria de processar o óleo nacional", ressaltou Dutra.

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